Um temporal devastador atingiu o Rio Grande do Sul e deixou um rastro de destruição. Temporal severo causa quatro mortes e afeta meio milhão de pessoas no Rio Grande do Sul https://www.bra1.com.br/695893 Siga o BRA 1 para não perder nada. #temporal #severo #causa #notícias
Um temporal de grandes proporções atingiu o Rio Grande do Sul na segunda-feira (21), deixando quatro mortos e mais de 527 mil pessoas afetadas em 146 municípios, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na manhã desta terça-feira (22). As vítimas fatais foram registradas em Caxias do Sul, com três mortes, e em Pelotas, com uma morte, todas decorrentes de chuvas intensas e ventos fortes que castigaram o estado no final de setembro. O evento climático provocou destruição em infraestrutura e residências, exigindo resposta imediata das equipes de resgate e acionando alertas para novas ocorrências.
O fenômeno não foi isolado: desde a sexta-feira (18), a Defesa Civil contabiliza 151 ocorrências relacionadas a ventos e chuvas fortes, distribuídas por 146 municípios gaúchos. A dimensão do desastre supera eventos recentes no estado, que já enfrenta um histórico de intempéries, mas desta vez a combinação de precipitação extrema e rajadas de vento elevou o risco para a população, especialmente em áreas urbanas vulneráveis. O número de desabrigados e desalojados, somado aos danos em escolas e unidades de saúde, coloca o estado em estado de atenção máxima enquanto a instabilidade climática persiste.
- Quatro mortes confirmadas: três em Caxias do Sul e uma em Pelotas, todas ligadas ao temporal.
- Mais de 527 mil pessoas afetadas em 146 municípios, com 413 desabrigados e 2.732 desalojados.
- Caxias do Sul registrou 159,4 mm de chuva em um único dia, causando enxurradas e arrastando veículos.
- Ventos de até 89 km/h em Pelotas derrubaram árvores, postes e cabos de alta tensão, causando uma morte.
- Defesa Civil mantém alertas ativos e orienta a população a evitar áreas alagadas e seguir medidas de segurança.
O temporal começou a se formar no fim de semana, mas foi na segunda-feira que atingiu seu ápice, com chuvas torrenciais e ventos fortes que surpreenderam moradores de diversas regiões. Em Pelotas, a primeira vítima fatal foi um motociclista que trafegava por uma via quando foi atingido pela queda de cabos de energia de alta tensão, segundo informações da prefeitura local. O vento, que alcançou 89 km/h, provocou a queda de árvores e postes, além de destruir telhados de casas e comércios, deixando parte da cidade sem energia elétrica e dificultando os primeiros socorros.
Em Caxias do Sul, a situação foi ainda mais severa devido ao volume de chuva. O município registrou 159,4 milímetros de precipitação em apenas 24 horas, o que transformou vias em verdadeiros rios. Uma enxurrada arrastou um veículo que estava em uma via pública, e dentro dele foram encontrados os corpos de uma adolescente de 13 anos e uma criança de 4 anos. Uma mulher de 43 anos, que também estava no carro, segue desaparecida, e as buscas continuam sendo realizadas pelas equipes de resgate. Em outro incidente, um homem que trabalhava na limpeza de uma galeria no bairro De Lazzer foi arrastado pelas águas represadas, e seu corpo foi localizado posteriormente pela Defesa Civil.
Ocorrências em Pelotas e Caxias do Sul
As duas cidades concentram as tragédias fatais, mas com dinâmicas distintas. Em Pelotas, o principal agente foi o vento, que derrubou a rede elétrica e causou a morte do motociclista. A prefeitura local relatou que a falta de energia atingiu várias partes da cidade, comprometendo a comunicação das famílias e a agilidade no atendimento emergencial. Já em Caxias do Sul, a chuva extrema foi o fator central, com enxurradas que arrastaram pessoas e veículos, evidenciando o risco de deslocamento em áreas urbanas durante eventos climáticos extremos.
O caso do trabalhador arrastado em Caxias do Sul chama atenção para os perigos enfrentados por profissionais que atuam em áreas de risco, como galerias pluviais, durante tempestades. A Defesa Civil reforça que a população deve evitar qualquer deslocamento em regiões alagadas e que trabalhadores de serviços essenciais precisam de protocolos de segurança mais rígidos em situações de alerta meteorológico.
Balanço geral da Defesa Civil
Os números consolidados pela Defesa Civil estadual mostram a extensão do impacto social e estrutural. Além das 527.145 pessoas afetadas, o levantamento aponta que 413 estão desabrigadas, ou seja, perderam suas casas e não têm para onde voltar, enquanto 2.732 estão desalojadas, precisando de abrigo temporário. A crise também atingiu serviços essenciais: 38 estabelecimentos de ensino sofreram danos estruturais, interrompendo o calendário escolar, e 17 unidades de saúde foram danificadas, o que pode comprometer o atendimento à população mais vulnerável.
As ocorrências foram registradas em 146 municípios, indicando que o fenômeno teve caráter generalizado, não se restringindo às áreas mais atingidas. A Defesa Civil contabiliza 151 ocorrências desde sexta-feira, com destaque para quedas de árvores, alagamentos e destelhamentos. O órgão estadual mantém equipes em campo para auxiliar as prefeituras locais e monitora a evolução do clima, que segue instável na região sul do país.
Resposta e alertas à população
Diante do cenário crítico, a Defesa Civil estadual emitiu alertas e orientações para a população, recomendando que as pessoas evitem áreas alagadas, não atravessem ruas tomadas pela água e busquem locais seguros em caso de novos temporais. As prefeituras de Caxias do Sul e Pelotas mobilizaram equipes de resgate e assistência social para atender os desabrigados e desalojados, enquanto a falta de energia em algumas regiões ainda é um desafio para a normalização dos serviços.
A previsão do tempo indica que a instabilidade pode se prolongar nos próximos dias, com possibilidade de novas chuvas fortes no estado. As autoridades pedem atenção redobrada, especialmente para moradores de áreas de risco, e reforçam que a segurança deve ser prioridade. O monitoramento contínuo é essencial para evitar que o número de vítimas aumente, enquanto o estado se organiza para reconstruir a infraestrutura danificada e apoiar as famílias afetadas.
O cenário no Rio Grande do Sul segue crítico, com quatro mortes confirmadas e mais de meio milhão de pessoas impactadas. A Defesa Civil mantém alertas ativos e trabalha em conjunto com os municípios para mitigar os danos, mas a previsão de mais instabilidade climática exige cautela. A prioridade agora é garantir a segurança da população, localizar a mulher desaparecida em Caxias do Sul e restabelecer os serviços essenciais nas áreas mais atingidas, enquanto o estado se prepara para possíveis novos eventos extremos.



