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Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro em prisão domiciliar

Política Justiça 18/07/2026 15:10 Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do presidente argentino Javier Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, onde ele cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada depois que Moraes suspendeu todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, por causa de uma carta que ele escreveu e foi publicada nas redes sociais pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido do presidente da Argentina, Javier Milei, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro havia pedido autorização para a visita no dia 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do Partido Liberal (PL).

  • O que aconteceu O ministro Alexandre de Moraes negou a visita do presidente argentino Javier Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Por que foi negado Porque Moraes já havia suspendido todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, depois que uma carta escrita por ele foi publicada nas redes sociais.
  • O que Bolsonaro fez de errado Ele escreveu uma carta que foi publicada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, o que quebrou as regras da prisão domiciliar, que proíbem o uso de redes sociais.
  • Qual é a pena de Bolsonaro Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, mas está em prisão domiciliar por causa de problemas de saúde.
  • O que mais aconteceu O senador Flávio Bolsonaro também foi proibido de visitar o pai por 90 dias, por causa da publicação da carta.

Na decisão deste sábado, Moraes considerou que o pedido para a visita de Milei perdeu o sentido, já que ele suspendeu na sexta-feira (17) qualquer visita a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.

A medida foi tomada depois que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições da prisão domiciliar, que é não acessar ou usar as redes sociais.

A defesa de Bolsonaro disse que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, mas Moraes não aceitou esse argumento. Em outra decisão, o ministro já havia proibido o senador de visitar o pai por 90 dias.

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, por liderar uma tentativa de golpe de Estado com integrantes civis e militares do seu governo.

O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas conseguiu a prisão domiciliar por causa do seu estado de saúde, depois de ser levado às pressas para o hospital.

Ele cumpre a pena na sua casa em Brasília.