03 de novembro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Religião na política: como católicos e evangélicos vão votar

Política Religião 03/11/2026 09:36 Marcelo Boero Fortaleza CE

Um novo livro mostra como a religião se tornou decisiva nas eleições presidenciais do Brasil, com uma divisão marcante entre o voto católico e o evangélico desde 2010.

Um sociólogo paulistano, radicado há mais de uma década em Fortaleza, descobriu que a religião mudou o jogo das eleições presidenciais no Brasil. Alexandre Landim escreveu "O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil", um livro lançado pela Editora Telha que investiga como a fé se tornó o principal motivo para as pessoas votarem, substituindo questões econômicas e sociais.

A religião vira o centro da campanha eleitoral

Antes, os candidatos focavam em temas tradicionais como inçação dos preços (inflação) e taxas de juro. Hoje, as disputas giram em torno de temas morais, como aborto e costumes. O autor analisou as eleições de 2010 a 2022 e descobriu que a religião se tornou uma variável inescapável para entender cada escolha política dos brasileiros.

Divisão religiosa que separa os eleitores

O estudo de Landim mostra uma divisão forte. De 2010 em diante, a religião se tornou um fator decisivo para o voto, junto com a condição financeira e as ideias políticas. O resultado é que as igrejas passaram a ditar a linha de votação dos fiéis, separando os católicos dos evangélicos de forma clara e duradoura.

Uma obra com base em mais de 100 pesquisas

Diferente de outros estudiosos que analisam apenas um episódio da política, Landim acompanhou o comportamento das igrejas e dos candidatos ano após ano. Ele consultou e compilou mais de 100 pesquisas de opinião pública, além de materiais de acervo na imprensa. O livro tem 220 páginas e custa R$ 69,00.

O contexto de mudança no Brasil

O livro explora como a sociedade brasileira mudou de forma profunda. O catolicismo perdeu fiéis, enquanto evangélicos são cada vez mais presentes no país. Com essa troca populacional, a religão deixou de ser um assunto de igrejas e passou a disputar discursos, palanques e estratégias nas eleições.

Resuminhos sobre o assunto

  • O autor analisou o voto religioso de 2010 a 2022 usando mais de 100 pesquisas de opinião.
  • As pesquisas de Opiniào (públi)ca viraram a base desse estudo de relação entre religião eleições no país.
  • A fé se tornou um fator de votação mais forte que economia e renda em um sério número de disputas do país.
  • Temas de costumes e valores morais substitíram inflação e juros nas próprias campanhas dos candidatos da política.
  • O livro de 220 páginas do sociólogo Landim investiga essa relação entre o eleitor e a política com rigor.

Landim é mestre pela Universidade Estadual do Ceará e doutor pela Universidade Federal do Ceará. Sua obra questiona o futuro da religião na política, que pode influenciar as próximas eleições presidenciais, já que as estratégias de campanha de cada presidenciável são cada vez mais moldadas pela religião.