02 de setembro de 2026

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Empresas precisam reformar o ensino em Inteligência Artificial e Dados

Tecnologia Ia 02/09/2026 11:43 Alexandre Azevedo, CEO da White Cube

Especialistas argumentam que a formação em inteligência artificial deve focar em problemas reais do mercado, unindo tecnologia e visão de negócio para criar profissionais mais preparados.

O desenvolvimento dos novos talentos em tecnologia de dados e inteligência artificial depende de prática real. Não basta aprender teoria; é preciso resolver problemas de verdade nos negócios. Essa abordagem está mudando como as empresas funcionam e contratam.

A diferença entre a oferta de profissionais e a demanda do mercado para esses temas segue um ritmo acelerado. Embora existam ferramentas poderosas, a falta de especialistas qualificados é um desafio constante para o setor.

  • O relatório do Fórum Econômico Mundial prevê mudanças em 39% das habilidades essenciais até 2030.
  • Habilidades humanas como criatividade e resiliência são tão importantes quanto o conhecimento técnico.
  • Pesquisa do LinkedIn indica que 66% dos líderes não contratam quem não tem habilidade em IA.
  • A comunicação e a capacidade de explicar a análise em termos simples são valorizadas.
  • A mentoria e a avaliação contínua ajudam a formar profissionais com maior potencial de carreira.

Para transformar essa necessidade em oportunidade, as empresas devem focar em uma formação que misture conhecimento técnico com visão de negócio. Isso inclui entender colaboração e experiência prática. O objetivo é preparar pessoas que saibam usar dados para gerar resultados concretos, não apenas operar sistemas.

Da teoria para a realidade das empresas

Os programas de treinamento para iniciantes ou especialistas não devem ser puramente teóricos. Eles precisam conectar fundamentos técnicos aos problemas reais do dia a dia corporativo. Por exemplo, aprender sobre automação e modelagem preditiva só faz sentido se o profissional souber como aplicar isso para resolver um problema específico e comunicar o resultado para a empresa.

Quando os treinandos enfrentam desafios práticos, como organizar dados com linguagem de programação ou criar protótipos de inteligência artificial, eles se sentem mais preparados para o mercado. Essa imersão reflete o rigor que o trabalho real exige. Além disso, contar com mentorias e avaliações frequentes aumenta o potencial de crescimento profissional.

Unindo técnica e visão de negócio

Um bom programa de formação permite observar o desempenho das pessoas ao longo do tempo, não apenas em um teste final. Habilidades como pensamento crítico e ética no uso de IA só aparecem quando colocadas à prova em situações concretas. O mercado já cobra isso: muitas empresas não contratam quem não demonstra competência em inteligência artificial.

A colaboração é outra chave para o sucesso. Sabe-se dividir tarefas, trabalhar com pessoas de diferentes perspectivas e desenvolver soluções em conjunto são habilidades muito valorizadas. Além disso, a capacidade de contar uma história com os dados e explicar análises para executivos faz parte do trabalho diário de quem gera valor com informações.

Para montar times de alto desempenho, as empresas precisam mudar a forma como avaliam candidatos. Priorizar a adaptação e o aprendizado contínuo é essencial num mundo de inovações rápidas. Essa é a melhor maneira de desenvolver talentos que tragam vantagem competitiva de longo prazo. A solução passa por criar ecossistemas que unam pessoas, tecnologia e desafios reais de negócio.