Inteligência artificial permite automatizar processos e criar soluções rápidas sem necessidade de conhecimento técnico em código, segundo CEO da Beneo RH Digital
A inteligência artificial deixou de ser uma ameaça distante para se tornar uma aliada prática, dando 'superpoderes' de autonomia e experimentação a profissionais de diversas áreas.
O CEO da Beneo RH Digital, Armando Ribeiro, analisa essa revolução onde criar soluções e automatizar processos não exige mais saber programar.
- Profissionais sem conhecimento de código conseguem criar automações usando apenas boas instruções (prompts).
- A IA reduz o tempo entre a ideia e a execução, diminuindo a dependência de equipes de TI sobrecarregadas.
- É possível testar hipóteses e validar projetos com poucos recursos antes de investir grandes somas.
- O conhecimento sobre o uso da IA se multiplica facilmente, semelhante ao aprendizado da internet.
- Especialistas em segurança e dados ainda são necessários para validar as criações autônomas.
O debate sobre controle da Inteligência Artificial
Nos últimos dias, o mundo vem sendo sacudido por alertas de líderes de empresas de inteligência artificial e de autoridades no Conselho de Segurança da ONU acerca do risco de perda de controle humano sobre sistemas autônomos.
O debate ganhou força diante de evidências de que certos agentes de IA podem ser capazes de burlar salvaguardas de segurança e da divergência entre países sobre a necessidade de uma governança global.
Acessibilidade de ferramentas tecnológicas
Por outro lado, é notório que a IA colocou ao alcance das pessoas capacidades que até pouco tempo dependiam de conhecimentos específicos e de diferentes profissionais para fazer um projeto sair do papel.
Hoje é possível elaborar em minutos análises sofisticadas, automatizar processos e até prototipar uma plataforma inteira a partir de uma ideia. E é possível fazer isto sem dominar as linguagens de programação, mas apenas usando bons prompts.
Autonomia para fazer
Durante anos, o caminho necessário para transformar ideias em soluções era longo. A IA encurtou muito este caminho.
Agora, uma proposta pode ganhar contornos mais claros logo no início. As ferramentas ajudam a visualizar o que se pretende fazer e testar caminhos. Quando chega o momento de envolver uma equipe de tecnologia, muita coisa já pode estar mais bem definida, reduzindo interpretações e retrabalho.
A distância entre imaginar e fazer ficou menor. É como se esse novo paradigma tivesse dotado as pessoas de superpoderes: fazer mais e mais rápido, encurtando o caminho entre uma ideia e sua execução.
O primeiro superpoder é a autonomia para fazer. Até recentemente, o conhecimento técnico e tecnológico necessário para automatizar estava reservado às equipes e áreas de tecnologia, o que costumava impor um limite muito cedo. Até aqui conseguimos fazer por conta própria. Daqui para frente, precisamos de vocês. E sabemos que a TI das empresas é e será sempre sobrecarregada.
A IA agora traz modelos de automação que dão a quem entende de um produto ou processo, ou sabe claramente o que quer fazer, a capacidade de criar a automação necessária.
Liberdade para experimentar
É claro que isto jamais substituirá, pelo menos por enquanto, o trabalho de especialistas em programação, backend, gestão de dados, segurança da informação e todos os requisitos aplicáveis. Mas a autonomia do usuário multiplicou-se a tal ponto que exigirá uma nova discussão sobre papéis e governança.
O segundo superpoder é a liberdade para experimentar. É possível testar uma hipótese, explorar alternativas e descobrir até onde uma ideia pode chegar com poucos recursos e em pouco tempo.
Nem toda tentativa precisa virar um projeto ou mobilizar uma equipe. Há espaço para experimentar primeiro, entender o que funciona e, a partir daí, decidir se faz sentido seguir adiante.
Multiplicação de conhecimento
O terceiro superpoder eu defino como multiplicação de conhecimento.
Aprendemos a utilizar IA tão facilmente quanto aprendemos a usar a internet. Só que a IA faz hoje por nós muito mais que a internet da época em que ela surgiu. Aprender a usar as novas tecnologias de IA é tão simples quanto participar de um seminário rápido.
E isso favorece também repassar o conhecimento: ficou muito fácil ensinar. O autor tem feito isso e vê o brilho nos olhos das pessoas.
E esse conhecimento circula. Uma orientação inicial pode resultar em aplicações que nem sequer haviam sido imaginadas por quem ensinou. Cada pessoa olha para a IA a partir daquilo que conhece e encontra um uso diferente para ela.
Conclusão sobre o futuro da tecnologia
Ninguém precisa saber programar para começar a explorar esse novo espaço. O mais importante é aprender o que já pode ser feito e entender até onde essas ferramentas conseguem nos levar.
Autonomia para fazer, liberdade para experimentar e conhecimento que se multiplica.
Enquanto se discutem os limites da evolução da tecnologia, não há limites para usá-la nem para os superpoderes que a inteligência artificial colocou nas nossas mãos. Eles não diminuem o valor da experiência acumulada, mas fazem com que possamos ir muito mais longe.
E você, está pronto para ganhar esses superpoderes






