A Quality Digital adota um novo modelo onde agentes de IA realizam o trabalho final, permitindo que empresas paguem por resultados concretos em vez de licenças de software. Analistas preveem um mercado de US$ 4,6 trilhões nos próximos cinco anos com essa mudança de paradigma, combinando tecnologia avançada com supervisão humana.
A Quality Digital, empresa de tecnologia listada na bolsa brasileira B3, está mudando sua forma de operar. A empresa deixa de vender apenas ferramentas e passa a vender o serviço completo, usando agentes de inteligência artificial para executar as tarefas. Esse modelo é chamado de Service-as-Software, que combina IA, tecnologia própria e especialistas humanos para garantir resultados reais aos clientes.
Essa mudança acompanha uma tendência global forte. A Foundation Capital estima que a oportunidade de negócio relacionada ao avanço de serviços prestados por IA chegue a US$ 4,6 trilhões nos próximos cinco anos. A HFS Research aponta que dois terços dos executivos planejam substituir parte relevante de seus processos por soluções lideradas por IA. No Brasil, a Quality Digital se posiciona nesse movimento ao reposicionar sua oferta.
- O modelo permite que empresas paguem por resultados mensuráveis, e não apenas pelo uso da ferramenta.
- Agentes de IA assumem a execução das tarefas, enquanto humanos focam em estratégia e validação.
- A estratégia visa aumentar a escala e a velocidade operacional sem aumentar proporcionalmente o número de funcionários.
- A empresa foi reconhecida como líder no ISG Provider Lens 2025 em categorias de dados e IA.
- O modelo busca unir a escala da tecnologia com o julgamento e o contexto da experiência humana.
O que é Service-as-Software e por que ele é importante
O modelo Service-as-Software representa uma ruptura com o padrão anterior. Antes, a inteligência artificial era usada apenas para aumentar a produtividade humana. Agora, agentes autônomos substituem o trabalho humano na entrega final do serviço. A contratação deixa de ser por assento ou licença e passa a ser por resultado. Ou seja, você paga pelo serviço concluído, não pela ferramenta para concluí-lo. É a transição de 'software como ferramenta' para 'software como prestador'.
Um mercado de trilhões em transformação global
A tendência já aparece entre grandes empresas. Pesquisa da HFS Research com 305 executivos aponta que dois terços pretendem substituir uma parcela significativa dos serviços e processos conduzidos por soluções lideradas por IA nos próximos três anos. A consultoria estima em US$ 1,5 trilhão a oportunidade relacionada ao mercado de Services as Software. O movimento também entrou no radar do Gartner, que classifica o modelo como um paradigma emergente, onde agentes de IA são comercializados a partir dos resultados de negócio entregues, em vez da simples venda ou licença da tecnologia.
Para as empresas de serviços digitais, essa transformação muda as bases históricas do setor: a relação entre número de profissionais, horas trabalhadas e capacidade de gerar receita. No modelo tradicional, aumentar o volume de projetos exigia aumentar as equipes. Com agentes de IA assumindo parte da execução, a companhia busca ampliar a capacidade entregue, enquanto os profissionais humanos concentram seu tempo em estratégia, supervisão, validação e decisões de maior complexidade.
IA como força de trabalho e o papel do humano
Uma das tecnologias por trás da estratégia é o Traction, um framework que coordena agentes de inteligência artificial de acordo com os desafios e objetivos de cada cliente. A solução distribui atividades entre agentes e especialistas humanos. O modelo pode ser aplicado a áreas como engenharia e desenvolvimento, dados, infraestrutura de TI, comércio eletrônico, automação, performance e experiência do cliente.
A tecnologia se soma à experiência acumulada pela Quality Digital em 36 anos de atuação e à expansão de suas capacidades por meio de aquisições. A Quality foi reconhecida como líder no ISG Provider Lens 2025 nas categorias Data Science & AI Services e Data & Analytics Modernization. Essa combinação de tecnologia e experiência garante um padrão de qualidade alto e contexto adequado para cada demanda.
Julio Britto, CEO da companhia, afirma: 'Nossa tese é simples: agentes de IA assumem a execução, profissionais humanos assumem a direção. A IA entrega escala e velocidade operacional; o humano entrega julgamento, contexto e padrão de qualidade. O que mede o sucesso não é quanto trabalho foi feito, mas sim o resultado entregue. É o modelo de Service as Software aplicado na prática software como prestador, humano como maestro'. Essa visão garante que a tecnologia não substitui a essência do negócio, mas a potencializa com controle humano e responsabilidade.

Quality Digital aposta em Service-as-Software para transformar serviços de tecnologia com IA (Ajustada por IA)


