14 de outubro de 2026

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Brasil vira o principal polo de data centers na América Latina

Tecnologia Data Centers 14/10/2026 10:49 Camila Pessanha - CORP Comunicação / Grupo Engemon

O país abriga 71% da capacidade em construção na região, impulsionado pela inteligência artificial e nuvem. A expansão exige engenharia avançada e forte uso de energia renovável, consolidando o Brasil no mercado digital.

O Brasil se firmou como o maior mercado de infraestrutura digital da América Latina. De acordo com o relatório da JLL, o país concentra 71% da capacidade de data centers atualmente em construção na região. Além disso, abriga aproximadamente 48% da capacidade instalada que já está em operação.

Esse crescimento é impulsionado pela rápida evolução da inteligência artificial, da computação em nuvem e da digitalização dos serviços. A mudança de hábitos de consumidores, empresas e governos aumentou drasticamente a quantidade de dados que precisam ser armazenados e processados com segurança.

  • O Brasil lidera a América Latina com 71% dos data centers em construção.
  • A inteligência artificial e a nuvem são os principais motores dessa expansão.
  • A energia renovável brasileira dá vantagem competitiva ao país.
  • Data centers são estruturas críticas que exigem funcionamento 24 horas por dia.
  • A integração entre engenharia e operação reduz riscos e custos dos projetos.

Energia limpa fortalece a competitividade

A matriz elétrica brasileira, rica em fontes renováveis como hidrelétrica, eólica e solar, é uma das grandes vantagens do país. Essa característica favorece a implantação de data centers que atendem às metas globais de redução de emissões de carbono.

Os novos projetos vêm incorporando soluções de eficiência ambiental, sistemas avançados de refrigeração e redução do consumo de água. Há também uma busca ativa por certificações internacionais, como LEED e normas ISO, que garantem a sustentabilidade das operações.

Apesar da energia limpa, o setor exige grandes volumes de energia com qualidade e estabilidade. Marco Alberto Silva, cofundador e CEO do Grupo Engemon, afirma que um data center precisa ser concebido como um ecossistema integrado. Sistemas elétricos, climatização, automação, conectividade, segurança e prevenção de incêndios devem funcionar de maneira coordenada, com alta disponibilidade e redundância. É essa visão completa que permite reduzir riscos e garantir a continuidade das operações.

Engenharia integrada reduz riscos e prazos

Os data centers são estruturas de missão crítica, onde uma interrupção pode comprometer serviços financeiros, bancos digitais e sistemas públicos. A Engemon atua nesse mercado oferecendo soluções que vão do planejamento à manutenção, acompanhando o empreendimento em todas as fases.

A atuação integrada permite compatibilizar sistemas elétricos, mecânicos, de automação e segurança. Em uma instalação que funciona ininterruptamente, essa coordenação é essencial para a confiabilidade. Silva acrescenta que na Engemon, trabalhamos para que cada solução seja dimensionada de acordo com a realidade e as necessidades do cliente. A integração entre engenharia, construção, tecnologia, operação e manutenção permite antecipar interferências, acelerar a implantação e entregar uma infraestrutura mais segura, eficiente e preparada para futuras expansões.

A empresa também integra serviços de operação e monitoramento contínuo. Esse modelo reduz a fragmentação entre fornecedores diferentes e aumenta a previsibilidade, essencial em projetos de alta complexidade técnica e grandes investimentos.

Desafios para o protagonismo global

Ainda que líder na região, o Brasil precisa expandir sua infraestrutura energética e fortalecer a conectividade para se aproximar dos maiores mercados globais. É necessário estimular a formação de profissionais especializados e oferecer previsibilidade regulatória para investimentos de longo prazo.

A demanda deve continuar crescendo com a popularização da inteligência artificial generativa e a digitalização industrial. O relatório da JLL aponta que os mercados de colocation e hyperscale mantiveram crescimento sustentável na América Latina em 2025, com o inventário de colocation da região avançando 20% em um ano.

Empresas que integram engenharia, tecnologia e sustentabilidade terão papel estratégico na transformação do potencial brasileiro em infraestrutura efetiva. O próximo passo é transformar as vantagens territoriais e energéticas em condições para que o país avance entre os principais polos globais da economia digital.