02 de outubro de 2026

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Brasil continua abrindo portas para imigrantes e refugiados do mundo

Política Imigração 02/10/2026 10:52 Cristina Seixas | LCA Agência

O texto explica a evolução da imigração no Brasil, dos europeus do século XIX aos refugiados de crises globais atuais, destacando a nova política nacional de acolhimento humanitário e os desafios de integração social.

O Brasil ainda sabe acolher imigrantes

*Cristina Seixas

O fenômeno da imigração faz parte da formação histórica do Brasil desde o período colonial e se intensificou entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX, principalmente com a chegada de italianos, japoneses, portugueses, alemães e árabes.

História da Imigração no Brasil

Após um período de retração provocado por medidas restritivas, os fluxos migratórios se intensificaram novamente na segunda metade do século XX, mas com um novo perfil: pessoas vindas sobretudo da América Latina, da Ásia e da África.

Mais recentemente, o Brasil se tornou destino de refugiados e migrantes de diversos países, como Venezuela, Afeganistão, Haiti e Síria, marcados por crises políticas e humanitárias, conflitos e desastres naturais.

  • O Brasil abriga cerca de 2 milhões de imigrantes atualmente, segundo dados oficiais.
  • A nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA) foca na integração social e no combate à xenofobia.
  • O país apresentou 11 compromissos internacionais na ONU para fortalecer a governança migratória.
  • A ONU reconhece a política brasileira como única no mundo por seu foco em direitos humanos.
  • O acolhimento real envolve garantir acesso a trabalho, saúde e participação social, não apenas a entrada no país.

A Nova Política de Migração

Hoje, segundo o Observatório das Migrações Internacionais OBMIGRA, o Brasil abriga cerca de 2 milhões de imigrantes. O projeto relata as diversas recomendações para a sua integração à sociedade brasileira, com o objetivo de implementar a nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA).

Durante o II Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF), realizado em maio na sede da ONU, em Nova Iorque, o Brasil participou ativamente e apresentou 11 compromissos, com o objetivo de fortalecer a governança migratória nacional, com destaque ao acolhimento humanitário e ao combate à xenofobia, além da implementação e do monitoramento contínuo da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.

A ONU para Refugiados (ACNUR) tem reconhecido a relevância da nova política, definida por seu representante no Brasil, Davide Torzilli, como única no mundo, e o compromisso brasileiro com um sistema de proteção baseado em direitos humanos, cooperação internacional e responsabilidades compartilhadas. No entanto, acolher bem não se resume à entrada regular no país, porque pressupõe criar condições reais para que imigrantes, refugiados e apátridas participem da vida social e econômica.

Exemplo de Acolhimento Humano

O depoimento de Navid Manafi Rasi, publicado na revista Veja de 24/7/2026, ilustra com força o papel do Brasil como país de acolhimento. Fugitivo do Irã por ser gay, enfrentou uma viagem tumultuada a caminho do Brasil e sofreu um acidente de carro no Peru, perto da fronteira.

Em estado de choque, foi levado até a polícia e, aos prantos, pediu refúgio. O agente respondeu: Bem-vindo ao Brasil, o Brasil é para todos. Fique tranquilo, não precisa chorar. Depois disso, Navid conseguiu se estabelecer no país. Como resumiu em seu depoimento: O Brasil me deu casa, paz e o direito de existir de verdade.