03 de outubro de 2026

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Bolsonaro preso e inelegível tenta eleger família inteira em 2026

Vídeos Política 03/10/2026 18:07 youtube.com

O clã Bolsonaro vai às urnas em peso para manter o poder. Bolsonaro tenta eleger filhos, irmão e esposa nas eleições de 2026 https://www.bra1.com.br/702611 Siga o BRA 1 para não perder nada. #bolsonaro #tenta #eleger #notícias

BRA 1

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) leva às urnas neste domingo (4) uma ampla frente familiar, com três filhos, um irmão, a atual mulher, uma ex-mulher e dois cunhados. Preso por tentativa de golpe de Estado e declarado inelegível, ele busca manter o controle sobre o chamado "espólio eleitoral" e garantir presença parlamentar próxima ao seu núcleo político. A disputa ocorre em estados como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A movimentação ocorre em meio à ofensiva da oposição, que busca reverter o atual jogo de forças, obter maioria e conseguir aprovar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Com base em CNN Brasil, a decisão de Bolsonaro de lançar o filho mais velho, Flávio, como candidato à Presidência frustrou a expectativa de aliados que apostavam no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

  • Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato à Presidência, visto como herdeiro direto do pai.
  • Michelle Bolsonaro (PL) lidera as pesquisas para o Senado pelo Distrito Federal e indicou os irmãos Diego e Eduardo Torres para cargos legislativos.
  • Renato Bolsonaro (PL) disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo com o número 2222.
  • Carlos Bolsonaro (PL) migrou para Santa Catarina para concorrer ao Senado, enquanto Jair Renan tenta a Câmara dos Deputados pelo estado.
  • Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher do ex-presidente, concorre a deputada federal pelo Rio de Janeiro.

A escolha de Flávio Bolsonaro como candidato presidencial representa a aposta central da estratégia familiar. O senador, que já exerce mandato no Congresso, é tratado como o principal herdeiro político do ex-presidente. A decisão, no entanto, gerou desconforto em parte da direita, que via em Tarcísio de Freitas um nome mais competitivo para a disputa. Mesmo assim, o PL mantém Flávio como cabeça de chapa, em uma tentativa de preservar o capital político do clã.

Michelle Bolsonaro, por sua vez, faz sua estreia na política como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama lidera as pesquisas de intenção de voto e é vista como uma das principais apostas para a perpetuação do bolsonarismo, apesar da desconfiança de parte da própria direita. Em junho, ela confirmou a candidatura e disse que a decisão foi compartilhada com o marido. "Ele [Bolsonaro] quer muito [o mandato dela no Senado], é um desejo do coração dele. Eu acho que é natural, pelo nosso trabalho, pelo Brasil, a gente influenciar, incentivar as mulheres de bem a estarem na política", declarou Michelle.

Além do casal, a lista inclui o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, que disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo com o número 2222, um dos mais cobiçados do PL. Renato tem histórico eleitoral modesto: das oito vezes em que foi candidato, venceu apenas uma, quando foi eleito vereador por Praia Grande (SP) em 1996. Mesmo assim, a legenda aposta no sobrenome para atrair votos.

Carlos Bolsonaro, após sete mandatos consecutivos como vereador do Rio de Janeiro, migrou para Santa Catarina para disputar o Senado. A mudança acompanha o movimento do irmão Jair Renan, eleito vereador de Balneário Camboriú em 2024 e agora candidato a deputado federal pelo estado. A presença da família em Santa Catarina é vista como uma forma de aproveitar o favoritismo do patriarca em uma das regiões mais bolsonaristas do país.

A ex-mulher de Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, também está na disputa, concorrendo a deputada federal pelo Rio de Janeiro. Flávio planejava colocá-la como suplente de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, mas a articulação fracassou depois que Canella foi alvo de mandado de busca e apreensão, acabou preso em flagrante por portar um fuzil calibre .556 no carro e desistiu da candidatura.

A aposta em Flávio e Michelle

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência é o ponto central do plano de manter o controle sobre o espólio eleitoral do ex-presidente. Como visto em G1, a decisão frustrou aliados que preferiam Tarcísio de Freitas, mas o senador segue como nome oficial do PL. A expectativa é que, caso eleito, Flávio atue como guardião da agenda bolsonarista no Planalto.

Michelle Bolsonaro, por outro lado, concentra esforços no Senado. A ex-primeira-dama indicou um dos irmãos, Diego Torres (PL), como primeiro suplente, e tenta eleger outro, Eduardo Torres (PL), que disputa pela segunda vez uma vaga de deputado distrital. A popularidade de Michelle em Brasília é o principal trunfo da campanha, mas a desconfiança de parte da direita segue como obstáculo.

Filhos, irmão e ex-mulher na disputa

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo com o número 2222. Seu histórico eleitoral, porém, é limitado: em oito candidaturas, venceu apenas uma, em 1996. A campanha aposta no sobrenome e na estrutura do PL para reverter o retrospecto.

Carlos Bolsonaro deixou o Rio de Janeiro após sete mandatos como vereador para tentar o Senado em Santa Catarina. Jair Renan, o "filho 04", eleito vereador de Balneário Camboriú em 2024, busca uma vaga na Câmara dos Deputados pelo mesmo estado. As faltas de Jair Renan às sessões da Câmara Municipal foram alvo de críticas do vereador Marcelo Achutti (MDB), que cobrou licença durante a campanha. Em resposta, Jair Renan afirmou que precisa visitar o pai, "hoje preso político, perseguido por todas as instâncias".

Cunhados, desistências e o "Filho 04"

Os irmãos de Michelle Bolsonaro também integram a estratégia familiar. Diego Torres (PL) foi indicado como primeiro suplente na chapa ao Senado, enquanto Eduardo Torres (PL) disputa uma vaga de deputado distrital pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama usa sua popularidade em Brasília para impulsionar as candidaturas dos irmãos.

Dos cinco filhos de Bolsonaro, apenas dois estão fora da disputa: Laura, de 15 anos, e Eduardo Bolsonaro (PL), que se autoexilou nos Estados Unidos. Eduardo chegou a planejar uma candidatura como suplente de senador na chapa de André do Prado (PL) por São Paulo, mas desistiu. A mãe dos filhos "01, 02 e 03", Rogéria Bolsonaro, concorre a deputada federal pelo Rio de Janeiro, após o fracasso da articulação com Márcio Canella.

Com a votação deste domingo, o bolsonarismo testa a capacidade de transferência de capital político do ex-presidente para seus familiares. O resultado definirá se a estratégia de ocupar espaços no Legislativo e no Planalto garantirá ao núcleo familiar influência direta nos próximos anos, mesmo com Bolsonaro preso e inelegível. A disputa também serve como termômetro para a força do bolsonarismo sem o líder no páreo.