Empresas brasileiras estão usando inteligência artificial para identificar riscos em ações trabalhistas antes mesmo de uma decisão judicial. A tecnologia ajuda a evitar conflitos e reduzir custos com processos.
Empresas brasileiras estão usando inteligência artificial (IA) para identificar riscos em processos trabalhistas antes mesmo de uma decisão judicial. A tecnologia ajuda a evitar conflitos e reduzir custos com ações trabalhistas.
Uma empresa que oferece essa solução é a Jurídico AI. Ela usa IA para analisar o histórico de decisões judiciais e o comportamento dos juízes. Assim, mostra quais pedidos têm mais chances de sucesso ou fracasso, antes mesmo da sentença. O sistema também aponta a causa raiz dos conflitos, permitindo que as áreas jurídicas e de RH atuem de forma preventiva.
- A Jurídico AI lê automaticamente os processos eletrônicos e organiza todas as informações.
- Ela identifica padrões de riscos e aponta onde a empresa pode melhorar.
- O sistema usa dados para orientar a empresa sobre como agir antes que o problema vire processo.
- A solução foi apresentada em um evento que reuniu 300 diretores de RH e jurídicos de grandes empresas.
- A especialista Jéssica Ramos explica que a tecnologia permite resolver conflitos na origem, evitando perdas futuras.
Como a tecnologia funciona na prática
Ao automatizar a leitura de processos judiciais eletrônicos, mapear pedidos, decisões e analisar o histórico de comportamento de julgadores, a Jurídico AI ajuda equipes jurídicas a identificar, com base em dados, os pontos que mais geram condenações permitindo que a empresa corrija a rota e com isso reduza o passivo desde o nascedouro.
"O sistema lê o processo direto do sistema de processo eletrônico, identifica as partes, os pedidos, as teses e os documentos citados, e organiza tudo automaticamente. Ninguém precisa alimentar nada manualmente. Isso gera uma mudança no jogo, trazendo qualidade e precisão sobre a causa raiz na relação empregado e empregador. A partir daí, há ações que permitem à empresa resolver os temas que geram processos, assim como, o cruzamento de histórico do comportamento do julgador e da própria empresa demonstram, por exemplo, onde falta testemunha ou onde a qualidade documental está pesando contra a defesa. É esse nível de detalhamento que transforma um processo perdido em um diagnóstico para não perder o próximo", explica Jéssica Ramos, Head Jurídica da Jurídico AI.
IA em pauta
Jurídico AI apresenta esse modelo no 4º Encontro de Relações Trabalhistas Um Olhar para o Futuro, no Cubo Itaú, em São Paulo, evento que reúne 300 diretores de RH e jurídicos (ingressos esgotados) de companhias como Unilever, JBS, Vale, Usiminas, Samarco, Tegma, Volkswagen, Unimed e McDonalds.
Hoje, dia 14, Jéssica Ramos, Head Jurídica da Jurídico AI, participa de um bate-papo com o Prof. André Teixeira, idealizador do evento, para discutir o papel da tecnologia nas relações trabalhistas e como o uso de dados pode contribuir para uma atuação mais preventiva das empresas. Com experiência à frente de áreas jurídicas de grandes operações corporativas, Jéssica Ramos teve como última passagem a Verzani & Sandrini, empresa de prestação de serviços com cerca de 70 mil empregados.
César Orlando, fundador da Jurídico AI, reforça a leitura de mercado por trás da participação no evento: "As empresas estão sendo cada vez mais cobradas a reduzir risco trabalhista antes que ele chegue à Justiça, e isso está deixando de ser um diferencial para virar exigência de mercado. Estar num encontro que reúne os principais profissionais de relações trabalhistas e jurídicos corporativos do país é a validação de que resolvemos uma dor real do setor e de que dá para crescer de forma sustentável ajudando empresas a atuarem na raiz do conflito, não só na consequência."

Imagem ilustrativa da tecnologia de IA




