O governo brasileiro publicou as regras para o primeiro leilão exclusivo de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Uma empresa de engenharia, a TTS Energia, já se prepara para ajudar os vencedores a construir projetos que combinam energia solar com baterias, buscando investidores e parceiros para participar desse novo mercado.
A publicação das regras para o primeiro leilão de energia exclusivo para sistemas de armazenamento em baterias deve acelerar os investimentos nesse setor. A TTS Energia, empresa que constrói usinas solares, está se preparando para ajudar as empresas vencedoras a desenvolver projetos que juntam energia solar com baterias.
Com as regras definidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no início de junho, o mercado agora tem mais segurança para investir em armazenamento de energia em larga escala. A TTS Energia quer fazer parcerias com desenvolvedores, investidores e empresas que vão participar do leilão em dezembro.
- O leilão é exclusivo para sistemas de armazenamento de energia em baterias.
- As regras foram definidas pelo Ministério de Minas e Energia em junho.
- Os contratos terão prazo de 15 anos, dando segurança para os investidores.
- As baterias precisam ter autonomia mínima de quatro horas.
- A TTS Energia já construiu um projeto de microrrede com energia solar e baterias.
Segundo Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, a publicação das regras transforma uma expectativa em uma oportunidade real de negócios. "A definição das regras representa um marco para o armazenamento de energia no Brasil. Agora existe um ambiente que permite investir e desenvolver projetos com mais segurança", afirma. A empresa quer ser parceira tecnológica e de engenharia das empresas que vão participar.
A portaria do MME estabelece dois tipos de leilão: um para projetos com conteúdo nacional e outro para todos os sistemas de armazenamento. Os contratos terão 15 anos e as regras técnicas consolidam o armazenamento como algo importante para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico, reduzir problemas e aumentar o uso de fontes renováveis.
Também foram definidos critérios como autonomia mínima de quatro horas, eficiência e potência mínima. "Esses parâmetros vão impulsionar toda a cadeia de fornecedores, engenharia e construção", diz Hulshof.
Para o executivo, esse novo ambiente cria uma demanda por empresas que oferecem soluções completas de engenharia, construção e operação de sistemas de baterias. "Nossa expectativa é que o mercado evolua rápido nos próximos anos. Os empreendedores vão precisar de parceiros com experiência. É exatamente esse papel que queremos desempenhar", explica.
A empresa já criou uma área dedicada a projetos com armazenamento, oferecendo estudos de viabilidade, engenharia, construção, integração dos sistemas e operação e manutenção.
Além dos projetos para o leilão, a empresa também vê oportunidades em sistemas que combinam energia solar e armazenamento para indústrias, fazendas e projetos de geração distribuída.
Como parte dessa experiência, a TTS Energia desenvolveu uma microrrede que funciona fora da rede elétrica, composta por uma usina solar de 3 MWp, um gerador de 2,6 MVA e um sistema de baterias de 630 kVA / 1,26 MWh, com um sistema inteligente que controla automaticamente geração, armazenamento e consumo.
A empresa também instalou, em junho, um sistema de baterias no centro de distribuição da CorSolar, que é do Grupo Melo Cordeiro. O banco de baterias tem capacidade de 125 kW de potência e 260 kWh de armazenamento.
"Acreditamos que o armazenamento será um dos principais motores da próxima expansão do setor elétrico brasileiro. As baterias são mais do que uma tecnologia complementar e estão se consolidando como solução central para a estabilidade das redes e a expansão sustentável das fontes renováveis", conclui o executivo.



