19 de agosto de 2026

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IA faz número de patentes disparar

Tecnologia Patentes 19/08/2026 17:39 Andrea Ferreira (FGuaraná Comunicação Estratégica)

O uso de inteligência artificial está acelerando a criação de patentes. Segundo a OMPI, as patentes relacionadas a IA generativa saltaram de 14 mil para 37 mil em dois anos. Especialistas discutem os desafios e oportunidades dessa nova era.

A inteligência artificial (IA) está mudando a forma como as empresas criam invenções e pedem patentes. Com o uso de ferramentas de IA, como os sistemas generativos, o processo de criar novos produtos ou tecnologias ficou mais rápido e eficiente. Isso fez com que o número de pedidos de patentes relacionadas a IA disparasse nos últimos anos.

De acordo com dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), as famílias de patentes ligadas à IA generativa saltaram de cerca de 14 mil em 2023 para mais de 37 mil em 2025. Isso representa um aumento de aproximadamente 164% em dois anos. Somados, os anos de 2024 e 2025 tiveram mais pedidos do que toda a década anterior.

Aqui estão 5 pontos importantes para entender essa mudança:

  • IA generativa é um tipo de tecnologia que cria conteúdo, como textos, imagens e até invenções, a partir de exemplos.
  • O crescimento das patentes com IA mostra que a tecnologia está sendo usada de forma intensa em pesquisas e desenvolvimento.
  • A OMPI é o órgão da ONU que cuida das patentes em nível mundial.
  • O aumento foi maior em países como Estados Unidos, China e Coréia do Sul, mas o Brasil também vem crescendo.
  • Empresas que usam IA precisam pensar em como proteger suas criações, já que as regras ainda estão em discussão.

A tecnologia também está reduzindo o custo de experimentar e criar, o que pode levar a uma superprodução de patentes e aumentar a competição entre empresas. Nesse cenário, dados, software e algoritmos se tornam ativos muito valiosos. Muitas companhias estão combinando patentes com segredos comerciais e licenciamento para proteger seus negócios de forma mais eficaz.

A avaliação é que algoritmos, conjuntos de dados, prompts, fluxos de trabalho e pesos de modelos podem ser mais bem protegidos como segredo comercial do que por patentes, dependendo da estratégia. A IA também amplia disputas sobre autoria, identidade, imagem e proveniência diante da multiplicação de conteúdos sintéticos, explica a futurista Martha Gabriel, durante o Encontro Global de Inovação e Propriedade Intelectual ABPI 2026, no Rio de Janeiro.