13 de agosto de 2026

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IA prevê resultado de processo trabalhista antes da sentença, diz startup

Tecnologia Trabalhista 13/08/2026 14:24 Amanda Galdino - Duo Assessoria de Imprensa

Startup usa inteligência artificial para analisar decisões judiciais e padrões de processos, ajudando empresas como Unilever e JBS a se anteciparem a conflitos trabalhistas e reduzirem custos.

Diante da pressão crescente sobre diretores de RH e jurídicos corporativos para reduzir passivos trabalhistas, startups de inteligência artificial voltadas ao direito do trabalho vêm ganhando espaço nas grandes empresas. Uma delas é a Jurídico AI, que usa IA para cruzar o histórico de decisões de um processo com o comportamento de julgadores e já trazer cenários sobre o resultado, ainda antes da sentença, quais pedidos uma empresa tem mais chance de ganhar ou perder informação hoje usada por companhias para agir na causa dos conflitos antes que eles cheguem à Justiça.

A empresa apresenta esse modelo nos dias 13 e 14 de agosto no 4º Encontro de Relações Trabalhistas Um Olhar para o Futuro, no Cubo Itaú, em São Paulo, evento que reúne 300 diretores de RH e jurídicos (ingressos esgotados) de companhias como Unilever, JBS, Vale, Usiminas, Samarco, Tegma, Volkswagen, Unimed e McDonalds.

  • A Jurídico AI usa inteligência artificial para analisar processos trabalhistas.
  • Ela cruza o histórico de decisões com o comportamento dos juízes.
  • Isso permite prever se a empresa vai ganhar ou perder uma ação.
  • Grandes empresas como Unilever e JBS já usam essa tecnologia.
  • A ferramenta ajuda a resolver conflitos antes de virar processo.

Como a tecnologia funciona na prática

Ao automatizar a leitura de processos judiciais eletrônicos, mapear pedidos, decisões e o histórico de comportamento de julgadores, a Jurídico AI ajuda equipes jurídicas a identificar, com base em dados, os pontos que mais geram condenações permitindo que a empresa corrija a rota e com isso reduza o passivo desde o nascedouro.

O sistema lê o processo direto do sistema de processo eletrônico, identifica as partes, os pedidos, as teses e os documentos citados, e organiza tudo automaticamente. Ninguém precisa alimentar nada manualmente. Isso gera uma mudança no jogo, trazendo qualidade e precisão sobre a causa raiz na relação empregado e empregador. A partir daí, há tantas ações que permitem à empresa resolver os temas que geram processos, assim como, com cruzamento de histórico do comportamento do julgador e da própria empresa demonstrar, por exemplo, onde falta testemunha ou onde a qualidade documental está pesando contra a defesa. É esse nível de detalhamento que transforma um processo perdido em um diagnóstico para não perder o próximo, explica Jéssica Ramos, Head Jurídica da Jurídico AI, que já atuou na área corporativa, tendo como última passagem a Verzani & Sandrini, prestadora de serviços com cerca de 70 mil empregados.

César Orlando, fundador da Jurídico AI, reforça a leitura de mercado por trás da participação no evento: As empresas estão sendo cada vez mais cobradas a reduzir risco trabalhista antes que ele chegue à Justiça, e isso está deixando de ser um diferencial para virar exigência de mercado. Estar num encontro que reúne os principais profissionais de relações trabalhistas e jurídicos corporativos do país é a validação de que resolvemos uma dor real do setor e de que dá para crescer de forma sustentável ajudando empresas a atuar na raiz do conflito, não só na consequência.