14 de julho de 2026

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Caça supersônico brasileiro estreia em exercício militar no Chile

Tecnologia Gripen 13/07/2026 14:27 Assessoria de imprensa Saab

Pela primeira vez, seis caças F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira participaram de um treinamento multinacional fora do Brasil. No Chile, eles realizaram missões de defesa aérea, escolta e patrulha ao lado de aeronaves de outros cinco países, mostrando a capacidade do novo caça brasileiro.

Entre os dias 29 de junho e 11 de julho, seis aeronaves F-39E Gripen, da Força Aérea Brasileira, participaram do Exercício Multidomínio SALITRE 2026, marcando a primeira atuação do caça em uma operação multinacional fora do Brasil. Operando a partir da Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no Chile, o exercício reúne mais de 1,5 mil militares dos países participantes e cerca de 60 aeronaves, que realizaram mais de 250 horas de voo em diferentes missões no local.

  • O Gripen é um caça supersônico moderno, fabricado pela empresa sueca Saab, e está sendo incorporado pela Força Aérea Brasileira.
  • O exercício SALITRE 2026 aconteceu no Chile e contou com a participação de militares e aeronaves de seis países: Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Paraguai.
  • Os caças brasileiros realizaram missões de escolta, patrulha e defesa aérea, simulando situações reais de guerra.
  • O Gripen possui tecnologia de ponta, como radar de última geração e sensores que ajudam o piloto a tomar decisões mais rápidas.
  • Os aviões voaram mais de 100 horas durante o treinamento, incluindo o trajeto de ida e volta ao Brasil, mostrando grande autonomia e confiabilidade.

Ao lado de aeronaves do Chile, da Argentina, da Colômbia, dos Estados Unidos e do Paraguai, os Gripen cumpriram operações aéreas típicas de uma guerra convencional, com forças aéreas atuando sob um único comando e em coalizão. As aeronaves realizaram missões de escolta, varredura, patrulha aérea de combate e defesa aérea, tanto dentro (WVR) quanto além do alcance visual (BVR), empregando sua suíte de guerra eletrônica e sistemas táticos como o radar de varredura eletrônica ativa (AESA) e o sensor passivo de busca de alvos por infravermelho (IRST).

Importância da participação

A participação do F-39E Gripen no SALITRE 2026 representa mais um passo na evolução do Programa Gripen no Brasil e reflete o avanço consistente da implementação da aeronave na Força Aérea Brasileira. Ao atuar pela primeira vez em um exercício multinacional fora do país, o Gripen reforça a interoperabilidade entre forças aéreas amigas e contribui para a cooperação em defesa na região. Para a Saab, acompanhar a FAB nesta etapa reafirma o valor de uma parceria construída com visão de longo prazo, transferência de tecnologia e desenvolvimento de capacidades estratégicas para o Brasil, afirma Peter Dölling, diretor-geral da Saab Brasil.

Missões de defesa aérea

Nas missões de defesa aérea, os F-39E Gripen têm a responsabilidade de proteger as demais aeronaves aliadas contra a força oponente simulada.

A consciência situacional proporcionada pelos sistemas e sensores do Gripen E permite que um grande volume de dados seja fundido e apresentado ao piloto de forma simplificada, auxiliando o processo decisório. Além disso, ganhamos superioridade ao compartilhar essas informações entre os F-39E da nossa esquadrilha, maximizando as chances de vitória, disse o Tenente-Coronel Vítor Bombonato, comandante do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA).

Preparação e desafios

A preparação para o SALITRE foi realizada por meio de exercícios conduzidos há pouco mais de um mês no Brasil, com a participação de outros esquadrões da FAB, além da criação do cenário de Antofagasta no simulador do Gripen, em Anápolis.

Mesmo sendo a primeira vez que os pilotos brasileiros voaram nesta região, ao chegarmos aqui, a sensação era de grande familiaridade com todo o ambiente operacional. Outro ponto de destaque é a autonomia do Gripen E. Poderíamos ter realizado um voo direto de Anápolis até Antofagasta, cobrindo essa grande distância sem necessidade de reabastecimento em voo, concluiu o Tenente-Coronel Bombonato.

Os caças Gripen cumpriram mais de 50 saídas e acumularam mais de 100 horas de voo, incluindo os traslados de ida e volta, com elevados índices de disponibilidade.