03 de julho de 2026

?? ºC São Paulo - SP
?? ºC Salvador - BA
?? ºC Cuiabá - MT

Canetas emagrecedoras aumentam a procura por lifting facial no Brasil

Variedades Cirurgia 03/07/2026 15:27 David Di Sessa, cirurgião plástico, via Máxima Assessoria de Imprensa

As canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, estão fazendo as pessoas perderem peso muito rápido. Isso está causando um problema no rosto: a pele fica caída e com flacidez, principalmente em pessoas mais jovens. Muitas pessoas estão procurando cirurgiões para fazer lifting facial para corrigir esse problema. O cirurgião plástico David Di Sessa explica que esses medicamentos estão mudando o perfil dos pacientes que buscam cirurgia no rosto.

O sucesso das canetas emagrecedoras está mudando a relação entre perder peso e envelhecer o rosto. Remédios como Ozempic, Wegovy e Mounjaro ajudam a emagrecer o corpo rapidamente, mas também deixam a flacidez facial mais evidente. Esse problema, conhecido como "rosto de Ozempic", está levando muitas pessoas ao consultório com queixas de aparência cansada, queixo caído e falta de volume no rosto.

O impacto acontece principalmente nos coxins adiposos, que são estruturas de gordura que sustentam as bochechas, têmporas, mandíbula e a região abaixo dos olhos. A pele não consegue se ajustar no mesmo ritmo da perda de peso, o que cria sulcos profundos, papada e flacidez precoce. "O rosto tem compartimentos de gordura que funcionam como um apoio natural. Quando a pessoa emagrece muito rápido, esses coxins diminuem e a pele perde sustentação. O resultado pode ser um rosto mais caído, cansado, com marcas profundas e envelhecimento precoce, mesmo em pessoas mais jovens", explica o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

  • A perda rápida de peso pode fazer o rosto parecer mais velho, mesmo em pessoas jovens.
  • As canetas emagrecedoras estão aumentando a procura por lifting facial em pessoas de 30 anos.
  • O "rosto de Ozempic" acontece porque a pele não se adapta rápido à perda de gordura no rosto.
  • Procedimentos como preenchimento e laser podem não ser suficientes para corrigir a flacidez.
  • É importante esperar o peso estabilizar antes de fazer qualquer cirurgia no rosto.

A procura por lifting facial não é mais só para pessoas mais velhas. A cirurgia, antes comum em pessoas acima dos 50 anos, está se tornando frequente em pacientes na casa dos 30 anos. Esse movimento acompanha a pressão estética das redes sociais, o emagrecimento com remédios e a busca por resultados mais naturais.

"Existe uma diferença importante entre emagrecer o corpo e manter a harmonia do rosto. Aos 30 anos, o colágeno já começa a diminuir e a pele perde elasticidade. Quando a perda de peso é muito rápida, o rosto pode envelhecer antes do tempo porque o volume, a pele e a sustentação não acompanham o mesmo processo", destaca o cirurgião plástico.

O que os pacientes jovens estão buscando

Esse novo comportamento explica o aumento de pacientes jovens interessados em minilifting, lifting facial e técnicas que tratam as camadas mais profundas da face. O objetivo não é mudar os traços do rosto, mas sim reposicionar os tecidos, recuperar o contorno e corrigir o excesso de pele. Em muitos casos, tratamentos dermatológicos isolados não conseguem compensar a perda estrutural causada pelo emagrecimento acelerado.

"Bioestimuladores, lasers e preenchedores ajudam em casos leves, mas não substituem a cirurgia quando há queda real dos tecidos. O lifting facial reposiciona as estruturas profundas e trata a flacidez de forma mais eficaz. A indicação do tratamento certo depende de uma avaliação individual, da estabilidade do peso, da qualidade da pele e do grau de perda dos coxins adiposos", completa o médico.

Nem todo caso precisa de cirurgia

Para Di Sessa, esses casos ajudam a ampliar a conversa, mas não devem substituir a avaliação médica. Fotos, ângulos, maquiagem, idade, perda de peso e procedimentos anteriores podem mudar a percepção sobre um rosto. "O ponto principal é entender que nem todo paciente terá flacidez intensa, e nem toda flacidez precisa de lifting facial", alerta.

O avanço das canetas emagrecedoras cria uma nova etapa na medicina estética. A perda de peso não é mais avaliada apenas pelo corpo, mas também pelo impacto na face, no pescoço e na identidade visual do paciente. Essa tendência reforça a importância de acompanhamento médico, planejamento e indicação precisa antes de qualquer procedimento de rejuvenescimento facial.

"O paciente precisa ser avaliado de forma individual. Algumas pessoas recuperam bem a pele depois de emagrecer, outras apresentam sobra de pele e queda importante. O mais seguro é esperar o peso estabilizar, estudar a anatomia da face e indicar o tratamento adequado, sem transformar o lifting facial em uma solução automática", conclui David Di Sessa.