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IBTD anuncia novos coordenadores para comitês setoriais

Tecnologia Instituto 22/07/2026 14:43 Fernando Sant'Ana, IBTD

O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) escolheu quatro novos especialistas para coordenar seus comitês técnicos. Eles vão trabalhar em áreas como inteligência artificial, internet das coisas, infraestrutura digital e economia digital. O objetivo é ajudar o governo a criar leis e políticas melhores para o setor de tecnologia e comunicação no Brasil.

O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) apresentou quatro novos especialistas que vão coordenar seus comitês setoriais. Essas escolhas fortalecem a equipe técnica do Instituto em áreas importantes, como infraestrutura crítica, inteligência artificial, Internet das Coisas, radiodifusão, economia digital e plataformas de conteúdo. Fernando Gomes de Oliveira e Sergio Souza vão coordenar o Comitê de Inovação e Novas Tecnologias (IoT e IA). Marco Canongia vai dividir com Rogério Mariano de Souza a coordenação do Comitê de Infraestrutura Crítica e Soberania. Já Marcos Amazonas vai coordenar o Comitê de Economia Digital, Radiodifusão e OTT.

  • O IBTD é um instituto que ajuda o governo a criar leis melhores para tecnologia e comunicação.
  • Os novos coordenadores são especialistas com muita experiência em suas áreas.
  • Eles vão trabalhar em temas como inteligência artificial, internet das coisas e infraestrutura digital.
  • O objetivo é transformar assuntos complicados em propostas claras e úteis para o país.
  • O Instituto tem oito comitês que cobrem desde segurança cibernética até economia digital.

A escolha dos novos coordenadores segue a ideia de colocar cada tema nas mãos de profissionais com experiência técnica, executiva e institucional na área. Assim, o IBTD aumenta sua capacidade de analisar assuntos importantes, fazer diagnósticos e criar contribuições de qualidade para o Poder Legislativo, por meio da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais. André Martins, presidente do IBTD, afirma que o fortalecimento dos comitês amplia a capacidade do Instituto de oferecer referências técnicas construídas a partir de experiências reais do setor, reunindo profissionais com trajetórias complementares para qualificar o debate e transformar temas complexos em propostas consistentes.

O trabalho do Instituto é organizado em oito comitês: Infraestrutura Crítica e Soberania; Expansão e Última Milha; Espectro Terrestre e Não Terrestre; Inovação e Novas Tecnologias (IoT e IA); Conectividade Social e Acesso Remoto; Cibersegurança e Resiliência; Economia Digital, Radiodifusão e OTT; e Governança Institucional. Regulação, governança, compliance, sustentabilidade e impacto ambiental são temas tratados em todos os grupos. As coordenações são responsáveis por organizar as discussões, orientar análises e ajudar na criação de estudos e contribuições para o Legislativo.

Quem são os novos coordenadores

Fernando Gomes de Oliveira é executivo de tecnologia, telecomunicações e inovação, com mais de 35 anos de carreira na união entre redes digitais, inteligência artificial e Internet das Coisas. Ele é presidente da I2AI International Association of Artificial Intelligence e CIO da Intellinet Redes Inteligentes. Participou do projeto nacional de liberação da faixa de 700 MHz para ativação do 4G/LTE, com contato direto com Anatel, operadoras móveis e radiodifusores. Também é professor de graduação em disciplinas de inteligência artificial, dados e tecnologias digitais. Ele acredita que a trajetória brasileira nas telecomunicações mostra a capacidade do país de evoluir, inovar e ganhar relevância global, e que os comitês técnicos do IBTD chegam em um momento importante, no qual redes digitais, IoT, inteligência artificial e aplicações conectadas são centrais para a competitividade e o desenvolvimento do Brasil.

Marco Canongia é empresário, executivo e consultor em sistemas de telecomunicações e energia. Ele é engenheiro eletrônico, mestre em Ciências Contábeis, MBA em Gestão Empresarial e analista de sistemas. É fundador e diretor-geral da Lumicom e membro do Comitê Brasileiro para a Proteção de Cabos Submarinos. Foi CTIO da Angola Cables, participou da operação dos sistemas internacionais Monet, SACS e WACS e atuou como co-chairman do consórcio do cabo submarino WACS. Sua carreira inclui 30 anos na Embratel/Claro, em engenharia de redes, novos negócios e infraestrutura estratégica. Para ele, o Comitê de Infraestrutura Crítica e Soberania deve fortalecer a soberania digital de forma institucional e técnica, com estratégias para aumentar a resiliência e o crescimento dos sistemas críticos nacionais e internacionais.

Marcos Amazonas tem mais de cinco décadas de carreira em televisão, radiodifusão, mídia, produção de conteúdo e desenvolvimento de negócios. Foi diretor-geral da MTV Brasil, participou da implantação de operações pioneiras de televisão por assinatura e canais segmentados, e ocupou cargos executivos em organizações como Grupo Abril, Fundação Padre Anchieta, Grupo Bandeirantes e Museu da Imagem e do Som. Ele liderou projetos de programação, produção, distribuição de conteúdo, modelos comerciais, mídia digital, educação a distância e convergência entre comunicação e tecnologia. Ele afirma que o Comitê de Economia Digital, Radiodifusão e OTT tem como meta antecipar tendências, analisar os impactos da convergência tecnológica e ajudar a criar um ambiente regulatório que estimule inovação, competitividade e sustentabilidade dos modelos de negócio da comunicação digital.

Sergio Souza é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e construiu sua carreira entre tecnologia, telecomunicações, indústria aeronáutica e desenvolvimento de mercados. Começou na Hamilton Standard, nos Estados Unidos, e na Embraer, antes de ocupar cargos executivos em empresas como HP, Cray Research, Attachmate e Brightpoint. Ele criou a primeira rede celular gerenciada de conectividade IoT do país, depois vendida para a KORE Wireless. Ele acredita que a Internet das Coisas já faz parte da vida dos brasileiros e representa uma parte importante do mercado de tecnologia e infraestrutura, e espera colocar sua experiência de duas décadas a serviço do Comitê de Inovação e Novas Tecnologias.

Sobre o IBTD

O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) é uma associação técnica sem fins lucrativos de âmbito nacional. Ele produz análises, diagnósticos, estudos e contribuições especializadas sobre infraestrutura digital, conectividade, inovação, segurança cibernética, regulação e transformação tecnológica. Funciona como referência técnica oficial do Poder Legislativo, atuando como ponte entre o poder público e a iniciativa privada. O IBTD é orientado por um Conselho Administrativo, formado por técnicos, especialistas, empresas e instituições associadas, e um Conselho Fiscal. Sua atuação está organizada em oito comitês temáticos, e todas as atividades têm regulação, governança, compliance, sustentabilidade e impacto ambiental como temas transversais.