Um novo livro mostra como a religião se tornou decisiva nas eleições presidenciais do Brasil, com uma divisão marcante entre o voto católico e o evangélico desde 2010.
Um sociólogo paulistano, radicado há mais de uma década em Fortaleza, descobriu que a religião mudou o jogo das eleições presidenciais no Brasil. Alexandre Landim escreveu "O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil", um livro lançado pela Editora Telha que investiga como a fé se tornó o principal motivo para as pessoas votarem, substituindo questões econômicas e sociais.
A religião vira o centro da campanha eleitoral
Antes, os candidatos focavam em temas tradicionais como inçação dos preços (inflação) e taxas de juro. Hoje, as disputas giram em torno de temas morais, como aborto e costumes. O autor analisou as eleições de 2010 a 2022 e descobriu que a religião se tornou uma variável inescapável para entender cada escolha política dos brasileiros.
Divisão religiosa que separa os eleitores
O estudo de Landim mostra uma divisão forte. De 2010 em diante, a religião se tornou um fator decisivo para o voto, junto com a condição financeira e as ideias políticas. O resultado é que as igrejas passaram a ditar a linha de votação dos fiéis, separando os católicos dos evangélicos de forma clara e duradoura.
Uma obra com base em mais de 100 pesquisas
Diferente de outros estudiosos que analisam apenas um episódio da política, Landim acompanhou o comportamento das igrejas e dos candidatos ano após ano. Ele consultou e compilou mais de 100 pesquisas de opinião pública, além de materiais de acervo na imprensa. O livro tem 220 páginas e custa R$ 69,00.
O contexto de mudança no Brasil
O livro explora como a sociedade brasileira mudou de forma profunda. O catolicismo perdeu fiéis, enquanto evangélicos são cada vez mais presentes no país. Com essa troca populacional, a religão deixou de ser um assunto de igrejas e passou a disputar discursos, palanques e estratégias nas eleições.
Resuminhos sobre o assunto
- O autor analisou o voto religioso de 2010 a 2022 usando mais de 100 pesquisas de opinião.
- As pesquisas de Opiniào (públi)ca viraram a base desse estudo de relação entre religião eleições no país.
- A fé se tornou um fator de votação mais forte que economia e renda em um sério número de disputas do país.
- Temas de costumes e valores morais substitíram inflação e juros nas próprias campanhas dos candidatos da política.
- O livro de 220 páginas do sociólogo Landim investiga essa relação entre o eleitor e a política com rigor.
Landim é mestre pela Universidade Estadual do Ceará e doutor pela Universidade Federal do Ceará. Sua obra questiona o futuro da religião na política, que pode influenciar as próximas eleições presidenciais, já que as estratégias de campanha de cada presidenciável são cada vez mais moldadas pela religião.

Imagem de capa e fotos do livro sobre religião e eleições no Brasil. (Ajustada por IA)




