18 de setembro de 2026

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77% dos pequenos negócios não entendem o split payment

Vídeos Economia 17/09/2026 21:11 youtube.com

Essas são as notícias que você precisa ver hoje. Nesta edição: 1. 77% dos pequenos negócios não entendem como funciona o split payment da Reforma Tributária https://www.bra1.com.br/693894 2. Milho e soja sobem em preço, mas o ruralista continua com a conta apertada https://www.bra1.com.br/693617 3. Bruna Biancardi revela quase ter chamado filha de Maju e fala sobre quarto bebê https://www.bra1.com.br/694061 4. TSE vai julgar caso Deltan após vazamento de dados de Zanin https://www.bra1.com.br/693565 Siga o BRA 1. #tributaria #ruralista #biancardi #vazamento #noticias #shorts

BRA 1

Uma pesquisa revelou que 77% dos pequenos negócios não entendem como funciona o split payment, mecanismo previsto na Reforma Tributária. O levantamento, realizado com empresários de diversos setores, aponta que a falta de informação sobre o novo sistema de pagamento de impostos é generalizada. Especialistas ouvidos na apuração demonstram preocupação com o cenário e pedem capacitação urgente antes que a regra entre em vigor.

O split payment é um dos pilares da reforma tributária brasileira, desenhado para simplificar a cobrança de tributos no momento da transação comercial. No entanto, a pesquisa indica que a maioria dos pequenos empresários desconhece o funcionamento prático do mecanismo, o que pode gerar transtornos operacionais e financeiros quando a medida for implementada. A urgência do tema se justifica porque a reforma já está em fase de regulamentação, e o prazo para adaptação é curto.

  • 77% dos pequenos negócios não compreendem o split payment, segundo pesquisa.
  • O mecanismo faz parte da Reforma Tributária e deve mudar a forma de recolher impostos.
  • Especialistas alertam para a necessidade de capacitação antes da vigência da regra.
  • A falta de entendimento pode causar erros no pagamento de tributos e prejuízos aos empresários.
  • Ainda não há data definida para a implementação, mas o processo de regulamentação está em andamento.

O split payment funciona como um sistema em que o valor do imposto é separado automaticamente no momento da venda, sendo repassado diretamente ao governo. Na prática, o consumidor paga o preço total, e o comerciante vê uma parte desse montante destinada aos cofres públicos sem precisar fazer o cálculo manualmente. A intenção é reduzir a sonegação e simplificar a burocracia, mas a complexidade do modelo exige que os pequenos negócios estejam preparados para operar dentro das novas regras.

De acordo com a pesquisa, a falta de conhecimento não se limita a aspectos técnicos, mas também abrange as consequências práticas para o dia a dia das empresas. Muitos empresários não sabem como o split payment afetará o fluxo de caixa, a emissão de notas fiscais ou a apuração de impostos. Essa lacuna de informação pode levar a erros de cálculo, multas e até mesmo à inviabilização de negócios que não conseguirem se adaptar a tempo.

Especialistas em direito tributário e consultores empresariais destacam que a capacitação deve ser prioridade para entidades de classe e governos. Sem treinamento adequado, os pequenos negócios, que representam a maioria das empresas no país, podem sofrer impactos desproporcionais. A orientação é que os empresários busquem informações desde já, participem de workshops e acompanhem as discussões sobre a regulamentação da reforma.

O que é o split payment e como funciona

O split payment é um mecanismo que divide o pagamento da venda em duas partes: uma para o vendedor e outra para o pagamento dos tributos devidos. A ideia é que a cobrança ocorra de forma transparente e automática, sem que o empresário precise calcular os impostos separadamente. O sistema utiliza a infraestrutura das maquininhas de cartão e dos sistemas de pagamento para fazer a retenção na fonte.

Na prática, quando um cliente paga por um produto ou serviço, o valor do imposto é direcionado diretamente para a conta do governo, enquanto o restante fica com o comerciante. Isso reduz a possibilidade de sonegação e elimina etapas burocráticas, mas exige que os sistemas de gestão das empresas estejam integrados às plataformas de pagamento. Para os pequenos negócios, que muitas vezes operam com ferramentas simples, essa integração pode ser um desafio adicional.

Impacto nos pequenos negócios

A pesquisa mostra que a maioria dos pequenos empresários não sabe como o split payment afetará sua rotina financeira. O receio é que o mecanismo reduza a margem de lucro, já que os impostos serão retidos no momento da venda, sem possibilidade de postergação. Além disso, há dúvidas sobre como lidar com devoluções, cancelamentos e vendas parceladas, situações que podem complicar o repasse dos tributos.

Outro ponto de preocupação é a adaptação tecnológica. Muitos pequenos negócios utilizam sistemas de gestão ultrapassados ou até mesmo planilhas manuais, o que dificulta a integração com o split payment. Sem investimento em tecnologia e treinamento, esses empresários podem enfrentar dificuldades para cumprir as novas obrigações, aumentando o risco de penalidades e perda de competitividade.

Capacitação e próximos passos

Diante do cenário, especialistas defendem que a capacitação comece imediatamente, antes que a regra entre em vigor. Governos estaduais e municipais, além de entidades como Sebrae e associações comerciais, podem desempenhar um papel crucial na disseminação de informações. A recomendação é que sejam criados programas de treinamento gratuitos e acessíveis, focados nas necessidades específicas dos pequenos negócios.

Enquanto a regulamentação da reforma tributária avança no Congresso, os empresários devem se manter informados sobre as mudanças e buscar apoio técnico. A pesquisa serve como um alerta de que o desconhecimento é o principal obstáculo para uma transição suave. A expectativa é que, com a devida orientação, os pequenos negócios consigam se adaptar ao novo sistema sem grandes prejuízos.

O futuro do split payment depende tanto da implementação técnica quanto da preparação dos agentes envolvidos. A pesquisa evidencia que o caminho é longo, mas a capacitação em massa pode reduzir os riscos e garantir que a reforma tributária atinja seus objetivos de simplificação e justiça fiscal. Nos próximos meses, a atenção deve se voltar para os programas de treinamento e para a divulgação de materiais explicativos que alcancem os pequenos empresários em todo o país.