Boi gordo atinge R$ 390 a arroba no Brasil por falta de animais para abate. Em São Paulo, cotação se mantém acima de R$ 380, pressionando o preço da carne.
O preço do boi gordo subiu para R$ 390 a arroba em várias regiões do Brasil na segunda-feira (26), impulsionado pela falta de animais prontos para abate, enquanto em São Paulo a cotação ficou estável em R$ 381,40, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No Pará e no Paraná, as altas chegaram a R$ 15 e R$ 5 por arroba, respectivamente, em meio a negociações de baixa liquidez e postura cautelosa de compradores e vendedores, que monitoravam o dólar e o mercado financeiro antes de fechar novos negócios.
O mercado do boi gordo começou a semana com pouca movimentação nas principais regiões pecuárias do país, mas os preços se mantiveram firmes, sustentados pela redução na quantidade de animais disponíveis para abate. A demanda por carne no atacado segue fraca, pressionada pelas chuvas prolongadas e pelo fim do mês, o que deixou os compradores mais resistentes a novas aquisições. Mesmo assim, a carcaça bovina apresentou ligeira valorização na Grande São Paulo, refletindo um cenário de oferta restrita.
- Arroba do boi gordo atingiu R$ 390 em algumas regiões do país.
- No Pará, os preços subiram entre R$ 5 e R$ 15 por arroba, com negócios em torno de R$ 365.
- No noroeste do Paraná, a alta foi de R$ 5 por arroba, com negociações entre R$ 385 e R$ 390.
- Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq fechou estável em R$ 381,40 por arroba.
- No atacado paulista, a carcaça casada bovina valia R$ 26,15 o quilo à vista.
Em São Paulo, as negociações ocorreram na faixa de R$ 380 a R$ 390 por arroba, mantendo os mesmos patamares das semanas anteriores. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referência nacional para a formação de preços, fechou estável, cotado a R$ 381,40 por arroba. Esse cenário indica que, embora não haja grandes saltos de preço, o valor mínimo para a venda do animal está se estabilizando em níveis elevados, refletindo a oferta restrita de animais prontos para o frigorífico.
No Pará, a disposição dos frigoríficos em negociar encontrou resistência por parte dos pecuaristas, que preferiram não fechar novos negócios. Essa postura levou os compradores a aumentarem as ofertas em R$ 5 a R$ 15 por arroba, com negociações na região em torno de R$ 365 por arroba. As escalas de abate das indústrias frigoríficas locais variaram entre quatro e sete dias, indicando planejamento de médio prazo. No noroeste do Paraná, a menor disponibilidade de animais também pressionou as cotações para cima, com negócios realizados entre R$ 385 e R$ 390.
Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, o mercado permaneceu praticamente paralisado na segunda-feira, em meio aos reflexos das eleições. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a expectativa é de manutenção do ritmo lento de negociações ao longo da semana, porque boa parte dos frigoríficos da região já possui escalas de abate completas até o início de novembro. As poucas operações registradas ocorreram com preços estáveis, sem grandes oscilações.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, as negociações também foram marcadas pela cautela. De acordo com o Cepea, a proximidade do fim do mês e o período prolongado de chuvas têm contribuído para reduzir o ritmo de saída da carne bovina. Esses fatores deixaram os compradores mais resistentes à realização de novas aquisições. Mesmo diante da demanda enfraquecida, a carcaça casada bovina apresentou ligeira valorização nesta segunda-feira, com preço médio de R$ 26,15 por quilo à vista.
São Paulo mantém preços estáveis acima dos R$ 380
Na principal praça pecuária do país, as cotações permaneceram firmes, com o indicador Cepea/Esalq fechando estável em R$ 381,40 por arroba. A estabilidade reflete o equilíbrio entre a oferta restrita de animais terminados e a demanda moderada dos frigoríficos, que operam com escalas de abate ajustadas. O patamar elevado indica que o piso de preços segue sustentado pela escassez de boi gordo disponível para abate imediato.
Pará e Paraná registram altas na arroba
No Pará, a resistência dos pecuaristas em fechar negócios forçou os frigoríficos a elevarem as ofertas em até R$ 15 por arroba, com negociações em torno de R$ 365. No noroeste do Paraná, a menor disponibilidade de animais pressionou as cotações para cima, com altas de R$ 5 por arroba e negócios entre R$ 385 e R$ 390. Esses reajustes regionais reforçam o cenário de oferta enxuta em diferentes bacias pecuárias.
Demanda por carne bovina enfraquecida no atacado
O atacado da Grande São Paulo opera com ritmo lento de saída da carne bovina, influenciado pelas chuvas e pelo fim do mês, o que reduz o apetite dos compradores. Apesar disso, a carcaça casada bovina registrou ligeira valorização, cotada a R$ 26,15 por quilo à vista. A combinação de oferta restrita de animais e demanda fraca no varejo deve manter os preços em patamares elevados, com ajustes pontuais conforme a liquidez.
Para esta terça-feira (27), a expectativa é de retomada gradual das negociações, após um início de semana marcado pela baixa liquidez. O comportamento dos frigoríficos, a disponibilidade de animais terminados e as condições de comercialização da carne bovina devem continuar influenciando a formação dos preços nas diferentes regiões pecuárias. O mercado segue atento à evolução das escalas de abate e ao ritmo da demanda no atacado, que serão determinantes para os próximos reajustes.



