Startups brasileiras captam R$ 12 bilhões no 1º semestre de 2026. Fintechs lideram, seguidas por healthtechs e agritechs.
O ecossistema de startups brasileiro captou R$ 12 bilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2025, segundo relatório da Associação Brasileira de Startups (ABS). O número representa o melhor primeiro semestre da história para o setor e sinaliza a maturidade crescente do empreendedorismo inovador no país.
As fintechs seguem como o segmento que mais atrai investimentos, respondendo por 42% do total captado. As principais rodadas foram de bancos digitais e plataformas de pagamento que expandiram suas operações para crédito consignado e investimentos. O destaque foi a Neon, que captou R$ 1,8 bilhão em rodada série E, e a CloudWalk, dona da maquininha InfinitePay, que levantou R$ 1,2 bilhão.
- Contexto: O ecossistema de startups brasileiro captou R$ 12 bilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 35% em.
- Dado relevante: As fintechs seguem como o segmento que mais atrai investimentos, respondendo por 42% do total captado.
- Impacto: Na segunda posição, as healthtechs captaram R$ 2,8 bilhões (23% do total), impulsionadas pelo crescimento da.
- Desdobramento: O capital internacional respondeu por 58% dos investimentos, com fundos dos Estados Unidos, Europa e Ásia aumentando.
- Perspectiva: Com a injeção de capital, as startups brasileiras devem gerar 45 mil novos empregos diretos até o final de 2026,.
Fintechs lideram o ranking
Na segunda posição, as healthtechs captaram R$ 2,8 bilhões (23% do total), impulsionadas pelo crescimento da telemedicina e dos prontuários eletrônicos. A Alice, plano de saúde digital, e a Conexa Saúde, plataforma de consultas online, foram as que mais receberam investimento. As agritechs vieram em terceiro lugar, com R$ 1,6 bilhão (13%), impulsionadas pela safra recorde e pela demanda por tecnologias de precisão no campo.
Healthtechs e agritechs em ascensão
O capital internacional respondeu por 58% dos investimentos, com fundos dos Estados Unidos, Europa e Ásia aumentando sua exposição ao Brasil. O venture capital nacional representou 32%, e os investidores-anjo, 10%. O ticket médio das rodadas cresceu 28%, indicando que as startups brasileiras estão amadurecendo e atraindo rodadas maiores.
Perfil dos investidores
Com a injeção de capital, as startups brasileiras devem gerar 45 mil novos empregos diretos até o final de 2026, segundo projeções da ABS. As áreas mais demandadas incluem engenharia de software, ciência de dados, produto e vendas. Os salários médios no setor cresceram 18% em relação ao ano anterior.
Mercado de trabalho aquecido
Para o segundo semestre, a expectativa é de continuidade do fluxo de investimentos, com destaque para possíveis IPOs de startups maduras e a entrada de novos fundos internacionais no país. O relatório aponta que, mantido o ritmo, 2026 pode fechar com mais de R$ 25 bilhões em investimentos, superando o recorde de 2021.



