26 de outubro de 2026

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Lula reeleito sem maioria no Congresso e EWZ despenca 26%

Política Governo Lula 26/10/2026 08:06 Redação BRA 1 - Diário

Lula é reeleito sem maioria no Congresso e EWZ despenca 26% no pre-market. Ajuste fiscal e crise no STF pressionam o 4º mandato, com investidores em alerta.

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato presidencial, confirmada em outubro de 2026, coloca o novo governo diante de um cenário de alta complexidade: falta de maioria no Congresso, necessidade de ajuste fiscal e crise no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o mercado financeiro reage com queda de 26% no ETF do Brasil no exterior (EWZ) no pre-market, segundo InfoMoney e Terra.

O resultado das urnas encerra uma campanha polarizada e abre um novo ciclo político marcado por expectativas contraditórias. De um lado, as promessas de campanha de Lula, que incluem avanços em tecnologia; de outro, a reação negativa do mercado financeiro, com a queda do EWZ no pre-market. A cobertura do Estadão destaca, em cinco gráficos, os desafios do quarto mandato, enquanto o Correio Braziliense avalia que a democracia brasileira passa por um teste de maturidade.

  • Lula terá de governar sem maioria no Congresso, o que exigirá negociação permanente com o Legislativo.
  • O ajuste fiscal é visto como prioridade para acalmar o mercado e garantir a credibilidade do novo governo.
  • O EWZ, principal ETF do Brasil no exterior, caiu 26% no pre-market após a reeleição, sinalizando aversão a risco.
  • A crise no STF deve marcar o início do mandato e testar a relação entre os Poderes.
  • A agenda de tecnologia para 2027 está entre as promessas que precisarão ser conciliadas com o orçamento.

A reação do mercado foi imediata. Segundo o InfoMoney, o EWZ, fundo negociado em Nova York que replica as ações brasileiras, registrou queda de 26% no pre-market na segunda-feira, 26 de outubro de 2026. O movimento reflete a percepção de risco fiscal e político, já que o novo governo terá de lidar com um Congresso fragmentado e com a necessidade de aprovar medidas de ajuste.

A articulação política será um dos primeiros testes. De acordo com o Terra, Lula não terá maioria no Congresso, o que o obrigará a construir alianças para aprovar pautas essenciais. A crise no STF, mencionada na mesma cobertura, adiciona outro elemento de tensão institucional, exigindo do presidente eleito uma postura de mediação entre os Poderes.

No campo fiscal, o desafio é duplo: cumprir promessas de campanha e ao mesmo tempo sinalizar responsabilidade com as contas públicas. O Estadão aponta, em análise gráfica, que o novo mandato começa com desafios econômicos. A equipe econômica e as diretrizes fiscais serão observadas de perto pelo mercado, que busca sinais de compromisso com a sustentabilidade da dívida.

A agenda de tecnologia também entra no radar. O site EldoGomes.com.br listou dez pontos que devem pautar o setor em 2027, incluindo temas como regulação de plataformas e inteligência artificial. Essas promessas, no entanto, dependem de orçamento e de aprovação no Congresso, o que pode limitar o alcance das medidas.

O cenário é de expectativa e cautela. O Correio Braziliense, em editorial, avalia que a democracia brasileira está no teste da maturidade, com a necessidade de diálogo entre os Poderes e respeito ao resultado das urnas. A forma como Lula conduzirá o início do mandato será decisiva para a confiança dos agentes econômicos e da sociedade.

Congresso e governabilidade

A composição do novo Congresso impõe um cenário de negociação constante. Sem maioria consolidada, o governo Lula precisará de coalizões para aprovar reformas e pautas prioritárias. O Terra destaca que a falta de maioria no Congresso é um dos principais obstáculos para o quarto mandato, especialmente em um momento de crise no STF.

A relação com o Legislativo será testada já nos primeiros meses, com a definição do orçamento e a eventual apresentação de propostas de ajuste. A experiência anterior de Lula com o presidencialismo de coalizão pode ajudar, mas o ambiente político atual é mais fragmentado, o que exige maior habilidade de articulação.

Ajuste fiscal e reação do mercado

O mercado financeiro deu o tom da preocupação com a reeleição. A queda de 26% do EWZ no pre-market, reportada pelo InfoMoney, é um sinal de preocupação dos investidores com o rumo fiscal do novo governo. O Estadão, por sua vez, questiona se a eleição já foi precificada e o que esperar de ações, dólar e Tesouro.

A equipe econômica será observada de perto. A definição do ministro da Fazenda e das diretrizes fiscais será crucial para acalmar os mercados. O novo governo terá de equilibrar a necessidade de investimentos públicos com a sustentabilidade da dívida, em um contexto de restrições orçamentárias e desconfiança do mercado.

Promessas e agenda para 2027

Durante a campanha, Lula apresentou promessas em diversas áreas, incluindo tecnologia. O EldoGomes.com.br elencou dez pontos para o setor de tecnologia em 2027, como a regulação de plataformas digitais e o avanço da inteligência artificial. Essas iniciativas, no entanto, dependem de recursos e de aprovação legislativa.

O desafio é conciliar as promessas de campanha com o ajuste fiscal, em um momento em que o mercado cobra responsabilidade. A forma como o governo priorizará esses temas será definida nos primeiros meses de mandato, com a apresentação do orçamento e das diretrizes econômicas.

O quarto governo Lula começa sob pressão de todos os lados: mercado, Congresso e sociedade. A capacidade de articular uma base política, apresentar um plano fiscal crível e responder às crises institucionais definirá o tom do mandato. Os próximos passos incluem a formação do ministério, a primeira proposta orçamentária e a sinalização da política econômica, que serão observados de perto por investidores e analistas.

Referências