O mercado de turismo está passando por uma grande revolução com o uso de inteligência artificial preditiva, que identifica necessidades dos viajantes antes mesmo que eles façam uma busca ativa.
O Rafael Cohen, CEO da Blis.AI, destaca que o setor de turismo enfrenta sua maior mudança tecnológica com a chegada da inteligência artificial preditiva. Essa tecnologia consegue antecipar o que o viajante precisa muito antes dele procurar uma agência. O executivo analisa como essa transformação muda a concorrência e redefine o papel dos agentes de viagem.
Para entender isso, é preciso observar a mudança do modelo reativo para o preditivo. Antigamente, a jornada do cliente só começava quando ele decidia procurar uma agência, pedir uma cotação e esperar a montagem do pacote. Hoje, o mercado global de IA no turismo movimenta dezenas de bilhões de dólares, impulsionado pela procura por viagens sob medida. O sistema não deve apenas responder ao comando, mas sim prever a demanda.
- A IA analisa dados de consumo e rotinas para criar itinerários automáticos ao surgirem necessidades.
- Mais de 50% dos consumidores aceitam usar IA generativa para planejar viagens, segundo a Accenture.
- 60% dos viajantes estão abertos a usar tecnologia na escolha das rotas, aponta a Statista.
- A tecnologia libera o agente de tarefas burocráticas, permitindo que ele foque na curadoria.
- O objetivo é reduzir a fricção na venda e aumentar a retenção de clientes.
A lógica da hiperpersonalização
A transição para a preditividade redefiniu as regras de mercado. Em vez de esperar o cliente preencher formulários longos, a tecnologia atual estuda padrões históricos, operações rotineiras e dados em tempo real. Isso permite estruturar o melhor itinerário no exato instante em que a necessidade aparece.
A personalização deixou de ser um questionário cansativo enviado ao cliente para se tornar uma camada invisível de suporte. A lógica entende que um perfil corporativo precisa de voos com conexões rápidas e eficientes, enquanto uma família busca hospedagens que atendam a necessidades sensoriais e logísticas específicas. A adaptação é automática e sem esforço para o usuário.
Eficiência operacional e atendimento
Essa mudança resolve o gargalo de eficiência nas agências, TMCs e consolidadoras. Antes, o atendimento exigia muita mão de obra para tarefas repetitivas, como remarcações e verificação de preços. Com a integração de agentes de IA em canais como o WhatsApp, essas tarefas complexas são resolvidas em segundos.
A tecnologia não é vista como um robô simples de triagem, mas sim como um motor de execução. Ela é capaz de emitir, remarcar e personalizar itinerários inteiros do início ao fim. Isso aumenta as taxas de conversão e melhora a experiência do cliente, que recebe soluções precisas antes mesmo de começar a procurar ativamente.
O novo papel do agente
A inteligência artificial invisível não elimina o contato humano. Pelo contrário, ela libera o agente de viagens da burocracia mecânica. Ele pode assumir um papel mais estratégico, atuando como curador de experiências. O futuro pertence às empresas que usarem essa automação para entregar conteúdo relevante proativamente.
Concluindo, a IA preditiva transforma a relação entre oferta e demanda no turismo. Ao eliminar a espera e a frustração de buscas manuais, o setor ganha em velocidade e precisão. A chave está em usar a tecnologia para estar presente antes mesmo da decisão final de viajar.

Rafael Cohen (Ajustada por IA)



