O senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo de Mato Grosso, afirmou que vai expulsar do Partido Liberal os prefeitos que não apoiarem sua candidatura. Ele disse que a fidelidade partidária é uma questão de princípio e que o partido deu respaldo para a vitória dos gestores municipais.
Nesta terça-feira (21/07), o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), deu entrevistas às rádios Jovem Pan e 104 FM, em sua cidade natal, Rondonópolis. Durante o bate-papo, ele falou sobre os desafios da Baixada Cuiabana, defendeu mais equilíbrio entre as regiões do estado e confirmou a convenção estadual do Partido Liberal para esta quarta-feira, dia 22. Ele também disse que as alianças e a escolha do candidato a vice-governador serão definidas após as convenções.
- Wellington Fagundes é pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo PL.
- Ele ameaça expulsar prefeitos do partido que não apoiarem sua candidatura.
- O senador defende mais investimentos para a Baixada Cuiabana.
- A convenção do PL será no dia 22 de julho para oficializar as candidaturas.
- Ele critica a demora do governo em cumprir promessas para Rondonópolis.
Segundo Wellington, a Baixada Cuiabana tem cidades importantes para Mato Grosso, mas ainda enfrenta problemas antigos que precisam ser resolvidos com uma gestão mais próxima das pessoas. Ele citou o exemplo de Várzea Grande, que sofre com dificuldades financeiras e falta de água. "Uma de minhas prioridades será melhorar a lei sobre a distribuição do ICMS, para dar mais condições aos municípios que mais precisam. Só assim vamos reduzir as desigualdades entre as regiões de Mato Grosso."
Ao falar sobre seu plano de governo, Wellington reafirmou o compromisso de governar para as pessoas. "Sempre digo que governar não é só olhar para planilhas e números. Governo tem que cuidar de gente, ouvir quem mais precisa e fazer com que o desenvolvimento chegue à vida das famílias. Mato Grosso é forte, produz, gera riqueza e alimenta o Brasil e o mundo, mas toda essa força precisa melhorar a qualidade de vida da nossa população."
Questionado sobre a declaração do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, de que apoiaria o pré-candidato Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington afirmou que o Partido Liberal exige fidelidade de seus filiados. "Quem está no partido sabe que existe fidelidade partidária. Esse é um princípio que deve ser respeitado."
Fagundes lembrou que apoiou a eleição do atual governador e que, durante a campanha, assumiu compromissos importantes para Rondonópolis, como a duplicação do Anel Viário, investimentos no Distrito Industrial Hélio Razia e melhorias no bairro Sagrada Família. Ele disse que alguns desses compromissos só começaram a sair do papel anos depois. "A duplicação do Anel Viário, por exemplo, finalmente teve a licitação homologada neste ano e caminha para a execução, enquanto a pavimentação do bairro Sagrada Família também entrou em fase de implantação após convênio. Em contrapartida, o projeto de desenvolvimento do Distrito Industrial Hélio Razia permanece sem avanço concreto."
Wellington disse que na época do prefeito Zé do Pátio fez todos os projetos, e que todos foram encaminhados ao governador, fechando uma parceria. "A prefeitura entraria com uma parte dos recursos, eu destinaria outra por meio de emendas parlamentares e o Estado faria a maior contrapartida. Minha parte foi cumprida. Os recursos foram destinados à prefeitura. Agora é obrigação do Governo do Estado cumprir o compromisso firmado com Rondonópolis."
Em entrevista, Wellington também relembrou a eleição de 2018, quando abriu mão de disputar o Governo do Estado para apoiar a candidatura de Mauro Mendes, atendendo a um pedido do então presidente Jair Bolsonaro. "O presidente Bolsonaro queria que eu disputasse o Governo, mas entendemos que a união era o melhor caminho. Mato Grosso deu uma das maiores votações do Brasil para Bolsonaro, Mauro foi reeleito no primeiro turno e eu fui o segundo proporcionalmente mais votado do país. Fizemos a escolha correta naquele momento."
Durante as entrevistas, Wellington também respondeu às declarações do ex-governador Mauro Mendes de que a conversa entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rondonópolis ocorria diretamente por meio do então presidente do Sanear, Paulo José Corrêa. O pré-candidato afirmou que nunca quis ser o interlocutor oficial da prefeitura, mas reforçou sua história de apoio permanente aos municípios, independentemente de partidos. "Eu sou aliado de Rondonópolis, assim como sou aliado de todos os municípios de Mato Grosso. Sou municipalista convicto. Minha marca sempre foi a mesma: termina a eleição, ganhando ou perdendo, continuo presente ajudando as cidades."
Wellington lembrou que, ao longo de sua carreira política, trabalhou com prefeitos de diferentes partidos, como Percival Muniz, Adilton Sachetti e Zé do Pátio, sempre priorizando os interesses da população. "Eu nunca olhei para a cor partidária. Sempre olhei para as necessidades da cidade onde nasci e para as demandas dos municípios. Meu compromisso é com as pessoas." Como exemplo, recordou o período em que Mato Grosso foi governado por Pedro Taques, e que mesmo sendo de partidos opostos, ele atuou em Brasília para garantir recursos para a saúde pública. "Naquele momento a saúde de Mato Grosso estava em colapso. Como líder da bancada, trabalhei para convencer os parlamentares e conseguimos liberar cerca de R$ 100 milhões para ajudar o Estado. O importante era cuidar das pessoas, não fazer disputa política."
Ainda em Rondonópolis, sua terra natal, Wellington também visitou a redação do jornal A Tribuna, onde conversou com Samuel Logrado. Durante a conversa, destacou a importância da convenção estadual do Partido Liberal e reforçou que o encontro marcará o início oficial da campanha da legenda em Mato Grosso.
Fagundes confirmou que a convenção estadual do Partido Liberal será realizada nesta quarta-feira, 22 de julho. Segundo ele, a data foi escolhida pelo simbolismo que representa para o partido e como homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. "A convenção vai homologar minha candidatura ao Governo de Mato Grosso, a candidatura de José Medeiros ao Senado, além das chapas de deputados federais e estaduais. É um momento importante de união em torno de um projeto construído com diálogo, experiência e compromisso com o futuro de Mato Grosso."
Sobre a composição da chapa majoritária, Wellington explicou que as conversas com os partidos continuarão após a convenção. "A partir da convenção vamos continuar dialogando com os partidos para construir as alianças e definir, em conjunto com os parceiros, o candidato a vice-governador. Temos até o dia 5 de agosto para concluir esse processo."
Questionado sobre sua caminhada até as eleições, Wellington afirmou que seguirá percorrendo os municípios para ouvir a população e consolidar seu plano de governo. "Vamos continuar visitando os municípios, ouvindo as pessoas e construindo um projeto que fortaleça os municípios, reduza as desigualdades e coloque nossa gente em primeiro lugar."
Durante as entrevistas, Wellington também comentou o cenário nacional e afirmou acreditar que o senador Flávio Bolsonaro tem experiência para disputar a Presidência da República. Ele voltou a defender a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo eleitoral. "A eleição do Flávio Bolsonaro vai corrigir injustiças. Eleições sem a presença do presidente Bolsonaro não serão plenamente democráticas. O Flávio tem experiência e reúne condições para ser um grande presidente da República."

Wellington Fagundes (PL)


