Idosos quase 75% usam internet e acesso de crianças cai, aponta IBGE. Leia mais na BRA 1.
O uso da internet entre idosos no Brasil alcançou quase 75%, enquanto o acesso à rede por crianças registrou queda, segundo dados do IBGE divulgados pelo G1. O levantamento reforça a tendência de inclusão digital da população mais velha e acende o alerta para a redução do acesso entre o público infantil.
O resultado faz parte da pesquisa nacional que acompanha o acesso às tecnologias de informação no país. O IBGE mede periodicamente o uso da internet por faixa etária, e os novos números mostram um cenário em transformação: de um lado, a conectividade avança entre os mais velhos; de outro, diminui entre as crianças. A divulgação foi feita pelo G1, que teve acesso aos dados.
- Quase 75% dos idosos brasileiros usam internet, de acordo com o IBGE.
- O acesso de crianças à rede caiu na mesma pesquisa.
- Os dados são do levantamento do IBGE publicado pelo G1.
- O avanço entre idosos indica ampliação da inclusão digital.
- A redução entre crianças ocorre no grupo de menor idade.
O índice de quase 75% entre os idosos representa um avanço em relação ao cenário de edições passadas, quando esse público figurava entre os grupos com menor presença digital. A pesquisa do IBGE não detalha os motivos do aumento, mas o resultado indica uma consolidação da aproximação dos mais velhos com a internet. Serviços bancários, comunicação com familiares e acesso a informações estão entre os usos mais comuns desse grupo na rede.
Entre as crianças, a diminuição do acesso surpreende, uma vez que as gerações mais novas nasceram em ambiente digital. O dado, no entanto, aparece em meio a debates públicos sobre os efeitos do uso de telas na infância. A pesquisa não detalha as causas da queda, mas o resultado indica uma reversão em relação aos anos anteriores.
Avanço da conectividade entre idosos
O crescimento do uso da internet por idosos é um fenômeno observado em sucessivas edições da pesquisa do IBGE. A marca de quase 75% representa um patamar elevado para uma faixa etária que, no passado, enfrentava barreiras como falta de familiaridade com a tecnologia e baixa oferta de equipamentos. A manutenção do índice em nível alto mostra que a adoção não foi temporária.
Na prática, idosos conectados têm mais acesso a informações, serviços públicos e canais digitais de atendimento. A permanência desse público na internet também pressiona por políticas de acessibilidade, como interfaces mais simples e apoio para evitar golpes digitais. O IBGE não informou, na divulgação, o recorte por gênero ou renda, mas o resultado geral reforça a importância de programas de inclusão digital.
Redução do acesso entre crianças
A queda no acesso de crianças à internet interrompe uma trajetória de crescimento que vinha sendo registrada nas edições anteriores. O motivo exato não foi detalhado pelo IBGE na divulgação do G1. Escolas têm adotado medidas para restringir celulares em sala de aula, e o uso de telas pela população infantil está sob atenção de famílias e educadores. Esses fatores podem ter influenciado, mas não há confirmação oficial.
O resultado chama atenção porque o acesso à internet na infância está associado a atividades educacionais e de lazer. A redução pode ter impactos positivos, se estiver ligada a um uso mais equilibrado, ou negativos, se refletir falta de infraestrutura ou condições financeiras. Os dados do IBGE, nesse sentido, servem de base para que o poder público avalie políticas de conectividade e de proteção infantil.
Impactos para a inclusão digital
Os números divulgados pelo IBGE mostram que a inclusão digital no Brasil avançou em um público historicamente excluído, mas não de forma uniforme. Enquanto os idosos se aproximam de 75% de acesso, a redução entre crianças sugere que a universalização do acesso à rede ainda não é uma realidade consolidada. O monitoramento contínuo da pesquisa é essencial para identificar desigualdades regionais e sociais.
A divulgação dos dados pelo G1 amplia o alcance das informações e permite que a sociedade acompanhe as mudanças no uso da internet. Para os próximos anos, o desafio é garantir que o acesso cresça de forma equilibrada entre todas as faixas etárias, com segurança e qualidade. As novas edições da pesquisa do IBGE deverão mostrar se a tendência de queda entre as crianças se mantém ou se trata de um movimento pontual.
O cenário desenhado pela pesquisa é de um país mais conectado entre os mais velhos, mas com um sinal de alerta em relação às crianças. Os próximos levantamentos do IBGE serão decisivos para entender se a redução infantil é temporária ou estrutural. Por ora, os dados servem de referência para gestores e famílias avaliarem o papel da internet na vida de cada faixa etária.

Foto ilustrativa: Idosos quase 75% usam internet e acesso de crianças cai, aponta IBGE (IA)


