14 de setembro de 2026

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IA Agência: Empresas Buscam Robôs Autônomos para Fazer Tudo Sozinhos

Tecnologia IA Agência 14/09/2026 15:50 Gess Alencar | Pressmanager

Mercado de inteligência artificial autônoma deve passar de US$ 22 bilhões. Empresas priorizam sistemas que executam tarefas completas sozinhos para provar retorno financeiro, substituindo ferramentas que apenas sugerem ações.

Uma nova era se inicia no negócio da inteligência artificial. Até então, o foco era em ferramentas que ajudavam pessoas a criarem conteúdo. Agora, a atenção se volta para a chamada 'IA agência'. Trata-se de sistemas autônomos que conseguem realizar uma tarefa do começo ao fim sozinhos, sem a necessidade de supervisão constante de um humano. A meta é clara: provar que o dinheiro investido nessa tecnologia está gerando lucros reais e tangíveis.

Os números mostram essa mudança de postura. Um estudo recente do Kyndryl Readiness Report revela que 61% dos líderes de empresas hoje sentem uma pressão muito maior para justificar o retorno do que foi investido em IA. Esse percentual é muito superior ao de um ano atrás. Por isso, as corporações não estão apenas comprando software, estão mudando a forma como operam para garantir resultados financeiros médicos.

Principais pontos sobre a IA Agência

  • Autonomia Total: Diferente das antigas ferramentas que só sugeriam, os novos 'agentes' executam passos completos sozinhos.
  • Pressão por Resultados: 61% dos executivos enfrentam cobran%C3%A7as intensas para mostrar lucro imediato com a tecnologia.
  • Alto Investimento: 97% dos técnicos de TI na América Latina planejam aumentar o investimento em IA este ano.
  • Mercado Gigante: A projeção é de um setor global acima de US$ 22 bilhões ainda em 2026.
  • Aplicações Variadas: A tecnologia já é usada em turismo, suporte ao cliente e engenharia de software.

A vontade de investir continua forte, apesar da busca por retorno imediato. Um estudo do CIO Playbook 2026, feito pela IDC e Lenovo para a América Latina, mostra que 97% dos chefes de tecnologia pretendem gastar mais com IA neste ano. Boa parte desse dinheiro irá para a IA agência. Esses sistemas são projetados para entender complexidades e agir de forma independente, resolvendo problemas que antes exigiam um time inteiro de pessoas trabalhando em etapas separadas.

As previsões do mercado são ambiciosas e refletem essa mudança de ritmo. A consultoria Gartner estima que, até o final de 2026, 40% dos programas usados nas empresas já terão incorporado esses agentes inteligentes. Isso deve impulsionar o tamanho global do mercado a mais de US$ 22 bilhões, cálculo feito pela Markets and Markets. O número é tão grande que indica que a IA deixou de ser 'moda' para virar infraestrutura básica do negócio.

Os especialistas explicam que essa transição acontece porque as empresas querem soluções próximas do dia a dia operacional. Ninguém quer mais ferramentas que precisam de muita interação. Querem máquinas que resolvem a questão. Já há avanços significativos em setores que lidam com muitos processos operacionais. No negócio de viagens corporativas, por exemplo, os agentes agênticos já estão cuidando de cotações, emissões de passagens, mudanças de data e reembolsos, tarefas que antes demandavam várias conversas humanas.

No setor de atendimento ao público, a mudança é ainda mais sensível. O objetivo é substituir os chatbots antigos, que só respondiam a opções pré-programadas. Os novos sistemas entendem o histórico e o contexto do cliente. Eles conseguem ir até outras plataformas, puxar a ficha do usuário e resolver o problema do inicio ao fim. Para os líderes de tecnologia, isso representa um salto em qualidade, pois o cliente não quer navegar por menus chatos, quer solução rápida e personalizada.

A engenheria de software também vive essa revolução. Em vez de apenas sugerir códigos para o programador copiar, os agentes agora participam de etapas complexas. Eles leem os requisitos do projeto, geram a documentação técnica, ajudam a construir o sistema e ainda corrigem erros antigos que travavam a evolução do software. Essa capacidade reduz o chamado 'endividamento técnico', que é a acumulação de códigos ruins que tornam o sistema lento e caro para manter.

Outra área que tem atraído muitos olhos é o gerenciamento de dados. As empresas geram e guardam uma quantidade absurda de informações. O problema é que ter dados não é o mesmo que ter inteligência. Muitos gestores são incapazes de transformar essa massa de informação em decisões úteis para o negócio. As dificuldades de análise são comuns em empresas que não têm estrutura técnica suficiente.

a IA agência entra exatamente para preencher essa lacuna. Segundo especialistas, esses sistemas conseguem conectar bases de dados diferentes e entrelaçádas. Eles entregam respostas contextuais e rápidas, dizendo ao que o negócio precisa saber agora. Isso facilita a vida de quem toma decisões, pois não precisa mais esperar relórios complexos. A precisão nas análises aumenta, e o tempo de resposta é drasticamente reduzido para todas as áreas da corporação.

Finalmente, o olhar se volta para compras e cadeias de suprimento. Áreas que sofrem com a instabilidade econômica global. Ali, a previsibilidade é tudo. Apressados por margens apertadas, os gestores buscam agentes que ajudem a gerenciar fornecedores. Eles analisam riscos, preveem demanda e otimizam a eficiência operacional. O avanço da tecnologia permite antecipar cenários de crise antes que eles afetem o estoque ou o caixa da empresa.

Apesar do crescimento rápido, os especialistas alertam para um detalhe final. O próximo passo não será necessariamente um programa mais inteligente. Será a capacidade da empresa de se organizar. Governança adequada é o desafio. Isso significa ter regras claras de ética, segurança e controle sobre o que a máquina faz. A evolução tecnológica depende menos do código e mais da cultura interna da empresa para lidar com essa autonomia.