O Brasil possui menos câmeras de vigilância por habitante do que a média global. Especialistas destacam que a tecnologia ajuda a prevenir crimes e monitorar áreas externas, como calçadas e estacionamentos, antes que ocorra algum problema.
O avanço do videomonitoramento tem ampliado o papel da tecnologia nas estratégias de segurança de cidades, empresas, condomínios e outros ambientes. No Brasil, porém, a densidade de câmeras ainda está abaixo dos principais referenciais internacionais. Levantamento da Comparitech mostra que, desconsiderando a China, a média global é de 5,82 câmeras para cada mil habitantes, enquanto as principais cidades brasileiras analisadas permanecem abaixo desse índice.
Entre as cidades brasileiras incluídas no levantamento, o Rio de Janeiro apresenta a maior densidade, com 3,90 câmeras por mil habitantes, seguido por Belo Horizonte (3,08), Fortaleza (2,94), Recife (2,63) e São Paulo (2,23).
- A média mundial é de 5,82 câmeras por mil habitantes (excluindo a China).
- O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 3,90 câmeras por mil habitantes.
- São Paulo possui 2,23 câmeras por mil habitantes.
- Totens inteligentes ajudam a monitorar áreas externas e perímetros.
- A tecnologia evoluiu de apenas registrar imagens para prevenir ocorrências.
Expansão da segurança para áreas externas
Os números evidenciam o espaço existente para o desenvolvimento da infraestrutura de monitoramento no país, em um contexto no qual a segurança eletrônica deixa de estar concentrada apenas no interior dos imóveis e começa a avançar também sobre áreas externas e pontos de circulação.
Calçadas, estacionamentos, acessos, áreas comuns de condomínios, centros logísticos, indústrias, loteamentos e outros ambientes de maior exposição passam a demandar soluções capazes de ampliar a visibilidade sobre o entorno e acompanhar movimentações antes que uma eventual ocorrência alcance o interior de uma propriedade.
Existe um movimento importante de expansão do olhar da segurança para além dos limites dos imóveis. Quanto maior a capacidade de acompanhar acessos, perímetros e áreas de circulação, maiores são as possibilidades de identificar situações de risco e agir de forma mais rápida. A tecnologia tem um papel fundamental nessa evolução da segurança eletrônica no Brasil, afirma André Raeli, CEO da Emive&Co.
Totens inteligentes como solução
Uma das tecnologias que atendem a essa necessidade são os totens inteligentes de segurança. Instalados em pontos estratégicos, eles reúnem câmeras, conectividade, monitoramento e outros recursos tecnológicos em uma única estrutura, ampliando a capacidade de acompanhamento de áreas externas.
A Emive&Co, ecossistema de empresas e soluções de segurança, tecnologia e monitoramento, oferece três configurações desse tipo de solução: Totem 360º, Totem Parede e Totem Mini, direcionadas a diferentes ambientes e níveis de exposição.
O Totem 360º é indicado para locais que demandam maior amplitude de monitoramento, como condomínios de médio e grande porte, indústrias, centros logísticos, loteamentos, empreendimentos e projetos urbanos. Instalado em áreas estratégicas, amplia a visibilidade de espaços externos e pontos de circulação.
O Totem Parede permite integrar o videomonitoramento à própria estrutura do imóvel e pode ser utilizado em estabelecimentos comerciais, empresas e condomínios com acessos voltados para ruas, estacionamentos e outras áreas de circulação. Já o Totem Mini leva essa lógica para uma estrutura mais compacta, indicada especialmente para residências, pequenos negócios e ambientes com menor disponibilidade de espaço.
Não existe uma única configuração de segurança que funcione para todos os ambientes. Uma residência, um condomínio, uma indústria ou um centro logístico possuem riscos e necessidades diferentes. Por isso, a possibilidade de adaptar a solução ao espaço e aos pontos mais vulneráveis é essencial para ampliar a eficiência do monitoramento, explica Raeli.
Dependendo do modelo e da configuração contratada, os equipamentos podem reunir recursos como até quatro pontos de captação de imagens, iluminação acionada por aproximação, inteligência artificial para identificação de perambulação e aglomeração, monitoramento 24 horas conectado à Central da Emive, armazenamento em nuvem e acesso às imagens. Projetos específicos também podem incorporar reconhecimento facial e ferramentas de análise e gestão de dados.
Da gravação à prevenção ativa
A evolução também modifica o papel das próprias câmeras dentro das estratégias de segurança. Em vez de funcionarem exclusivamente como ferramentas para consultar imagens após uma ocorrência, os dispositivos passam a integrar sistemas capazes de gerar informações e apoiar ações de prevenção e tomada de decisão.
Os totens ajudam a distribuir essa capacidade por diferentes áreas. Além da captação de imagens, a instalação em locais visíveis acrescenta um componente ostensivo à solução, sinalizando a existência de uma estrutura ativa de monitoramento no ambiente.
Esse tipo de infraestrutura não se restringe ao poder público. Condomínios, indústrias, centros logísticos, loteamentos, estabelecimentos comerciais e empreendimentos imobiliários também podem incorporar recursos de monitoramento aos seus espaços.
A câmera deixou de ser apenas um recurso para entender o que aconteceu depois de uma ocorrência. Quando integrada a monitoramento, conectividade e recursos de análise, ela passa a fazer parte de uma estrutura que ajuda a identificar situações, gerar informações e apoiar decisões. O caminho da segurança eletrônica está cada vez mais ligado à prevenção e à capacidade de antecipação, destaca o CEO da Emive&Co.



