Paulinho sentiu dor na perna na vitória sobre o Fluminense e preocupa o Palmeiras após 300 dias lesionado no ano. Abel cita medo de nova lesão.
O atacante Paulinho deixou o vestiário do Palmeiras preocupado após sentir dores na perna direita durante a vitória sobre o Fluminense, na semifinal da Libertadores. O jogador entrou no segundo tempo, mas sentiu o incômodo poucos minutos depois e terminou a partida mancando. A classificação à final, garantida nos pênaltis, ficou em segundo plano diante do temor de um novo afastamento dos gramados.
Paulinho já havia passado mais de 300 dias lesionado antes de voltar a jogar em maio deste ano. O histórico recente inclui uma fratura por estresse na tíbia e outras três lesões menores, o que explica a cautela do clube e a preocupação do atleta. Agora, a possível nova lesão surge no momento mais importante da temporada, às vésperas da decisão continental.
- Paulinho sentiu dores na perna direita durante a vitória sobre o Fluminense.
- O atacante teme um novo afastamento após ter ficado mais de 300 dias fora.
- A principal lesão foi uma fratura por estresse na tíbia, sofrida no Mundial de Clubes.
- Após o retorno, ele teve outras três lesões menores, incluindo entorses e problemas musculares.
- O clube ainda não sabe a gravidade do novo problema e aguarda avaliação médica.
O técnico Abel Ferreira comentou a situação do jogador em entrevista coletiva após a partida. "Ele teve uma lesão que não foi fácil de resolver e voltou a se lesionar. Vocês devem imaginar que dentro dele há dois sentimentos", disse o treinador. A declaração reforça o estado emocional delicado do atacante, que convive com o medo de se machucar novamente.
Paulinho voltou a jogar apenas em maio, após um longo período de 300 dias afastado dos campos. Esse tempo foi contado a partir do dia em que sofreu a fratura por estresse na tíbia, ainda no ano passado, durante o Mundial de Clubes. Na época, segundo Abel Ferreira, ele disputou aquele torneio no sacrifício para ajudar o time. Dias depois da participação no Mundial, Paulinho teve de passar pela segunda cirurgia em um período de oito meses.
Após esse procedimento e o retorno aos treinos, o caminho não foi livre de obstáculos. O atacante sofreu outras três lesões, que, embora menos graves que a fratura, impediram sua evolução física plena. Ele teve uma entorse no tornozelo em 26 de julho, uma lesão no músculo adutor da coxa direita em 2 de agosto e, 25 dias depois, uma lesão no tendão do adutor longo da perna direita. O clube ainda não possui maiores informações sobre a gravidade da possível nova lesão sofrida durante a semifinal.
O peso do passado nos gramados
O histórico de lesões de Paulinho é marcado por um problema que parecia resolvido, mas nunca cicatrizou por completo. A fratura por estresse na tíbia, sofrida em julho do ano passado, foi o ponto de partida de uma sequência de intercorrências. O atleta passou por uma segunda cirurgia em oito meses para tentar resolver o problema na perna direita.
Abel Ferreira explicou que Paulinho carrega "dois sentimentos" dentro de si: a alegria pela classificação e o medo de se lesionar novamente. A fala do treinador evidencia o impacto psicológico que as repetidas lesões causaram no jogador. A comissão técnica acompanha de perto a recuperação e evita expor o atleta a situações de risco.
A recuperação ainda inacabada
O retorno de Paulinho aos gramados ocorreu apenas em maio, depois de 300 dias de afastamento. Desde então, o atacante não conseguiu manter uma sequência regular de jogos. As três lesões menores sofridas após a volta impediram que ele recuperasse a melhor forma física.
A mais recente preocupação surgiu na semifinal contra o Fluminense, quando Paulinho sentiu dores na perna direita poucos minutos após entrar em campo. O jogador terminou a partida mancando e relatou o incômodo no vestiário. Ainda não há diagnóstico oficial sobre a gravidade do problema.
Diagnóstico de condição especial
O coordenador médico do Palmeiras, Pedro Pontin, explicou que Paulinho chegou ao clube em uma "condição especial". Isso porque o jogador havia sofrido a fratura por estresse na tíbia da perna direita ainda quando atuava pelo Atlético-MG. Embora tenha sido operado pelos médicos do time mineiro, o atacante nunca conseguiu se livrar completamente das dores, que acabaram se tornando crônicas.
O Palmeiras agora aguarda exames para saber a extensão da nova lesão de Paulinho. Enquanto isso, a comissão técnica precisa planejar a final da Libertadores sem saber se poderá contar com o atacante. O clube deve adotar cautela máxima para evitar que o problema se agrave e comprometa ainda mais a temporada.



