Fernando Haddad critica a atual oposição e elogia o PSDB, mas esconde as verdadeiras intenções do PT. Entenda as mentiras por trás do discurso do candidato ao governo de São Paulo.
Em entrevista ao programa "Direto ao Ponto", da Jovem Pan, Fernando Haddad, que agora quer ser governador de São Paulo, disse que sente falta do PSDB como oposição. Para ele, o PT sempre teve diferenças com os tucanos, mas reconhecia neles "referências éticas e de valores".
Haddad citou como exemplos dessas referências Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin (que hoje é vice de Lula). Ele reclamou que o PSDB foi substituído como principal força de oposição ao PT por pessoas que, segundo ele, não têm compromisso com a verdade, a democracia e o combate à violência.
- Haddad criticou governadores como Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro, chamando-os de mentirosos e antidemocráticos.
- O PT nunca foi um partido bonzinho: sempre tratou todos os adversários como inimigos, inclusive o PSDB.
- Fernando Henrique Cardoso, hoje elogiado por Haddad, já foi considerado culpado por todos os males do Brasil pelos petistas.
- O PT sempre defendeu a censura e não é um exemplo de democracia, apesar de se apresentar como tal.
- A nova direita pode ter defeitos, mas quebrou o monopólio da esquerda no debate político, o que é bom para o país.
Entre as pessoas que ele acusa de serem amantes da mentira, antidemocráticas e violentas estão Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro.
O problema é que Haddad conta duas mentiras. A primeira é que o PT fazia uma disputa de ideias respeitosa com os tucanos. Isso não é verdade. O PT sempre demonizou seus adversários, sem exceção. Até pouco tempo atrás, Fernando Henrique Cardoso, esse grande exemplo de ética, era acusado de ser o culpado por tudo de ruim que acontecia no Brasil. Ele só deixou de ser o vilão quando surgiram Temer e Bolsonaro.
A segunda mentira é que ele se preocupa com uma direita violenta e antidemocrática. Primeiro, porque o PT nunca foi realmente democrático e sempre apoiou a censura. Segundo, porque, por mais que se possa criticar a direita atual, o que Haddad e alguns "centristas" querem, na verdade, é que ninguém pense diferente do velho consenso social-democrata. Eles não querem que ideias liberais ou conservadoras ganhem espaço.
É verdade que parte da direita faz promessas populistas, como dar dinheiro para mulheres, o que não é o ideal. Mas não podemos reclamar que o debate político tenha se aberto para novas ideias. A social-democracia não pode ser a única opção para o Brasil.

Lucas Berlanza


