As empresas do Ceará querem usar o Cinturão Digital para ter internet de alta velocidade e se tornar indústrias modernas, mas o governo ainda não criou uma política que atenda a essa necessidade.
Fortaleza é ponto de chegada e de saída de 16 cabos submarinos que transportam, em altíssima velocidade, dados de grandes corporações mundiais e, também, de pessoas comuns como nós. Quando chegaram os primeiros cabos, o governo do estado do Ceará teve a ideia de construir um Cinturão Digital para conectar o mundo aos seus 184 municípios, incluindo a indústria, usando fibra ótica. Para terminar o Cinturão, faltam ser ligados cerca de 10 municípios.
- Fortaleza é um ponto de conexão de 16 cabos submarinos de dados de alta velocidade.
- O Cinturão Digital do Ceará vai conectar todos os 184 municípios do estado com fibra ótica.
- Faltam apenas 10 municípios para o Cinturão Digital ficar completo.
- A indústria cearense precisa de internet de alta velocidade para se tornar mais moderna.
- O governo ainda não criou uma política para dar essa internet rápida para as fábricas.
Falta, porém, o principal do projeto original: dar à indústria o que ela precisa para chegar ao nível 4.0 (quatro ponto zero), que é a indústria mais moderna e automatizada.
Em tom de lamento, uma fonte do setor industrial cearense disse à coluna:
"Já fizemos o principal, o mais difícil de fazer: implantamos o Cinturão Digital e o conectamos aos cabos submarinos. É necessário, agora, que o governo dê à indústria do estado algo de que ela precisa para ontem: uma política que permita transferir arquivos e usar inteligência artificial, por exemplo, ou seja, uma internet de altíssima velocidade e qualidade."
"Acho que estamos usando muito mal esse Cinturão Digital", disse o empresário. Esse é um tema interessante que estava esquecido.
Projeto de Guaramiranga em 3D
Por falar em mundo digital: juntaram-se a educação, a tecnologia e o amor por uma cidade, e dessa junção nasceu o "Meu Mundo Guaramiranga", uma ideia simples que virou um projeto tecnológico com o objetivo de transformar realidades. O projeto foi criado por dois inovadores, o engenheiro Joaquim Caracas e José Valdo, e já começou na Escola Júlio Holanda, em Guaramiranga, sob a coordenação da professora Ana Carolyne.
Com o apoio financeiro de um grupo de empresários, foram compradas 10 impressoras 3D para a escola, o primeiro passo para unir inovação, cultura, memória e aprendizado. Trabalhando juntos, Joaquim Caracas e José Valdo formaram, naquela escola, uma turma de 10 alunos bolsistas e contrataram dois professores para acompanhar o projeto. A proposta é ousada e encantadora: recriar, por meio da impressão 3D, a cidade de Guaramiranga do início do século XX, resgatando sua arquitetura, sua história e sua identidade cultural.
Com dedicação, criatividade e entusiasmo, os alunos já produziram várias réplicas das fachadas dos principais prédios históricos da cidade. Cada peça impressa representa muito mais do que uma miniatura: é uma forma de preservar a memória de Guaramiranga e, ao mesmo tempo, despertar nos jovens o interesse pela tecnologia, pela inovação e pelo pertencimento à sua própria terra.
O sucesso dessa experiência deu origem a algo ainda maior: o complexo "Meu Mundo Guaramiranga". Na empresa Impacto, de Joaquim Caracas, estão sendo construídas réplicas não apenas de Guaramiranga, mas também de grandes monumentos históricos do Brasil e do mundo, como o Coliseu, o Vaticano, o Palácio do Governo, o Cristo Redentor, a Torre Eiffel, entre outros. O Vaticano já ficou pronto. Essas obras farão parte de um futuro empreendimento turístico, cultural e educativo, criado para encantar visitantes e valorizar ainda mais aquela cidade serrana.
Por nascer em uma cidade com forte vocação turística, esse projeto tem potencial para ir muito além das montanhas do Maciço de Baturité. O "Meu Mundo Guaramiranga" foi criado para romper fronteiras, ser conhecido em todo o Brasil e servir de exemplo para outras cidades que desejam unir educação, cultura, turismo, tecnologia e desenvolvimento local.
"Com um investimento anual inferior a R$ 150 mil, foi possível plantar uma semente de transformação. Mais do que equipamentos, bolsas e professores, esse projeto entregou aos alunos algo que não tem preço: a certeza de que eles são capazes de criar, inovar e participar da construção do futuro de Guaramiranga", disse o engenheiro Joaquim Caracas.
FAEC e FIEC se unem por um plano estratégico
A Federação das Indústrias (Fiec) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (FAEC) decidiram que entregarão, juntas, em data a ser definida, aos candidatos ao governo do estado, um plano de desenvolvimento para os dois setores da economia do Ceará. Essa informação foi transmitida pelo presidente da Faec, Amílcar Silveira, durante reunião de 25 empresários cearenses com o deputado Salmito Filho.
Segundo Amílcar Silveira, a proposta será um plano estratégico de desenvolvimento que vai incluir as áreas consideradas prioritárias para a indústria e a agropecuária do estado. O plano será entregue logo após as convenções partidárias que vão oficializar as atuais pré-candidaturas.
No lado da agropecuária, sabe-se que o plano estratégico vai priorizar cinco áreas, entre elas a da agricultura irrigada. O plano da Faec é multiplicar por cinco o valor da exportação da fruticultura cearense. Para isso, será necessário que os perímetros de irrigação do Dnocs passem a ser administrados pela iniciativa privada, já que aquele órgão não tem mais capacidade técnica nem financeira para cumprir essa tarefa.
Outra prioridade será o Projeto Algodão do Ceará, que pretende devolver ao estado a condição de um dos polos nacionais da cotonicultura. Faz três anos que a Faec tenta, até agora sem sucesso, assumir o comando desses perímetros de irrigação, nos quais deseja plantar, com empresas privadas, frutas de maior valor agregado para o mercado externo.

O Cinturão Digital do Ceará está perto de enlaçar seus 184 municípios com fibra ótica. A indústria cearense, ansiosa, o aguarda.


