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Ministro autoriza PF a abrir nova investigação contra Lulinha

Política Investigação 01/08/2026 08:31 Júlia Mano, Jovem Pan jovempan.com.br

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de três investigações. O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula, é um dos alvos. As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência, ou seja, uso de contatos e poder para conseguir vantagens em negócios com o governo.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência dentro do governo federal. Um dos alvos é o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Jovem Pan.

  • A PF suspeita que Lulinha usou sua influência para ajudar um empresário a conseguir contratos com o governo.
  • As investigações miram a atuação de Lulinha na Dataprev, a empresa de tecnologia do Ministério da Previdência.
  • A PF também encontrou indícios de que Lulinha e o empresário investigado viajaram juntos para Foz do Iguaçu em 2024.
  • Esta é a segunda investigação autorizada contra Lulinha em menos de uma semana. A primeira apura supostos crimes em programas de cannabis medicinal.
  • O advogado de Lulinha afirma que ele está tranquilo e que a PF estaria adotando uma estratégia de 'tentar de novo' por não ter encontrado nada antes.

No pedido enviado ao STF, a PF afirma ter identificado indícios de irregularidades na atuação de Lulinha junto à Dataprev, a empresa de tecnologia da Previdência, e a outros órgãos do governo federal. A suspeita é que ele teria agido em favor do empresário Cleber Ribas de Oliveira, que é sócio da empresa 3STRUCTURE IT. Segundo a investigação, Ribas mantinha relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS'.

A corporação relatou suspeitar que Ribas trabalhou junto a Antunes e à empresária Roberta Luchsinger para conseguir contratos com o governo federal. De acordo com a investigação, foi encontrada a menção 'Cleber na Data' em conversas de Roberta com Antunes. A PF disse que identificou contratos fechados de Ribas com o governo federal e que sua empresa teria recebido pagamento de Luchsinger.

A corporação relatou ter constatado que Ribas e Lulinha teriam viajado com passagens emitidas com o mesmo localizador para Foz do Iguaçu, em 15 de dezembro de 2024. Para a PF, o episódio indicaria que o empresário arcou com as despesas do filho do presidente, por isso, pediu a investigação de suposto tráfico de influência junto ao governo federal.

Defesa de Lulinha

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse que o empresário está 'tranquilo e sereno' com a nova investigação, mas 'perplexo'. 'Ele não quer estar acima da lei, mas não pode permitir que o tratem como se estivesse abaixo dela', explicou. À Jovem Pan, o advogado afirmou que Lulinha continuará à disposição da Justiça para 'esclarecer toda e qualquer dúvida'. Marco Aurélio de Carvalho declarou também que 'parece' que a PF adotou uma estratégia de 'melhor de três': 'Não achou nada aqui, vou procurar ali'.

Investigações contra Lulinha

Esse foi o segundo pedido de apuração feito pela PF e autorizado por Mendonça. Na quinta-feira (30), o ministro deu aval para a corporação investigar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em autorização para a comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Um dos alvos é Lulinha. No total, a PF protocolou três pedidos de inquérito junto ao STF para apurar fatos envolvendo o filho do presidente. O último requerimento ainda está em processo de distribuição no Supremo.