A Primi Tecnologia criou um selo de segurança com holografia, microtextos e sistema antirremoção que altera a cor do material se alguém tentar roubá-lo ou falsificá-lo. O produto, fabricado no Brasil, é importado pelo Japão por sua alta eficácia.
A Primi Tecnologia, empresa brasileira focada em segurança gráfica, apresentou um novo selo altamente sofisticado. A solução é exportada para o Japão, mercado reconhecido por seus critérios rígidos de qualidade e rastreabilidade. O dispositivo combina múltiplas tecnologias antifraude, como holografia, microtextos e um sistema específico para evitar a remoção do item.
O grande destaque do produto é o substrato polimérico, uma base sintética resistente. Quando o selo é violado, esse material muda de cor, oferecendo uma prova visual imediata da tentativa de abertura ou adulteração. Isso permite que empresas e consumidores verifiquem rapidamente a integridade do produto.
Principais características do selo inteligente
- O selo muda de cor se for puxado ou violado, deixando marca visível.
- É fabricado com polímero sintético resistente a chuva, calor e frio.
- Usa holografia com nanotextos, visíveis apenas com lentes especiais.
- Inclui microletras tão pequenas que deformam se tentarem digitalizar.
- A produção usa biometria e controle numérico único para cada lote.
Victoria Ferreira, coordenadora de projetos da Primi Tecnologia, explica que o objetivo era criar uma proteção onde a fraude não apenas se tornasse difícil, mas também evidente. O selo integra diversas camadas de segurança em uma única estrutura, facilitando a verificação da autenticidade do documento ou produto protegido.
Construído com polímero sintético de alta resistência, o selo foi projetado para durar em ambientes agressivos. Ele mantém suas propriedades de segurança mesmo sob variações extremas de temperatura, garantindo proteção constante.
Tecnologias integradas para dificultar a falsificação
Um dos recursos centrais é a tarja holográfica exclusiva. Ela possui brilho intenso e altera cores e imagens conforme a luz bate na superfície. A holografia inclui nanotextos, que são gravações minúsculas em escala nanométrica, impossíveis de ler a olho nu e difíceis de copiar.
Além dos nanotextos, o selo conta com recursos difrativos. Esses padrões fazem a luz desviar em diferentes ângulos e cores, criando um efeito tridimensional ou movimento dinâmico. Há também efeitos cinéticos, onde imagens mudam de forma ou posição dependendo do ponto de vista de quem olha.
A impressão sobre a holografia é feita com o método offset, incluindo fundos de segurança com linhas de microletras. Existem pequenas falhas técnicas propositais nessas linhas, que funcionam como uma assinatura de segurança. Isso facilita a identificação da origem do material e impede cópias comuns.
Os microtextos positivos e negativos são outros elementos cruciais. Eles podem ter apenas 0,4 milímetro e são visíveis com lupas. O fundo numismático usa microfiguras geométricas, sem os pontos convencionais de impressão digital. Se alguém tentar reproduzir o selo com um scanner, essas imagens minúsculas, menores que 0,9 milímetro, se deformam, revelando manchas que denunciam a falsificação.
Sistema antirremoção protege contra técnicas físicas e químicas
O sistema antirremoção impede a retirada fraudulenta do selo. A impressão é totalmente integrada ao adesivo, tornando difícil removê-lo com força mecânica. Tentativas de usar solvents químicos, ou métodos de congelamento e aquecimento, também deixam evidências claras de que o produto foi tocado indevidamente.
A segurança começa ainda na fábrica. O processo produtivo segue normas rígidas, semelhantes às usadas na impressão de notas e documentos oficiais em outros países. O acesso às áreas de produção é controlado por biometria, restrito apenas a funcionários autorizados.
Todas as etapas da produção são registradas. A emissão dos selos é monitorada por um sistema eletrônico que controla a sequência numérica, garantindo que cada código seja único. Isso assegura a rastreabilidade total do item fabricado.
A exportação para o Japão demonstra a capacidade da indústria brasileira de competir em segmentos exigentes. A solução da Primi Tecnologia atende necessidades de confiabilidade, precisão e segurança que são essenciais tanto para o mercado japonês quanto para a economia global.



