02 de outubro de 2026

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Trump afirma monitorar eleição no Brasil, mas evita apoiar candidato

Política Eleições 02/10/2026 08:14 Pedro Rafael Vilela - Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br Brasília DF

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está acompanhando de perto o processo eleitoral brasileiro, mas não indicou apoio a nenhum candidato, mantendo cautela em meio a tensões diplomáticas entre os dois países.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha "muito de perto" as eleições brasileiras, que ocorrerão daqui a três dias, em 1º turno. A declaração foi dada em resposta à pergunta de uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes do presidente norte-americano embarcar em uma aeronave para o Texas.

"Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", disse Trump, sem citar nomes ou declaração de apoio a nenhum concorrente, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia. A fala do líder estadunidense ocorre em meio a tensões recentes entre os governos brasileiro e norte-americano e a preocupações no Brasil sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.

Principais pontos da declaração

  • Trump afirmou acompanhar as eleições brasileiras de perto.
  • Ele elogiou o Brasil como "país grande e importante".
  • O presidente dos EUA não declarou apoio a nenhum candidato.
  • A fala acontece após tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
  • Relatórios brasileiros indicam risco de interferência externa no pleito.

Relatório da Abin aponta riscos de interferência

Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. No documento, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um "nível de criticidade" e contextualiza o problema dizendo que "a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a Abin, o objetivo seria afastar rivais dos EUA, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

Medidas e ações diplomáticas recentes

A avaliação da Abin indica ainda que houve intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil ao longo dos últimos meses. Além da ingerência nas eleições, o Brasil vem sendo alvo de medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.

Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que pretendiam conversar com autoridades eleitorais brasileira sobre liberdade de expressão relacionada às eleições. A visita ocorreria depois de eventos envolvendo políticos que questionaram as urnas eletrônicas.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram riscos associados a possíveis ações cibernéticas e à atuação de grandes plataformas digitais.