Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, será o candidato do partido ao Palácio do Planalto após a renúncia de Pablo Marçal, cujo registro foi rejeitado pelo TSE por irregularidades de filiação e inelegibilidade até 2032.
Leonardo Avalanche, presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), assumiu a corrida presidencial. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (14), após a renúncia de Pablo Marçal, que não teve seu registro de candidatura aceito.
Marçal foi impedido de disputar a presidência por problemas burocráticos e judiciais. Com isso, Avalanche, que era o candidato a vice, assume a posição principal na chapa. A mudança foi formalizada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia permitido por lei.
Resumo Rápido da Troca de Candidatos
- Leonardo Avalanche substitui Pablo Marçal na candidatura à Presidência pelas eleições de 2026.
- O TSE rejeitou o registro de Marçal porque ele não estava filiado ao PRTB em abril, contrariando a regra de que mudança de partido só é permitida fora do período de eleições.
- Marçal também é inelegível até 2032 devido a irregularidades cometidas na campanha municipal de São Paulo em 2024.
- Silvia Helena da Silva Pereira agora é a candidata a vice-presidente na mesma chapa.
- Marçal declarou apoio a Avalanche, afirmando que a equipe seguirá o projeto político original.
A nova formação da chapa conta com Silvia Helena da Silva Pereira como candidata a vice-presidente. Essa alteração já consta nos sistemas do TSE. É importante notar que a troca aconteceu exatamente no mesmo dia em que se encerrou o prazo legal para substituição de candidatos, o que tornou a situação ainda mais tensa.
Na sexta-feira (11), o TSE havia decidido, por unanimidade, rejeitar a candidatura de Pablo Marçal. O tribunal não permitiu que ele participasse das eleições, criando a necessidade imediata de uma solução política para manter o PRTB na disputa.
Em comunicado oficial, Avalanche explicou que a direção do partido fez de tudo para manter Marçal na disputa. Ele afirmou: 'Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Tentamos de todas as formas possíveis, mas o sistema inteiro se colocou contra nós. Diante disso, eu e o Pablo decidimos, juntos, não desistir do Brasil. Como o nome dele não foi aprovado, vamos seguir o projeto com o meu nome carregando tudo aquilo que sempre defendemos, lado a lado, até o fim dessa disputa'.
O Tribunal Superior Eleitoral baseou sua decisão em um argumento do Ministério Público Eleitoral (MPE). A irregularidade principal foi que Marçal não era membro do PRTB em agosto deste ano, época em que fechou o período para troca de legendas. Naquele momento, ele ainda fazia parte do União Brasil. Essa inobservância das regras de filiação invalidou o cadastro.
Além do problema de filiação, há outra barreira jurídica significativa para Marçal. Ele é considerado inelegível até o ano de 2032. Essa punição decorre de condenação por abuso de poder político e econômico durante a campanha para prefeito de São Paulo em 2024, o que impossibilita sua participação na eleição presidencial de 2026.
A situação reflete a complexidade das regras eleitorais brasileiras, onde a troca de partido precisa estar alinhada com os prazos rígidos do calendário eleitoral. A rápida reação do PRTB permitiu que o partido mantiesse sua presença no pleito, apesar da exclusão do líder político centralizado na mídia.
A transição de comando dentro do partido demonstra a resiliência institucional frente às adversidades judiciais. Enquanto Marçal permanece inelegível, Avalanche assume a responsabilidade de liderar a campanha do PRTB, buscando conquistar votos e espaço no cenário nacional das eleições de 2026, conforme definido na nota oficial do partido.

Reprodução / Instagram @prtbbrasileiro28


