O COP International 2026, em São Paulo, apresentou novidades como robôs humanoides, câmeras inteligentes e drones com munições não letais. Essas inovações prometem tornar o trabalho policial mais seguro e eficiente.
Um robô humanoide que pode avançar em áreas de risco antes dos policiais, câmeras que transformam ocorrências em dados, inteligência artificial aplicada ao trabalho operacional e sistemas capazes de lançar à distância dispositivos de menor potencial ofensivo estão entre as tecnologias apresentadas no COP International 2026, que termina nesta quinta-feira (13), em São Paulo, reunindo empresas, forças de segurança, especialistas e representantes do poder público em torno de tecnologias voltadas à atividade policial.
- O robô humanoide Arcanjo, da IPQ Tecnologia, é usado para missões de risco e já recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos.
- A Axon oferece um ecossistema que integra câmeras corporais, inteligência artificial e gestão de evidências digitais, com contratos no Rio Grande do Sul e Bahia.
- O drone da Condor lança munições não letais, como agentes lacrimogêneos, para dispersar grupos e controlar distúrbios.
- Drones da Gohobby Sentinel Hunter monitoram e neutralizam outros drones, enquanto o Sentinel Pro faz vigilância do espaço aéreo.
- Essas tecnologias ajudam a reduzir a exposição de policiais a situações perigosas e a melhorar a eficiência das operações.
Entre os destaques está o Arcanjo, humanoide desenvolvido pela IPQ Tecnologia para aplicações de segurança pública. O projeto já recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos e combina hardware produzido pela chinesa EngineAI com tecnologias de robótica e inteligência artificial desenvolvidas no Brasil.
A proposta é utilizar o equipamento em situações nas quais a exposição de policiais representa risco elevado, transmitindo imagens e informações para as equipes à distância. O robô pode incorporar reconhecimento facial, visão computacional e câmera térmica, com aplicações estudadas para incursões em áreas de risco, rondas noturnas, monitoramento de instalações e ambientes fechados, onde drones podem ter limitações.
De câmeras corporais a evidências digitais
A integração entre equipamentos e dados é outra frente de inovação apresentada no evento. A empresa Axon reúne armas de eletrochoque não letal, câmeras corporais com recursos de tradução de voz em tempo real para mais de 50 idiomas, inteligência artificial, drones, realidade virtual e gestão de evidências digitais. A companhia apresenta um ecossistema no qual informações produzidas durante uma ocorrência podem ser reunidas em uma única plataforma, reduzindo a fragmentação entre sistemas. Recursos de IA podem auxiliar na produção de relatórios a partir de registros de áudio e vídeo de ocorrências, reduzindo o tempo dedicado pelos agentes a atividades administrativas.
No Brasil, a empresa mantém contratos com forças estaduais do Rio Grande do Sul e da Bahia. No estado gaúcho, segundo a companhia, a tecnologia alcança instituições como Polícia Militar, Polícia Penal e Polícia Civil.
Tecnologia não letal para operações à distância
Em operações de segurança, rapidez, precisão e redução da exposição das forças em campo são cada vez mais importantes. Soluções que combinam observação aérea e emprego tático de munições não letais ajudam a ampliar a consciência situacional e apoiar decisões em ambientes complexos. O drone desenvolvido pela Condor atua com capacidade para até 24 munições, selecionadas pelo operador, que ajudam a controlar distúrbios e reprimir crimes. Ao ser acionado, um agente lacrimogêneo é liberado, gerando fumaça que contribui para dispersar grupos e afastar indivíduos de determinada área.
Proteção de infraestruturas estratégicas e transporte de cargas
Em outro estande na feira, também é possível conferir drones que atuam em monitoramento remoto e proteção de infraestruturas estratégicas, equipados com câmeras térmicas e sensores avançados. Outros modelos são capazes de transportar cargas e suprimentos em áreas de difícil acesso. O portfólio da empresa Gohobby Sentinel Hunter ainda traz soluções que detectam, localizam e neutralizam drones, e o Gohobby Sentinel Pro é voltado ao monitoramento passivo do espaço aéreo, permitindo acompanhar trajetórias, identificar a localização do operador e mapear pontos de operação.

Imagem ilustrativa do evento COP International 2026


