19 de setembro de 2026

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Passageiro é preso com fita e abraçadeiras após beber em voo

Vídeos Mundo 18/09/2026 11:10 youtube.com

Dois coquetéis de vodca transformaram um voo em um pesadelo. Homem é preso com fita e abraçadeiras no avião após beber: entenda https://www.bra1.com.br/694160 Siga o BRA 1 para não perder nada. #homem #preso #fita #notícias

BRA 1

Um passageiro de 67 anos foi contido com fita adesiva e abraçadeiras de plástico por outros viajantes após perder o controle em um voo da American Airlines que seguia de Dallas, no Texas, para Nova Jersey. O incidente, ocorrido durante o trajeto, forçou um pouso de emergência em Baltimore, no Maryland, depois que Arthur Layne Lundeen passou a proferir insultos racistas e homofóbicos e a agir de forma agressiva. Segundo ele próprio afirmou a um juiz local, havia consumido dois coquetéis de vodca com suco de laranja antes do episódio. A intervenção dos passageiros e da tripulação foi necessária para evitar que ele ferisse a si mesmo e às demais pessoas a bordo.

O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos e nas redes sociais, inclusive com a imagem do homem imobilizado ao assento viralizando. A situação reacendeu o debate sobre os limites do consumo de álcool em voos e sobre a forma como passageiros podem agir em emergências dentro de aeronaves. A American Airlines não detalhou as medidas internas que tomou, mas o episódio expõe os desafios enfrentados por comissários e viajantes diante de comportamentos extremos em um ambiente fechado. Também levanta questões sobre a responsabilidade de quem embarca após ingerir bebida alcoólica.

  • Arthur Lundeen, de 67 anos, foi preso ao assento com fita e abraçadeiras durante um voo da American Airlines.
  • Ele admitiu ter bebido dois coquetéis de vodca com suco de laranja antes do incidente.
  • O voo, que saiu de Dallas com destino a Nova Jersey, precisou pousar em emergência em Maryland.
  • Lundeen teria proferido insultos racistas, homofóbicos e blasfêmias contra Jesus e Deus.
  • Ele foi demitido de uma imobiliária no Arizona poucos dias depois do ocorrido.

De acordo com o jornal The Baltimore Banner, Lundeen afirmou em tribunal que não se lembrava dos eventos. "Não me lembro de nada do que aconteceu", disse ele a um juiz na cidade de Annapolis, contradizendo os relatos das testemunhas e das câmeras de segurança. A falta de memória, porém, não impediu que as consequências chegassem rapidamente: o passageiro perdeu o emprego em uma imobiliária no Arizona poucos dias após o pouso de emergência. O caso também foi parar na Justiça, e ele responderá por seus atos.

O contexto do surto foi descrito por quem estava ao lado dele. O rabino messiânico Jonathan Cahn, que ocupava o assento vizinho, contou ao NY Post que a conversa começou de forma tranquila e cordial até o momento em que o tema religião entrou em pauta.

Segundo Cahn, a mudança foi brusca e assustadora. "Nunca vi alguém mudar num piscar de olhos, passando da luz para as trevas, como vi naquela ocasião", declarou. "Ele passou de uma pessoa extremamente simpática a alguém sombrio", completou.

Um policial aposentado chamado Juan Mejia ajudou na resolução do caso. Segundo ele, um comissário de bordo relatou que haviam servido pelo menos uma bebida ao passageiro, e que o voo já estava no ar havia cerca de duas horas quando a confusão começou. Mejia afirmou que a intervenção era necessária para evitar riscos maiores na aeronave.

Discussão sobre religião e reação dos passageiros

Antes do caos, Lundeen trabalhava como corretor de imóveis no Arizona e mantinha uma conversa amistosa com o rabino Jonathan Cahn. O diálogo, no entanto, mudou de tom quando o assunto passou a ser religião. Cahn descreveu uma transformação súbita no comportamento do idoso, que passou de uma postura simpática para atitudes sombrias e hostis.

Durante o surto, Lundeen teria proferido palavrões e comentários discriminatórios, além de blasfemar contra Jesus e Deus. Essas ofensas contribuíram para a escalada da tensão na cabine de primeira classe. A combinação de álcool, estresse e reações verbais fez com que os demais passageiros se sentissem inseguros.

Pouso de emergência e versão do passageiro

O voo original, que partiu de Dallas com destino a Nova Jersey, teve a rota alterada após o episódio. A aeronave pousou em Baltimore, no Maryland, onde Lundeen foi retirado com a ajuda de autoridades. Durante a retirada, ele teria agredido um policial, segundo os registros do caso.

O policial aposentado Juan Mejia, que auxiliou na imobilização, relatou que a equipe agiu para conter o passageiro. Um comissário de bordo informou que pelo menos uma bebida havia sido servida antes do ocorrido. A versão de Lundeen, em tribunal, foi de que não se lembrava de nada do que aconteceu.

Repercussão e consequências para o passageiro

A imagem de Arthur Lundeen amarrado ao assento com fita adesiva e abraçadeiras circulou amplamente nas redes sociais. O caso gerou discussões sobre a segurança em voos e o consumo de álcool a bordo. Também trouxe à tona o papel dos passageiros em emergências de comportamento.

Poucos dias depois do incidente, Lundeen foi demitido da imobiliária onde trabalhava no Arizona. Ele ainda enfrenta procedimentos jurídicos relacionados às acusações. O caso serviu de alerta para viajantes e companhias aéreas sobre os limites do consumo de bebida alcoólica em aviões.

O episódio envolvendo Arthur Layne Lundeen ilustra como uma situação aparentemente banal pode se transformar em uma emergência complexa dentro de uma aeronave. Com o processo judicial em andamento, o caso tende a manter a atenção da opinião pública e a pressionar por regras mais claras sobre o serviço de bebidas alcoólicas em voos. A American Airlines e as autoridades locais devem seguir acompanhando os desdobramentos. O desfecho pode influenciar futuras orientações para passageiros e tripulações.