21 de agosto de 2026

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Pesquisa global revela que 68% dos bancos não têm estrutura para IA

Tecnologia IA 21/08/2026 10:06 Assessoria de imprensa da Nutanix

Levantamento da Nutanix mostra que a falta de preparo, processos e governança atrapalham o uso da inteligência artificial no setor financeiro.

São Paulo, 21 de agosto de 2026 A Nutanix, empresa especializada em computação em nuvem, divulgou os resultados de sua pesquisa anual sobre o setor financeiro. O estudo mostra que a inteligência artificial (IA) está sendo cada vez mais usada pelos bancos, mas a estrutura, os processos e a governança ainda não estão prontos. Segundo a pesquisa, 68% dos executivos de TI acham que seus sistemas não estão totalmente preparados para rodar aplicações de IA localmente.

O principal desafio para aumentar o uso da IA não é só ter computadores potentes. Para 38% dos entrevistados, as maiores dificuldades estão nos processos, como governança e organização. Outros 34% citam problemas como falta de alinhamento da liderança e carência de profissionais qualificados. Já 28% apontam limitações técnicas.

  • 68% dos bancos admitem que a infraestrutura não está pronta para IA.
  • 86% veem risco em usar IA sem supervisão.
  • 90% dizem que a IA acelera o uso de containers.
  • 79% consideram a soberania de dados uma prioridade.
  • 71% esperam ter mais de cinco aplicações de IA em três anos.

"A adoção de IA no setor financeiro já saiu da fase de testes. Os bancos estão usando a tecnologia em processos, atendimento, análise de risco e prevenção a fraudes. Agora, é preciso criar condições para que essas aplicações cresçam com segurança e controle, sem complicar a operação", afirma Leonel Oliveira, diretor-geral da Nutanix no Brasil.

IA fora do controle da TI amplia riscos

A pesquisa mostra que 66% dos executivos encontram aplicações de IA criadas por funcionários de fora da área de TI. Para 86%, usar essas ferramentas sem supervisão oficial traz riscos para os negócios.

O problema também está na falta de comunicação entre os setores. 83% dos entrevistados dizem que a separação entre áreas de negócio e TI atrapalha a realização de projetos tecnológicos.

Para a Nutanix, a chamada 'IA invisível' não deve ser vista apenas como um erro. O crescimento dela pode indicar que as áreas de negócio estão usando ferramentas externas porque os canais oficiais não são rápidos o suficiente.

As empresas precisam dar opções seguras para os funcionários usarem IA. Proibir pode fazer com que eles usem ferramentas escondidas. A governança deve incluir regras claras, proteção de dados, monitoramento e uma estrutura que permita acesso rápido a aplicações aprovadas", explica Oliveira.

Soberania de dados

A localização e o controle dos dados também são preocupações importantes. Para 79% dos entrevistados, ter os dados no próprio país ou em uma única jurisdição é prioridade. Mais da metade (56%) diz que precisa rodar sua infraestrutura localmente.

Mas, ao mesmo tempo, 62% das empresas usam nuvens públicas para rodar aplicações. Essa diferença entre o que se quer e o que se faz é chamada de 'dívida de soberania'.

Na prática, os bancos usam a nuvem pública para agilizar projetos e acessar serviços de IA, mas precisam controlar os dados e cumprir regras. A previsão é que o uso de nuvens privadas ou ambientes locais suba de 43% para 52% em três anos.

Não se trata de escolher entre nuvem pública ou local. Cada aplicação tem necessidades diferentes de desempenho, segurança e custo. Uma estratégia mista permite colocar cada trabalho no melhor ambiente e mudar quando for preciso", afirma Oliveira.

Agentes de IA

Os bancos também planejam aumentar o número de aplicações de IA. Em três anos, 71% esperam ter mais de cinco aplicações, e 24% pretendem ter mais de dez.

Entre as tecnologias que devem ser adotadas nos próximos anos estão os agentes autônomos (59%), a IA generativa (52%) e o aprendizado de máquina (46%).

Os executivos acreditam que a IA pode melhorar a experiência de clientes e funcionários, mudar processos e criar novos negócios. 62% esperam melhorias no atendimento, 57% preveem mudanças nos processos e 61% veem oportunidades de novas receitas.

Para a Nutanix, o crescimento desses agentes exige mais controle sobre modelos, aplicações, ferramentas e dados.

"Um agente pode buscar informações, mexer em sistemas e fazer várias tarefas. Quando isso acontece em larga escala, a empresa precisa saber o que está sendo usado e como controlar cada ação. Por isso, a infraestrutura e a governança precisam andar juntas", conclui Oliveira.

Containers

A IA também está mudando a estrutura tecnológica. 90% dos entrevistados dizem que a IA está acelerando o uso de containers, e 89% planejam aumentar a conteinerização das aplicações.

Hoje, 78% dos bancos já desenvolvem novos aplicativos em containers. Isso permite rodar o software em qualquer lugar, facilitando atualizações e expansão.

Mas isso não significa que as tecnologias antigas vão sumir. 65% das empresas usam uma mistura de máquinas virtuais e containers. Apenas 14% usam servidores físicos diretamente.

Os containers também estão sendo usados em ambientes de borda, perto de onde os dados são gerados. Hoje, 57% dos bancos usam essa tecnologia, e a previsão é chegar a 59% em três anos.

As aplicações de containers podem ser usadas em agências, sistemas de negociação, atendimento e detecção de fraudes. Os principais motivos para adotar são desempenho (46%) e segurança dos dados (43%).