13 de julho de 2026

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Canetas emagrecedoras estão mudando o perfil do lifting facial no Brasil

Variedades Emagrecimento 13/07/2026 12:08 Mayara Rodrigues (Máxima Assessoria de Imprensa)

O uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic e Wegovy, está fazendo com que pessoas mais jovens, na faixa dos 30 anos, busquem cirurgias de lifting facial. Isso acontece porque a perda de peso muito rápida e forte pode causar flacidez e envelhecimento precoce da pele do rosto, um problema conhecido como 'rosto de Ozempic'. O cirurgião plástico David Di Sessa explica que, nesses casos, procedimentos simples como preenchimentos podem não ser suficientes, sendo necessária uma cirurgia para reposicionar os tecidos do rosto.

A popularização das canetas emagrecedoras mudou a relação entre perder peso e envelhecer o rosto. Remédios como Ozempic, Wegovy e Mounjaro ajudam a emagrecer o corpo rapidamente, mas também deixam a flacidez do rosto mais visível. Esse problema, conhecido como 'rosto de Ozempic', está levando pessoas aos consultórios com queixas de aparência cansada, mandíbula caída e falta de volume no rosto.

Resumo da notícia em 5 pontos rápidos

  • Canetas emagrecedoras fazem você perder peso muito rápido, e a pele do rosto não consegue acompanhar, ficando flácida.
  • O problema é chamado de 'rosto de Ozempic' e causa sulcos profundos, papada e um aspecto de cansaço.
  • Pessoas mais jovens, a partir dos 30 anos, estão procurando cirurgias de lifting facial para corrigir essa flacidez.
  • Procedimentos como preenchimento e laser podem não ser suficientes quando a flacidez é muito grande, sendo necessária a cirurgia.
  • O mais importante é esperar o peso se estabilizar e procurar um médico para avaliar o melhor tratamento para cada caso.

O impacto aparece principalmente nas estruturas de gordura do rosto, que sustentam as bochechas, têmporas, mandíbula e a região abaixo dos olhos. A pele não consegue encolher no mesmo ritmo da perda de gordura, o que causa sulcos profundos, papada e flacidez precoce. "O rosto tem compartimentos de gordura que funcionam como sustentação natural. Quando a pessoa emagrece muito rápido, esses compartimentos diminuem e a pele perde apoio. O resultado pode ser um rosto mais caído, com aspecto cansado e envelhecimento precoce, mesmo em pessoas mais jovens", explica o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A procura por lifting facial deixou de ser apenas para pessoas mais velhas. A cirurgia, antes mais comum em pessoas acima dos 50 anos, agora é cada vez mais frequente em pacientes na faixa dos 30 anos. Esse movimento acompanha a pressão estética das redes sociais, o uso de medicamentos para emagrecer e a busca por resultados mais naturais.

"Existe uma diferença importante entre emagrecer o corpo e preservar a harmonia do rosto. Aos 30 anos, o colágeno já começa a diminuir e a pele tem menos elasticidade. Quando a perda de peso é muito rápida, o rosto pode envelhecer antes do tempo, porque o volume, a pele e a sustentação não acompanham o mesmo processo", enfatiza o cirurgião plástico.

Esse novo comportamento explica a presença crescente de pacientes jovens interessados em minilifting, lifting facial e técnicas que tratam as camadas mais profundas da face. O objetivo não é mudar os traços do rosto, mas sim reposicionar os tecidos, recuperar o contorno e corrigir o excesso de pele. Em muitos casos, procedimentos dermatológicos isolados não conseguem compensar a perda estrutural causada pelo emagrecimento acelerado.

"Bioestimuladores, lasers e preenchedores ajudam em casos leves, mas eles não substituem a cirurgia quando há uma queda real dos tecidos. O lifting facial reposiciona estruturas profundas e trata a flacidez de forma mais eficaz. A indicação depende de uma avaliação individual, da estabilidade do peso, da qualidade da pele e do grau de perda das estruturas de gordura", completa o profissional.

Para Di Sessa, esses casos ajudam a ampliar a conversa, mas não devem substituir a avaliação médica. Fotos, ângulos, maquiagem, idade, perda de peso e procedimentos anteriores podem mudar a percepção pública sobre um rosto. "O ponto central é entender que nem todo paciente terá flacidez intensa, e nem toda flacidez precisa de lifting facial", alerta.

O avanço das canetas emagrecedoras cria uma nova etapa na medicina estética. A perda de peso deixa de ser avaliada apenas pelo corpo e passa a incluir o impacto sobre a face, o pescoço e a identidade visual do paciente. A tendência reforça a importância de acompanhamento médico, planejamento e indicação precisa antes de qualquer procedimento de rejuvenescimento facial.

"O paciente precisa ser avaliado de forma individual. Algumas pessoas recuperam bem a pele depois do emagrecimento, outras apresentam sobra de pele e queda importante. O mais seguro é esperar o peso estabilizar, estudar a anatomia da face e indicar o tratamento adequado, sem transformar o lifting facial em uma solução automática", conclui David Di Sessa.