12 de agosto de 2026

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Eleições 2026: como as redes sociais já influenciam o debate público

Política Eleições 12/08/2026 11:33 Giullia Reggiolli (Zefr)

Com a proximidade das eleições de 2026, empresas já revisam estratégias de mídia para evitar associação a conteúdos falsos ou extremistas. Estudo monitorou 20 mil conversas sobre o cenário eleitoral em plataformas como Instagram, X e TikTok, mostrando que o debate online está intenso antes mesmo da campanha oficial.

Com a proximidade das eleições de 2026, as empresas já começam a revisar suas estratégias de mídia para evitar serem associadas a conteúdos que propaguem desinformação, discursos extremistas ou ataques institucionais nas redes sociais. O tema ganha força em um cenário de forte polarização política online e uso cada vez mais frequente de deepfakes e vídeos manipulados por IA.

O assunto está em alta justamente porque o risco para os anunciantes deixou de ser apenas estar perto de "conteúdo político" e passou a envolver algo mais delicado: financiar, ainda que sem querer, a disseminação de narrativas falsas. Em um ambiente digital cada vez mais dominado por vídeo e áudio, a exposição das marcas a esses riscos fica mais difícil de prever e controlar - e isso já preocupa diretamente o mercado brasileiro.

  • Entre janeiro e fevereiro de 2026, foram monitoradas cerca de 20 mil conversas públicas sobre as eleições em 245 perfis políticos.
  • Plataformas como Instagram, X (ex-Twitter) e TikTok são os principais locais onde o debate eleitoral acontece.
  • Deepfakes e vídeos manipulados por IA são uma nova ameaça para as marcas, que os filtros tradicionais não conseguem detectar.
  • Bloquear termos genéricos como "eleição" ou "política" pode excluir conteúdo jornalístico confiável e público qualificado.
  • O estudo "Termômetro das Redes: Eleições 2026" foi desenvolvido pela And, All em parceria com a Polis Consulting.

Um retrato dessa preocupação aparece no estudo "Termômetro das Redes: Eleições 2026", desenvolvido pela And, All em parceria com a Polis Consulting: somente entre janeiro e fevereiro deste ano, cerca de 20 mil conversas públicas ligadas ao cenário eleitoral já foram monitoradas a partir de 245 perfis políticos em plataformas como Instagram, X (ex-Twitter) e TikTok.

O volume de conversas mapeado pelo estudo mostra que o debate eleitoral nas redes já está em ritmo intenso muito antes do período mais quente da campanha, o que reforça o alerta de especialistas de que os modelos tradicionais de proteção de marca não dão conta da realidade atual. Bloquear termos genéricos como "eleição" ou "política" pode excluir tanto conteúdo jornalístico confiável quanto público qualificado, enquanto conteúdos realmente problemáticos escapam do filtro por estarem codificados em vídeo, áudio ou narrativa, e não no texto.

Deepfakes e desinformação audiovisual nas eleições 2026

Vídeos sintéticos e áudios manipulados por IA representam um novo nível de risco para marcas, muito além do que os filtros tradicionais conseguem detectar. A tecnologia de inteligência artificial está cada vez mais avançada, dificultando a distinção entre conteúdo real e falso.

Proteção de marcas na era digital

O modelo tradicional de proteção de marca, baseado em listas de termos proibidos, ficou obsoleto diante de uma internet dominada por vídeo, áudio e narrativas complexas. A análise de contexto (vídeo, áudio, narrativa) é essencial para diferenciar jornalismo legítimo de conteúdo problemático, especialmente no período pré-eleitoral.

O custo reputacional de estar no lugar errado

Quando uma marca aparece associada, ainda que involuntariamente, a conteúdos extremistas ou desinformativos, a percepção do consumidor e a intenção de compra podem ser gravemente afetadas. Por isso, as empresas precisam estar atentas e preparadas para lidar com esses riscos.