30 de outubro de 2026

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3 mudanças de tecnologia que vão transformar suas empresas em 2027

Tecnologia 30/10/2026 10:24 Marco Vonzodas / Informe Mídia

O setor de TI deve crescer no Brasil com investimentos de R$ 2 trilhões até 2029. O artigo destaca que a Inteligência Artificial (IA) e a automação são as principais forças, mas alerta: sem dados organizados e confiáveis, a tecnologia não funciona. Veja os três pilares essenciais para a transformação digital.

O setor de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil está passando por uma transformação. O segmento, que já representa 7,2% do PIB nacional, deve receber investimentos de até R$ 2 trilhões entre 2026 e 2029, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Nesse cenário, a nuvem e a inteligência artificial (IA) são os grandes motores de crescimento.

Muitas empresas já possuem acesso a grandes volumes de dados, mas enfrentam um problema sério: a falta de confiança nesses números. Isso acontece porque as informações estão espalhadas em sistemas que não se comunicam entre si e em planilhas paralelas. O resultado é que as equipes gastam mais tempo conferindo dados do que tomando decisões reais.

  • O Brasil deve investir R$ 2 trilhões em tecnologia entre 2026 e 2029.
  • A IA embarcada no ERP sugere compras e alerta riscos financeiros.
  • A automação já reduziu em 75% o tempo de faturamento em alguns setores.
  • Dados confiáveis são essenciais para a Reforma Tributária de 2027.
  • Ter tecnologia integrada evita erros de gestão e aumenta a eficiência.

Os três pilares da tecnologia para 2027

Antes de adotar novas ferramentas, é preciso resolver o básico. Existem três tendências que impactarão diretamente os resultados das empresas: #1 IA embarcada no ERP, #2 Automação de tarefas repetitivas e #3 Dado confiável e governança. Essa última é crucial, pois, sem dados alinhados, a IA apenas acelera os erros, o que é arriscado especialmente na nova Reforma Tributária.

No caso da automação, os resultados já são visíveis. No segmento de laticínios, por exemplo, a automação reduziu em mais de 75% o tempo de faturamento e emissão de boletos. O tempo economizado permite que a equipe foque em análises estratégicas, não em trabalho burocrático repetitivo.

Do espelho retrovisor para o para-brisa

Muitas empresas ainda usam a tecnologia como um "espelho retrovisor" (olhando para o passado), em vez de um "para-brisa" (vislumbrando o futuro). Para enxergar o caminho com clareza, é necessário centralizar as informações em uma única plataforma. Isso aumenta a segurança e a eficiência.

Um exemplo prático é o de uma companhia do setor de obras e infraestrutura, onde o fechamento do balanço passou de 6 meses para apenas 10 dias após a centralização dos dados. Isso comprova que a integração é a base para a agilidade.

O caminho para evoluir não é apenas comprar a tecnologia certa, mas percorrer três degraus: ter o dado certo e em tempo real; entender o que aconteceu e por quê; e só então projetar o futuro. Pular etapas leva a erros comuns, como tratar a TI como mero custo ou adquirir ferramentas que criam "ilhas de dados" incompatíveis.

Como aplicar na prática

A pergunta que deve pautar qualquer mudança é: "estou aproveitando ao máximo o que já tenho". Vimos casos de empresas que utilizavam apenas 30% da capacidade do software contratado. Portanto, o grande diferencial será a postura adotada: atuar com base em dados preditivos, agindo antecipadamente, e não apenas registrando o passado.

Para quem busca dar um salto de eficiência, vale seguir três passos: 1. Arrumar a casa, revisando cadastros e qualidade dos dados; 2. Escolher poucos casos de uso, analisando o impacto no caixa; 3. Deixar o ERP ser a espinha dorsal, pois um sistema integrado é a base indispensável para qualquer IA funcionar bem.