O autor Seani Soares explica por que o contato com a natureza e as brincadeiras ao ar livre são essenciais para o desenvolvimento das crianças. Ele mostra como a vida moderna, cheia de telas e prédios, está afastando os pequenos do que realmente importa: a liberdade de imaginar, sentir e brincar.
Leia... Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Sim, é uma abelha. Percebeu É isso que uma criança, enquanto brinca, percebe, sente e ouve ao ter um galho seco em suas mãos. Ao arrastar esse galho pelo chão, sua imaginação voa, alcançando lugares que muitas vezes não conseguimos chegar. Ou melhor, podemos, sim, viajar eternamente para qualquer lugar, desde que mantenhamos viva a liberdade de brincar, imaginar e sonhar em todos os dias de nossas vidas.
Onde estão brincando agora as crianças da sua casa Ou seus netos, sobrinhos e afilhados Será que estão aproveitando um bom banho de chuva, com a água que cai lá fora Chuuuuuuuuuuu... (o som da chuva). Ouviu Sentiu É isso que uma criança ouve e sente quando lhe são dadas as condições para ser, simplesmente, criança.
- Brincar ao ar livre ajuda a imaginação das crianças a voar sem limites.
- O contato com a natureza, como sentir o vento e a chuva, é essencial para o desenvolvimento emocional.
- A vida moderna, com telas e prédios, está afastando as crianças das brincadeiras naturais.
- Brincar na terra e conversar com formigas e borboletas são experiências que fazem bem para a saúde mental.
- Se os adultos também brincassem mais, todos seriam mais felizes e saudáveis.
Quando proporcionamos que as crianças brinquem livremente, sintam o vento, o cheiro da chuva que cai na terra, pisem e rolem na grama, conversem com formigas e borboletas, damos espaço para que sua imaginação floresça sem limites. É nesse contato com a natureza que elas preservam sua inteireza como seres humanos. E assim deveria permanecer também na vida adulta, se nós, que as cercamos e educamos, mantivéssemos o coração conectado às belezas naturais que nos são oferecidas todos os dias.
Onde foi que paramos de brincar Onde foi que paramos de permitir que as crianças sejam crianças Passamos a enchê-las de telas, paredes, caixas como prédios sem árvores, elevadores, carros com ar condicionado o tempo todo, sem que elas possam sentir o cheiro do vento Será que já percebemos o quanto doentes emocionalmente estamos por nos mantermos afastados do essencial, da natureza e das brincadeiras E o quanto nossas crianças estão doentes por estarem diariamente em telas, ao invés de brincar na terra
Talvez esteja aí, encontramos, eureka! Se nos permitirmos brincar diariamente, vivermos de forma mais leve, sutil, colaborativa, nos amando e nos respeitando por todos os dias de nossas vidas, conseguiremos sim proporcionar às crianças que nos cercam o ambiente propício para que sejam jovens brincando livres, conhecendo suas emoções, aprendendo através do brincar, e colorindo um novo mundo com tintas alegres e repletas de amor.

Divulgação / Seani Soares


