A computação quântica pode ajudar seguradoras a prever riscos com mais precisão, combater fraudes e oferecer preços mais justos. Conheça os benefícios e desafios.
Nos últimos anos, o setor de seguros enfrentou muitos desafios para prever riscos, pois eventos como enchentes e incêndios estão mais frequentes e intensos. A computação quântica surge como uma nova tecnologia que pode ajudar as seguradoras a analisar esses riscos de forma mais precisa, indo além do que a inteligência artificial já faz.
Antes de tudo, é importante saber que ainda não existem seguradoras usando computação quântica em larga escala. O setor bancário já faz experimentos, mas as seguradoras ainda estão cautelosas. No entanto, quem começar a se preparar agora terá vantagem no futuro, quando a tecnologia estiver pronta.
Veja alguns pontos essenciais:
- A computação quântica usa qubits para processar várias possibilidades ao mesmo tempo.
- Ela pode simular milhares de cenários de risco, como enchentes, de forma mais rápida.
- Ainda não é usada em larga escala por seguradoras, mas pode trazer vantagens futuras.
- Ajudará a combater fraudes e precificar seguros com mais justiça.
- Desafios incluem segurança da informação e necessidade de investimento em tecnologia.
O que é computação quântica
Com a computação quântica, é possível processar muitas informações ao mesmo tempo. Enquanto os computadores normais analisam uma coisa por vez, os quânticos usam qubits, que podem representar múltiplos estados simultaneamente. Isso permite resolver problemas complexos, como simular milhões de combinações de risco, em muito menos tempo.
Essa capacidade é especialmente útil para simular cenários como enchentes ou deslizamentos. Combinando dados de clima, satélite e sensores, as seguradoras e governos poderiam saber com mais precisão onde há maior risco e como precificar os seguros de forma mais equilibrada.
No Brasil, onde eventos extremos são cada vez mais comuns, a computação quântica pode ajudar a reduzir custos e aumentar a prevenção. Além disso, pode ajudar no combate a fraudes, identificando padrões suspeitos que hoje passam despercebidos.
Com algoritmos quânticos, será possível analisar bilhões de registros para detectar fraudes e otimizar reservas técnicas, investimentos e contratos de resseguro. Isso levará a decisões mais rápidas e precisas em um ambiente econômico volátil.
Os benefícios também chegam aos consumidores. Com uma análise de risco mais justa, os seguros podem ter preços mais adequados, e processos como subscrição e regulação de sinistros ficam mais rápidos, melhorando a experiência do cliente.
Desafios de segurança
Porém, a computação quântica traz desafios, principalmente na segurança da informação. Os computadores quânticos poderiam quebrar senhas e dados protegidos por criptografia atual. Por isso, o setor deve se preparar para a criptografia pós-quântica, assim como os bancos já estão fazendo.
A adoção não será imediata. Primeiro, virão projetos de pesquisa em parceria com universidades e laboratórios. O MIT, por exemplo, já estuda o uso da quântica em seguros, mas ainda há limitações de hardware e ruído que impedem aplicações comerciais em grande escala.
O futuro
Espera-se que, na próxima década, aplicações práticas comecem a surgir. O diferencial não será ter um computador quântico, mas sim estar preparado com dados e talentos para usar essa tecnologia quando ela amadurecer. No fim, o objetivo é transformar o poder de cálculo em melhores decisões para os segurados. Quando a seguradora entende melhor os riscos, combate fraudes e responde mais rápido a eventos extremos, quem ganha é o cliente, que terá produtos mais adequados e mais confiança na empresa.



