21 de outubro de 2026

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Juiz é o verdadeiro vilão das eleições, diz advogada

Política Justiça 21/10/2026 19:08 Kátia Magalhães | Instituto Liberal

Kátia Magalhães, advogada e autora do artigo, afirma que decisões do STF manipularam o processo eleitoral para beneficiar Lula e inviabilizar a candidatura de Bolsonaro. Para ela, votar será um ato contra um sistema judiciário autoritário que ameaça a democracia.

Segurança, empregos, poder de compra, saúde e educação são os temas que normalmente dominam as eleições. No entanto, nos últimos anos, o foco deve ser a área judicial, pois ela é a base para discutir os outros problemas.

A trajetória dos candidatos à Presidência mostra que eles não são apenas políticos, mas peças de um jogo controlado por juízes. De um lado, Lula, que retornou ao poder graças a uma manobra legal que anulou suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro. Do outro, o filho de Bolsonaro, que entrou na disputa porque o pai foi proibido de concorrer por uma decisão arbitrária de juízes que puniram um presidente por falar com embaixadores. Assim, os candidatos foram escolhidos por juízes autoritários, e não por partidos.

  • Lula só venceu as eleições porque um juiz anulou suas condenações por corrupção.
  • O filho de Bolsonaro só é candidato porque o pai foi impedido de concorrer por decisão judicial.
  • O STF age como um juiz de futebol, escolhendo o lado do jogo.
  • Juizes estão presos e prendendo opositores, ignorando a separação de poderes.
  • O próximo presidente poderá escolher novos ministros do STF, mudando o rumo da Justiça.

Mídia e STF criam medo para manipular o eleitor

A grande mídia criou estereótipos para ambos os candidatos. A esquerda é vendida como a "boia de salvação" contra um "tsunami golpista" da direita, chamada de "extremista". Nesse cenário, o Supremo Tribunal Federal (STF) se apresenta como o defensor da democracia, mesmo que a Constituição não dê a ele esse papel. Na visão da autora, o STF retira a venda dos olhos da Justiça para combater o "golpismo", escolhendo um lado da briga.

Prisões políticas e interferência em leis

O judiciário de cúpula vem ajudando abertamente um lado do debate. Isso ocorre com prisões políticas, banimento de perfis de opositores e até na reescrita de leis, como no caso do Marco Civil da Internet, onde o STF intimidou usuários na internet. Juízes já mostram posições políticas claras, inclusive nos julgamentos de 8 de janeiro. Alguns ainda participaram de eventos com o presidente Lula e jantaram com ele durante o ano eleitoral. Lula mesmo admitiu que só conseguiu governar graças ao STF.

O próximo presidente poderá mudar a cara da Justiça

O próximo presidente da República vai nomear quatro ministros para o STF e o chefe do Ministério Público. Ele também pode manter ou trocar o diretor da Polícia Federal. Se for bem escolhido, a maior corte do país poderá voltar a ser técnica e cumprir sua função constitucional. Uma mudança na Polícia Federal pode trazer normalidade nas investigações de corrupção no próprio Estado, punindo os envolvidos.

Chegamos a um ponto crítico onde, antes de falar sobre crescimento econômico ou segurança, precisamos resolver o problema do autoritarismo dos juízes. Precisamos de uma verdadeira separação de poderes. Por isso, é urgente afastar a figura que mais beneficiou os autocratas. Com um mínimo de sanidade, não votaremos em um político, mas contra um sistema judiciário que está destruindo a política.