A Fapesp está com uma oportunidade para startups e pequenas empresas de São Paulo. Ela vai dar até R$ 500 mil para cada projeto que ajude a criar novas tecnologias, como inteligência artificial e chips de computador. O objetivo é deixar o Brasil mais independente na área de tecnologia.
A Fapesp criou um novo programa para ajudar pequenas empresas e startups de São Paulo que tenham ideias inovadoras em software e hardware. O objetivo é tornar o Brasil mais independente em tecnologia. Serão R$ 25 milhões no total para financiar projetos.
Cada empresa pode receber até R$ 500 mil e terá 12 meses para desenvolver o projeto. As áreas de interesse incluem computação quântica, chips de computador (semicondutores) e segurança digital.
- O programa se chama PIPE Jornada Tecnológica Soberania Digital e é da Fapesp.
- Só podem participar empresas com até 250 funcionários que sejam de São Paulo.
- As ideias precisam ser inovadoras e ter um desafio técnico que ainda não foi resolvido.
- As inscrições para a primeira etapa vão até o dia 24 de junho de 2026.
- Quem ainda não tem empresa pode participar, desde que o pesquisador responsável seja um dos sócios.
Rodolfo Azevedo, que é o coordenador de inovação da Fapesp, explicou que o programa não serve para projetos que já têm tudo pronto. Ele financia ideias que ainda têm riscos e incertezas, ou seja, que precisam ser testadas e descobertas.
Para participar, a empresa precisa estar em São Paulo e ter no máximo 250 funcionários. Quem ainda não tem empresa aberta também pode participar, desde que o pesquisador seja um dos donos.
Áreas de tecnologia que podem participar
O programa tem 7 áreas principais para os projetos. Uma delas é a de Inteligência Artificial, que pode ser usada para criar sistemas que ajudam em decisões importantes, como na saúde ou em finanças. Outra área é a de Microeletrônica e Semicondutores, que é a parte de criar chips e circuitos para dispositivos como sensores e equipamentos de rede.
A área de Conectividade e Cidades Inteligentes quer desenvolver tecnologias para melhorar a internet 5G e preparar para o 6G, além de usar dados para tornar as cidades mais seguras e eficientes. Já a área de Tecnologias Quânticas e Sensores inclui sistemas de segurança para o futuro, para proteger informações de ataques de computadores muito potentes.
Segurança digital (cibersegurança) é outra área, com foco em proteger dados e sistemas importantes, como os de energia e água. Também tem a área de Tecnologias Habilitadoras, que são aquelas tecnologias-gerais que permitem que outras inovações existam, como a computação em nuvem e o blockchain.
Por último, uma novidade é a área de Divulgação Científica, que busca formas criativas de explicar ciência e tecnologia para as pessoas, como sites, jogos ou ferramentas de jornalismo.
Como montar a equipe e se inscrever
Um ponto importante do programa é que o dinheiro da reserva técnica pode ser usado para pagar a incubação da empresa ou para treinar a equipe. Mas a formação da equipe é algo que será muito avaliado. É preciso ter pessoas que morem em São Paulo e que tenham tempo para trabalhar no projeto.
Para evitar que o projeto pare depois da primeira fase, a empresa pode pedir para continuar na Fase 2 a partir do 8º mês. A coordenação recomenda que os interessados leiam o edital completo e as perguntas frequentes no site da Fapesp para entender todos os detalhes.
Ao se inscrever, é importante descrever bem o problema, o desafio técnico e a oportunidade de mercado. Mas o resumo público do projeto deve ser escrito com cuidado, porque ele será publicado no site da Fapesp se o projeto for aprovado. A empresa não pode colocar informações secretas ou que possam ser copiadas por concorrentes nessa parte pública.

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