O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do presidente argentino Javier Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, onde ele cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada depois que Moraes suspendeu todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, por causa de uma carta que ele escreveu e foi publicada nas redes sociais pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido do presidente da Argentina, Javier Milei, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Bolsonaro havia pedido autorização para a visita no dia 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do Partido Liberal (PL).
- O que aconteceu O ministro Alexandre de Moraes negou a visita do presidente argentino Javier Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Por que foi negado Porque Moraes já havia suspendido todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, depois que uma carta escrita por ele foi publicada nas redes sociais.
- O que Bolsonaro fez de errado Ele escreveu uma carta que foi publicada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, o que quebrou as regras da prisão domiciliar, que proíbem o uso de redes sociais.
- Qual é a pena de Bolsonaro Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, mas está em prisão domiciliar por causa de problemas de saúde.
- O que mais aconteceu O senador Flávio Bolsonaro também foi proibido de visitar o pai por 90 dias, por causa da publicação da carta.
Na decisão deste sábado, Moraes considerou que o pedido para a visita de Milei perdeu o sentido, já que ele suspendeu na sexta-feira (17) qualquer visita a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.
A medida foi tomada depois que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.
Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições da prisão domiciliar, que é não acessar ou usar as redes sociais.
A defesa de Bolsonaro disse que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, mas Moraes não aceitou esse argumento. Em outra decisão, o ministro já havia proibido o senador de visitar o pai por 90 dias.
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, por liderar uma tentativa de golpe de Estado com integrantes civis e militares do seu governo.
O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas conseguiu a prisão domiciliar por causa do seu estado de saúde, depois de ser levado às pressas para o hospital.
Ele cumpre a pena na sua casa em Brasília.

Fachada do condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil



