O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da CACB, reuniu lideranças empresariais e parlamentares em Brasília (DF) para defender mais mulheres nos espaços de poder e apoiar a candidatura de Tereza Cristina (PP-MS) à Presidência do Senado Federal, cargo que nunca foi ocupado por uma mulher.
O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), que faz parte da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), promoveu nesta quarta-feira (4), em Brasília (DF), um encontro com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). O objetivo foi debater a presença feminina nos espaços de decisão política e o protagonismo das mulheres na construção dos rumos do país.
Durante o evento, Tereza Cristina falou sobre os desafios que o Brasil deverá enfrentar nos próximos anos e defendeu que o Congresso Nacional exerça seu papel com responsabilidade, transparência e compromisso com a sociedade. Ao comentar o cenário político e econômico, afirmou que a próxima gestão terá de lidar com problemas que, em sua avaliação, foram criados pelo atual governo. Agora ele precisa desarmar essa bomba que ele mesmo armou, declarou.
- O encontro foi promovido pelo CMEC, ligado à CACB, em Brasília (DF).
- A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é candidata à Presidência do Senado Federal.
- O Senado nunca foi presidido por uma mulher em mais de dois séculos de história.
- A eleição para a Presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro.
- O CMEC reúne mais de mil núcleos e quer ampliar a participação feminina nos espaços de decisão.
Senado deve analisar matérias pelo mérito
A senadora ressaltou a importância de o Senado analisar as matérias pelo mérito, sem que disputas partidárias se sobreponham ao interesse público. Também defendeu transparência e rastreabilidade na destinação das emendas parlamentares e diálogo entre os Poderes.
Na abertura do encontro, a presidente do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, ressaltou que as mulheres precisam ser protagonistas na formulação de políticas públicas e nas decisões que impactam o desenvolvimento do país, e não apenas destinatárias dessas iniciativas.
Ana Claudia anunciou a mobilização da rede nacional do CMEC, que reúne mais de mil núcleos, para ampliar o diálogo e a participação das mulheres nessa agenda. A proposta é fortalecer a articulação entre as lideranças empresariais e parlamentares, levando as demandas das empreendedoras aos espaços de decisão.
Apartidária, mas não apolítica
Somos uma entidade apartidária, mas não apolítica. Defendemos que as mulheres ocupem os espaços que desejarem, no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, levando ao exercício do poder o diálogo, a conciliação e a defesa de seus valores. Se as mulheres são 51% da população, também precisam estar representadas nos espaços de decisão, disse a presidente do CMEC DF, Beatriz Guimarães.
O encontro contou, ainda, com a participação de Mônica Monteiro, representante da FNME/CNI e da WBA BRICS, além de lideranças empresariais e parlamentares de diferentes partidos.
Candidatura à Presidência do Senado
Um dos principais temas do encontro foi a candidatura de Tereza Cristina à Presidência do Senado Federal. A Casa, em mais de dois séculos de história, nunca foi presidida por uma mulher. A senadora colocou seu nome à disposição para a disputa, cuja eleição está prevista para 1º de fevereiro, e destacou a importância de ampliar a participação feminina nos espaços de poder.
Tereza Cristina defendeu a mobilização das mulheres em torno dessa pauta e pediu que as lideranças fortaleçam a articulação política e a divulgação da candidatura.
Já a deputada Soraya Santos (PL-RJ) destacou a importância de uma articulação suprapartidária para ampliar a representatividade feminina. Defendeu que uma eventual eleição de Tereza Cristina seja acompanhada do compromisso de abrir mais espaço para mulheres nos órgãos de decisão e de evitar retrocessos nas pautas relacionadas à participação feminina. Que ela seja a primeira, mas não a última, afirmou.
Representação feminina e apoio político
O Legislativo é o único Poder que nunca teve uma mulher na presidência, destacou a parlamentar. Hoje, mais de 51% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Além disso, 62% das mulheres com câncer e 70% das mães solo de filhos com deficiência são as principais provedoras da casa. Não há como decidir a economia sem as mulheres na mesa de negociação, pontuou a congressista.
Também presente ao evento, a deputada federal Marussa Boldrin (Republicanos-GO) reforçou a necessidade de transformar o apoio em mobilização concreta. Boldrin convocou as lideranças presentes a procurar os senadores de seus estados e apresentar o nome da senadora. Também defendeu maior presença feminina em áreas como economia, agronegócio, comércio, cooperativismo e outros setores.
Em sua participação, já no final do evento, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou a dimensão e a capacidade de mobilização do conselho, que reúne mais de mil conselhos e mais de 100 mil mulheres empreendedoras, e manifestou apoio à candidatura de Tereza Cristina, destacando sua capacidade de diálogo e de contribuir para o equilíbrio institucional.
Diversidade e preparo técnico
Entre as diversas lideranças femininas presentes no evento, também esteve Tânia Zanella, presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ela afirma ser fundamental encontros com diversidade de representações de instituições, de empresas e de parlamentares para discutir o papel da liderança e protagonismo feminino nos quadros de decisão. Sobre o evento, a representante da OCB afirmou que esses fóruns discutem como a mulher pode construir esse caminho e de fato exercer esse protagonismo dentro das suas instituições, dentro das suas empresas e também no cenário político, disse Zanella.
Durante o evento, a diretora técnica do Sebrae Nacional, Margareth Coelho, também reforçou o papel do preparo técnico e da articulação do setor produtivo com os governos. Conhecemos o custo da trajetória de uma mulher até o topo na gestão. O país necessita de lideranças capacitadas, com experiência no Executivo e no Legislativo, capazes de unir a sociedade em prol do crescimento, defendeu Coelho.

Assessoria de Comunicação da CACB


