21 de julho de 2026

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IBTD ganha novos coordenadores para comitês de tecnologia

Tecnologia Telecomunicacoes 21/07/2026 15:10 Fernando Sant'Ana (IBTD)

O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) escolheu quatro novos especialistas para coordenar seus comitês técnicos. Eles vão ajudar a discutir temas como inteligência artificial, internet das coisas e infraestrutura digital, e dar suporte ao governo na criação de leis e políticas para o setor.

O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) anunciou quatro novos especialistas que vão comandar seus comitês setoriais. As escolhas foram feitas para fortalecer a parte técnica do Instituto em áreas como infraestrutura crítica, inteligência artificial, internet das coisas, radiodifusão, economia digital e plataformas de conteúdo. Fernando Gomes de Oliveira e Sergio Souza vão coordenar o Comitê de Inovação e Novas Tecnologias (IoT e IA). Marco Canongia vai dividir com Rogério Mariano de Souza a coordenação do Comitê de Infraestrutura Crítica e Soberania. Já Marcos Amazonas vai comandar o Comitê de Economia Digital, Radiodifusão e OTT.

  • O IBTD é um grupo de especialistas que ajuda o governo a criar regras para internet, telefonia e TV.
  • Os novos coordenadores têm mais de 30 anos de experiência em tecnologia e telecomunicações.
  • Eles vão discutir temas como como levar internet para lugares remotos e proteger cabos de fibra óptica.
  • O trabalho deles ajuda o Brasil a se preparar para o futuro digital, com leis melhores e mais inovação.
  • O Instituto tem oito comitês que tratam de assuntos como segurança na internet, novas tecnologias e economia digital.

A escolha dos novos coordenadores segue a ideia de colocar cada área sob o comando de profissionais que já trabalham com aquele assunto há muito tempo. Com isso, o IBTD quer melhorar sua capacidade de analisar temas importantes, fazer diagnósticos e criar propostas para ajudar o Poder Legislativo, por meio da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais. "O fortalecimento dos comitês amplia a capacidade do IBTD de oferecer ao Poder Legislativo referências técnicas construídas a partir de experiências concretas do setor. Assim, estamos reunindo profissionais com trajetórias complementares, capazes de qualificar o debate e transformar temas complexos em diagnósticos e propostas consistentes", afirma André Martins, presidente do IBTD.

O trabalho do Instituto está dividido em oito comitês: Infraestrutura Crítica e Soberania; Expansão e Última Milha; Espectro Terrestre e Não Terrestre; Inovação e Novas Tecnologias (IoT e IA); Conectividade Social e Acesso Remoto; Cibersegurança e Resiliência; Economia Digital, Radiodifusão e OTT; e Governança Institucional. Regulação, governança, compliance, sustentabilidade e impacto ambiental são assuntos tratados em todos os grupos. Os coordenadores são responsáveis por organizar as discussões, orientar análises e ajudar a criar estudos, notas técnicas e contribuições para o Legislativo.

Quem são os novos coordenadores

Fernando Gomes de Oliveira é executivo de tecnologia, telecomunicações e inovação, com mais de 35 anos de carreira na área de redes digitais, inteligência artificial e internet das coisas. Ele é presidente da I2AI International Association of Artificial Intelligence e CIO da Intellinet Redes Inteligentes. Já trabalhou em projetos importantes como a liberação da faixa de 700 MHz para o 4G/LTE no Brasil, com contato direto com a Anatel, operadoras e radiodifusores. Também é professor de graduação em inteligência artificial, dados e tecnologias digitais. "A trajetória brasileira nas telecomunicações demonstra a capacidade do país de evoluir, inovar e ganhar relevância global. Os comitês técnicos do IBTD chegam em um momento importante, no qual redes digitais, IoT, inteligência artificial e aplicações conectadas passam a ocupar papel central na competitividade e no desenvolvimento do Brasil", afirma Fernando.

Marco Canongia é empresário, executivo e consultor em sistemas de telecomunicações e energia. Ele é engenheiro eletrônico, mestre em Ciências Contábeis, tem MBA em Gestão Empresarial e é analista de sistemas. Fundador e diretor-geral da Lumicom, também é membro do Comitê Brasileiro para a Proteção de Cabos Submarinos. Já trabalhou na Angola Cables, participou da operação dos cabos submarinos Monet, SACS e WACS e foi co-chairman do consórcio do cabo WACS. Sua carreira inclui 30 anos na Embratel/Claro, com experiência em engenharia de redes, novos negócios e infraestrutura estratégica. "A ênfase do Comitê de Infraestrutura Crítica e Soberania deve ser fortalecer a soberania digital, de forma institucional e técnica, com estratégias que ampliem a resiliência, a robustez e o crescimento dos sistemas críticos de alta capacidade, nacionais e internacionais", afirma Canongia.

Marcos Amazonas tem mais de cinco décadas de carreira em televisão, radiodifusão, mídia, produção de conteúdo e desenvolvimento de negócios. Foi diretor-geral da MTV Brasil, participou da criação de operações pioneiras de TV por assinatura e canais segmentados, e ocupou cargos executivos no Grupo Abril, Fundação Padre Anchieta, Grupo Bandeirantes e Museu da Imagem e do Som. Ao longo da carreira, liderou projetos de programação, produção, distribuição de conteúdo, modelos comerciais, mídia digital, educação a distância e convergência entre comunicação e tecnologia. "O Comitê de Economia Digital, Radiodifusão e OTT tem como meta antecipar tendências, analisar os impactos da convergência tecnológica e contribuir para a construção de um ambiente regulatório capaz de estimular inovação, competitividade e sustentabilidade dos modelos de negócio da comunicação digital", afirma Amazonas.

Sergio Souza é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e construiu sua carreira nos setores de tecnologia, telecomunicações, indústria aeronáutica e desenvolvimento de mercados. Começou a trabalhar na Hamilton Standard, nos Estados Unidos, e na Embraer, antes de ocupar cargos executivos em empresas como HP, Cray Research, Attachmate e Brightpoint. Também criou a primeira rede celular gerenciada de conectividade IoT do país, que depois foi comprada pela KORE Wireless. "A Internet das Coisas já faz parte da vida dos brasileiros e representa uma parcela relevante do mercado de tecnologia e de sua infraestrutura. Espero colocar a experiência acumulada ao longo de duas décadas no setor a serviço do Comitê de Inovação e Novas Tecnologias", afirma Souza.