17 de junho de 2026

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Empresas usam métodos colaborativos para equilibrar tecnologia e participação das equipes

Tecnologia Colaboração 17/06/2026 15:38 Jarbas Martins, especialista em gestão de negócios e facilitador certificado, para a JM Consultoria

Com o avanço da inteligência artificial e da automação, as empresas estão cada vez mais interessadas em treinamentos que desenvolvem habilidades como criatividade, trabalho em equipe, pensamento crítico e resolução de problemas. Métodos como o LEGO Serious Play, que usa blocos de montar para transformar ideias em modelos visuais, estão sendo usados para ajudar equipes a planejar estratégias, tomar decisões e melhorar a comunicação. O especialista Jarbas Martins explica que essas dinâmicas criam um ambiente onde todos podem participar, não apenas os líderes, e ajudam a resolver desafios complexos de forma colaborativa.

À medida que o uso de inteligência artificial e automação avança em empresas de diversos setores, cresce também o interesse por treinamentos e métodos que desenvolvem habilidades como criatividade, colaboração, pensamento crítico e resolução de problemas complexos. Nesse cenário, dinâmicas que estimulam a participação dos profissionais nas discussões estratégicas e na construção coletiva de soluções têm ganhado espaço no ambiente corporativo.

  • O método LEGO Serious Play usa blocos de montar para transformar ideias em modelos visuais, ajudando equipes a alinhar estratégias e tomar decisões.
  • Empresas estão buscando formas de equilibrar o avanço da tecnologia com a participação ativa dos funcionários.
  • Jarbas Martins, especialista em gestão, afirma que a inteligência artificial não substitui habilidades humanas como criatividade e empatia.
  • A metodologia permite que todos os profissionais participem, não apenas os mais extrovertidos ou líderes.
  • Inicialmente vista como brincadeira, a abordagem agora é reconhecida como ferramenta séria para inovação e desenvolvimento de equipes.

Uma delas é o LEGO SERIOUS PLAY, método que usa os blocos de montagem para transformar ideias e percepções em representações visuais, com o objetivo de apoiar processos de alinhamento, reflexão e tomada de decisão. A abordagem tem sido aplicada em projetos de planejamento estratégico, governança corporativa, sucessão empresarial e desenvolvimento de lideranças. Durante as sessões, os participantes usam os modelos para compartilhar percepções, explorar diferentes pontos de vista e construir soluções de forma colaborativa.

Participação de todos na construção de soluções

Para Jarbas Martins, especialista em gestão de negócios e facilitador certificado da metodologia, o crescimento do interesse por abordagens deste tipo acompanha a busca das empresas por formas mais efetivas de estimular a participação das equipes e qualificar os processos de tomada de decisão. "A inteligência artificial amplia o acesso em muitos sentidos, mas não é capaz de substituir competências como criatividade, pensamento crítico, empatia, colaboração e capacidade de resolver problemas complexos. A tecnologia melhora a produtividade, mas são as pessoas que dão direção, contexto e propósito às decisões e à inovação", diz.

Como funciona a dinâmica colaborativa

O método segue um princípio simples: todos constroem, todos participam e todos compartilham. A proposta é criar um ambiente em que diferentes pontos de vista possam aparecer e ajudar na compreensão dos desafios enfrentados pelas organizações. "A metodologia cria um ambiente que permite que todos participem ativamente do processo, não apenas os profissionais mais extrovertidos ou aqueles que ocupam posições de liderança. O fato é que em todas as vezes temos a oportunidade de ouvir percepções, problemas e oportunidades que dificilmente apareceriam em reuniões convencionais", explica Jarbas.

Mudança na percepção do mercado

O especialista também destaca que a percepção do mercado sobre a metodologia mudou ao longo dos anos. Inicialmente associada a atividades de integração, a abordagem passou a ser reconhecida por sua aplicação em processos de estratégia, inovação e desenvolvimento organizacional. "No início, muitas empresas enxergavam a metodologia apenas como uma dinâmica lúdica. Hoje existe uma compreensão maior de que se trata de uma ferramenta estruturada, com fundamentos científicos e aplicações práticas para desafios reais de estratégia, inovação e desenvolvimento de equipes", comenta.

Segundo ele, a procura pela metodologia também foi impulsionada à medida que as empresas passaram a enfrentar desafios mais complexos relacionados à estratégia, cultura organizacional, sucessão e alinhamento entre lideranças. Esse movimento também ampliou a demanda por facilitadores credenciados e treinamentos específicos para a aplicação da metodologia.

Para quem é indicado o método

A abordagem pode ser usada por organizações de diferentes tamanhos, especialmente em momentos de mudanças, crescimento ou necessidade de alinhamento entre sócios, lideranças e equipes. "Temos utilizado a metodologia para apoiar discussões sobre visão de futuro, prioridades e planos de ação, além de projetos de governança e sucessão empresarial. O papel do facilitador é adaptar as ferramentas aos desafios de cada organização e criar um ambiente em que diferentes perspectivas possam contribuir para decisões mais consistentes", conclui.