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Armazenamento de energia chega ao Brasil sem custo inicial para empresas

Tecnologia Energia 13/07/2026 17:41 Ana Luísa, assessoria de imprensa

Uma nova parceria entre a empresa brasileira L8 Energy e a chinesa SunBridge permite que hospitais, indústrias e outros negócios usem baterias para armazenar energia sem precisar pagar nada adiantado. Isso torna a tecnologia mais acessível e ajuda na transição para fontes mais limpas e sustentáveis.

Hospitais, hotéis, shoppings, indústrias e outros lugares que precisam de energia elétrica sem parar estão buscando alternativas mais modernas e sustentáveis no lugar dos geradores a diesel ou gasolina. Uma das principais novidades é o uso de sistemas de baterias para guardar energia, chamados de BESS (sigla em inglês para Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias). Essa tecnologia é uma das maiores tendências do setor elétrico no mundo todo.

  • O novo modelo de negócio, chamado Battery-as-a-Service (Bateria como Serviço), elimina o investimento inicial para as empresas contratantes.
  • A parceria entre a brasileira L8 Energy e a chinesa SunBridge torna o sistema acessível para hospitais, indústrias, data centers, redes varejistas e outros grandes empreendimentos.
  • As baterias podem armazenar energia de fontes renováveis, como painéis solares, e fornecer eletricidade imediatamente em caso de queda de energia, sem precisar de combustível.
  • O modelo já é usado em países como a China e agora chega ao Brasil para ajudar na transição energética, reduzindo custos e aumentando a segurança.
  • Com o BaaS, as empresas começam a usar a tecnologia desde o primeiro dia, pagando apenas pelo serviço, sem precisar desembolsar grandes quantias de uma só vez.

No entanto, mesmo com todas as vantagens, a adoção desses sistemas ainda encontra um grande obstáculo no Brasil: o alto custo para comprar e instalar as baterias. Para resolver esse problema, a empresa paraense L8 Energy, especializada em soluções de energia, fez uma parceria importante com a chinesa SunBridge. Juntas, elas criaram um modelo de negócio que não exige que o cliente pague nada no início.

Esse modelo é chamado de Battery-as-a-Service (BaaS), ou Bateria como Serviço. A empresa que contrata o serviço passa a usar o sistema de armazenamento sem precisar comprar as baterias e toda a estrutura necessária. Enquanto a L8 Energy cuida do desenvolvimento, da instalação e da operação técnica dos projetos, a SunBridge é responsável por organizar o financiamento e viabilizar o pagamento.

Leandro Kuhn, diretor da L8, explica: "O armazenamento de energia será um dos pilares da transformação do setor elétrico nos próximos anos. Essa tecnologia já é muito usada em mercados mais avançados e está começando a crescer no Brasil, conforme as empresas buscam mais segurança, eficiência e economia. Nosso objetivo é tornar essa mudança mais acessível".

Os sistemas BESS permitem guardar a energia gerada por fontes renováveis, como painéis solares, para usar depois. Eles também garantem o fornecimento de energia instantâneo em caso de falta de luz. Diferente dos geradores comuns, que precisam ser ligados e usam combustível, as baterias funcionam na hora, mantendo tudo funcionando em operações importantes.

A tecnologia está chamando a atenção de setores que não podem ficar sem energia, como hospitais, centros de logística, data centers, indústrias, lojas e grandes prédios. Além de garantir segurança, os sistemas também ajudam a economizar energia e a usar melhor os recursos.

Gancheng Sun, diretor da SunBridge, afirma: "O armazenamento de energia está crescendo rápido em países como a China, onde modelos financeiros inovadores têm ajudado a espalhar a tecnologia. Queremos trazer essa experiência para o Brasil e diminuir as barreiras que ainda atrapalham o crescimento do setor".

Com esse novo modelo, empresas interessadas em armazenar energia podem adotar a tecnologia sem precisar gastar muito dinheiro no começo. Elas passam a aproveitar os benefícios desde o início da operação. "É o próximo passo da transição energética, complementando o crescimento da geração de energia renovável", finaliza Kuhn.