31 de maio de 2026

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Sensores profundos na Antártida detectam terremotos, tsunamis e testes nucleares

Tecnologia Antártida 31/05/2026 09:37 Beto Souza cnnbrasil.com.br

Cientistas dos Estados Unidos estão instalando equipamentos muito fundo no gelo da Antártida para monitorar tremores de terra, ondas gigantes e explosões atômicas. Esses sensores, os mais profundos já colocados, vão ajudar a proteger o planeta de desastres naturais e garantir a segurança global.

Cientistas do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) estão instalando dois novos sismômetros a mais de 8.000 pés - aproximadamente 2,4 km - de profundidade sob a camada de gelo na Antártida.

O projeto, realizado durante o inverno antártico, visa ampliar a Rede Sismográfica Global da organização para aprimorar o monitoramento de terremotos, o suporte a alertas de tsunami e a fiscalização de testes nucleares.

  • Os sensores são os mais profundos já instalados no mundo, ficando a 2,4 km abaixo do gelo.
  • Eles conseguem detectar terremotos, tsunamis e até testes nucleares secretos.
  • O gelo da Antártida é um lugar silencioso, ideal para captar ondas sísmicas com clareza.
  • O projeto conta com parceria de universidades e institutos de pesquisa dos EUA.
  • Os dados vão ajudar a emitir alertas mais rápidos sobre desastres naturais no mundo todo.

Impacto na pesquisa geofísica global

Além do registro de grandes tremores, os novos sensores captam ondas de longo período e tremores de alta frequência.

Esses dados são fundamentais para que a comunidade científica estude o movimento do gelo, a sismicidade global e a estrutura interna da Terra.

Tecnologia de precisão no ambiente polar

A instalação destes sensores em profundidades recordes permite que os equipamentos operem em um dos ambientes mais silenciosos e estáveis do planeta.

Suspensos no interior do gelo antártico, os dispositivos conseguem detectar sinais sísmicos sutis com uma clareza sem precedentes, livre de interferências superficiais.

A operação é fruto de uma colaboração técnica entre o Observatório Sismológico de Albuquerque do USGS, o Observatório de Neutrinos IceCube, a Universidade de Wisconsin-Madison e a National Science Foundation (NSF).

Os sismômetros foram projetados para resistir às condições extremas de baixas temperaturas e pressão intensa das profundezas da calota polar.