A plataforma de apostas Kalshi, onde pessoas fazem palpites sobre eventos como eleições e esportes, está criando novas regras para impedir que pessoas usem informações privilegiadas para ganhar dinheiro. Agora, alguns usuários terão que dizer onde trabalham antes de fazer certas apostas. Isso acontece depois de vários casos de apostas ilegais, incluindo um ex-deputado e até um soldado americano que apostou em uma operação militar secreta.
A Kalshi, uma plataforma onde pessoas fazem apostas sobre resultados de eleições, eventos esportivos e cultura, anunciou que vai começar a pedir informações sobre onde os usuários trabalham. O objetivo é impedir que pessoas usem informações secretas para ganhar dinheiro de forma ilegal, o que é chamado de insider trading.
- Usuários que quiserem apostar em mercados com risco de manipulação terão que informar seu local de trabalho.
- Ex-deputado George Santos está sendo investigado por suspeita de usar informações privilegiadas para apostar na Kalshi.
- Candidatos ao Congresso dos EUA foram pegos apostando nas próprias eleições.
- Um funcionário do Google foi acusado de usar informações da empresa para apostar em outra plataforma, a Polymarket.
- Um soldado americano é suspeito de ter apostado com sucesso em uma operação militar contra o presidente da Venezuela.
A plataforma disse que a nova regra vai valer para "mercados com risco maior de insider trading ou manipulação". Um exemplo seria uma aposta sobre qual empresa de inteligência artificial, como OpenAI ou Anthropic, vai abrir suas ações na bolsa de valores primeiro.
As plataformas de apostas em eventos estão cada vez mais populares, mas também estão enfrentando preocupações sobre o uso de informações privilegiadas. A Kalshi disse que, no primeiro trimestre deste ano, fez mais de 20 denúncias de possíveis atividades ilegais para a polícia, depois de abrir mais de 150 investigações próprias.
Casos recentes de apostas ilegais
Um ex-deputado americano chamado George Santos está sendo investigado por suspeita de usar informações que só ele tinha para fazer apostas na Kalshi. No começo do ano, a própria Kalshi descobriu que candidatos ao Congresso dos estados de Minnesota, Texas e Virgínia estavam apostando nas próprias eleições.
No mês passado, um funcionário do Google foi acusado de usar informações da empresa para fazer apostas em outra plataforma, a Polymarket. E, no começo do ano, um soldado americano foi flagrado fazendo apostas que acertaram o resultado de uma operação militar para tirar o presidente da Venezuela do poder. Ele se declarou inocente.
Como a Kalshi vai funcionar com as novas regras
A Kalshi disse que, ao pedir mais informações sobre onde os usuários trabalham, vai conseguir identificar pessoas que podem ter informações privilegiadas e impedir que elas façam apostas antes mesmo de o negócio ser fechado. A empresa também disse que vai usar um sistema de pontuação de risco para identificar mercados que parecem mais propensos a manipulação ou insider trading, como aqueles relacionados a questões de segurança nacional.
O crescimento das plataformas de apostas
As plataformas de apostas em eventos, como a Kalshi, ficaram muito populares nos últimos anos, especialmente nos Estados Unidos. Lá, elas são tratadas como investimentos, e não como jogos de azar, o que permite que funcionem em todos os 50 estados, mesmo com restrições contra apostas comuns.
Milhões de pessoas estão apostando bilhões de dólares em resultados de eventos públicos, o que tem gerado preocupações sobre o uso de informações privilegiadas e a banalização de assuntos sérios, como ações militares. No começo do ano, a Casa Branca alertou seus funcionários para não usarem informações sigilosas para apostar nessas plataformas, depois de relatos de apostas feitas no momento certo antes da guerra entre EUA, Israel e Irã.

A plataforma de apostas Kalshi está sendo investigada por permitir apostas com informações privilegiadas


