A plataforma de apostas Kalshi anunciou que vai começar a perguntar onde as pessoas trabalham antes de permitir algumas apostas. A ideia é evitar que funcionários de empresas usem informações secretas para ganhar dinheiro, o que é chamado de 'insider trading'. A medida foi tomada porque várias pessoas já foram pegas usando informações privilegiadas para fazer apostas certas. A Kalshi espera que, com essa nova regra, consiga identificar quem pode estar agindo de má fé antes que a aposta seja feita.
Pessoas que quiserem fazer certas apostas na plataforma de apostas Kalshi vão ter que contar onde trabalham. A empresa quer parar o chamado 'insider trading', que é quando alguém usa informações secretas para ganhar dinheiro em apostas.
A Kalshi é um site onde as pessoas apostam umas contra as outras em eventos como eleições, jogos de esporte e até coisas da cultura pop. Na terça-feira, a empresa disse que vai começar a pedir informações de trabalho de quem quiser fazer apostas que poderiam se beneficiar de informações privilegiadas.
- A Kalshi quer saber onde as pessoas trabalham para evitar que funcionários usem informações secretas da empresa para ganhar dinheiro
- Um ex-deputado chamado George Santos está sendo investigado por suspeita de insider trading na Kalshi
- Candidatos a cargos políticos nos EUA foram pegos apostando nas próprias eleições
- Um funcionário do Google foi acusado de usar informações da empresa para apostar em outra plataforma
- A Kalshi já fez mais de 150 investigações internas e mandou mais de 20 casos para a polícia
A Kalshi disse que a regra vai valer para 'mercados com alto risco de informações privilegiadas ou manipulação'. Um exemplo é uma aposta sobre qual empresa de tecnologia, OpenAI ou Anthropic, vai abrir suas ações na bolsa de valores primeiro.
As plataformas de apostas como a Kalshi estão cada vez mais populares. Mas com isso, também crescem as preocupações com o insider trading.
Casos de suspeita de insider trading
O ex-deputado americano George Santos está sendo investigado por suspeita de insider trading na Kalshi, de acordo com a rádio NPR.
No começo deste ano, a Kalshi descobriu que candidatos ao Congresso dos estados de Minnesota, Texas e Virgínia estavam apostando nas próprias eleições.
A Kalshi disse que, nos primeiros três meses deste ano, fez mais de 150 investigações próprias e mandou mais de 20 casos suspeitos para a polícia.
Outros casos de uso de informações privilegiadas
No mês passado, um funcionário do Google foi acusado de insider trading. Ele usou informações da empresa para fazer apostas em outra plataforma chamada Polymarket.
No começo do ano, um soldado americano foi acusado de fazer apostas que deram certo sobre uma operação militar na Venezuela. Ele disse que não é culpado.
Como a Kalshi vai evitar novas fraudes
A Kalshi explicou que, ao pedir mais informações sobre onde os usuários trabalham, vai conseguir 'identificar pessoas que podem ter informações privilegiadas' e barrá-las antes que a aposta seja feita.
A empresa disse que vai usar um sistema de pontuação de risco para identificar quais mercados de apostas têm mais chance de serem manipulados, como os que envolvem segurança nacional.
'Ao avaliar o risco de segurança nacional antes de liberar um mercado, podemos evitar que eventos perigosos afetem nossas apostas', disse a empresa.
O crescimento das plataformas de apostas
Plataformas como a Kalshi ficaram muito populares nos últimos anos, principalmente nos Estados Unidos. Lá, elas são tratadas como investimentos, e não como jogos de azar, o que permite que funcionem em todos os 50 estados.
Milhões de pessoas apostam bilhões de dólares em praticamente qualquer evento público. Por causa disso, as plataformas estão sendo vigiadas de perto por causa do insider trading e também por transformar assuntos sérios, como ações militares, em jogos de aposta.
No começo do ano, a Casa Branca avisou seus funcionários para não usarem informações secretas para fazer apostas em sites de previsão. Isso aconteceu depois que foram descobertas apostas suspeitas antes da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A plataforma de apostas Kalshi está sob investigação por problemas de insider trading


